sexta-feira, 21 de abril de 2017

Enquanto espernear estou viva!

Sempre lutei pelos outros, fossem por causas, por pessoas com nome e rosto, por ideais, valores, princípios. Nunca lutei por mim. E admitir isto é assim uma misto de vergonha com cobardia é verdade, mas foi preciso bater bem fundo, para me darem a mão, me enxugarem as lágrimas e dizerem: "isto vai doer, mas a luta agora vai ser por ti!". E assim tem sido. Estes últimos meses têm sido dos mais duros da minha vida, mas ganhei uma certeza: a vida pode dar as voltas que der, pode-nos separar, pode-nos fazer tomar rumos diferentes, mas neste momento, meu Deus, és o melhor companheiro que eu poderia ter. Obrigada pela protecção! E sim, esta é uma declaração de amor!

Ó pá... desculpem lá qualquer coisinha!

Então não é que até parece que há gente que gosta da insanidade que povoa este burgo e que me escreveu a perguntar se aqui o hospício já tinha fechado? Ah suas coisas mais fofas!! Não!!!! Nada temeis. Andei com as minha crias atreladas (essas putas dessas férias que pareciam que nunca mais acabavam) e entediei ao ponto de não conseguir ter força sequer para teclar.
Pois que regressada, mas não revigorada (entenda-se) cá estou eu: ó pra mim! Com uma neura do caraças porque como se não bastasse todo o contexto "férias escolares" comprámos um teclado ao mais velho para que o gajo pudesse fazer um up-grade nos jogos on line, mas que depois para escrever vejo-me grega porque desconfigura tudo, os acentos não são no sítio certo, as pontuações também não, de modos que ando aí a apanhar bonés com este c#$%lho deste teclado. Pronto é isto, conforme, podeis atestar, continuo na mesma: desbocada, sem filtro, pouco convencional, feliz que só eu!

Mas pronto, estas férias deram para descobrir uma novidade: os putos abeiram-se de mim em modo supermercado. Passo a explicar: quando se queriam fazer ouvir cada um punha o dedo no ar, mas isso já não estava a resultar porque depois eu via um e depois o outro ainda não tinha terminado e voltava a pôr novamente o dedo no ar e quando passava a vez do outro já o tema não fazia sentido ou o pobre coitado se tinha esquecido. Vai daí eles criaram o método supermercado que consiste basicamente em porem-se atrás de mim, tipo fila de supermercado. Parece simples. Mas não, não é. Primeiro porque não há caixas prioritárias e a Madalena quer evocar o direito à prioridade e depois porque significa que eles andam literalmente atrás de mim. Mesmo. MESMO!!!! Aí eu tenho de definir um tempo para o atendimento e não há como passar à frente do cliente. O pior: é que até o meu marido já se mete na fila!!!!

Querem mesmo que vos volte a explicar o motivo da minha ausência no blogue? Ah, bom!!