quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A selecção natural que a vida se vai encarregando de fazer ...

É certo que sou demasiado naif para os meus  40 anos. É certo que sou demasiado optimista e que deposito francas expectativas em tudo o que faço na vida. Espalho-me ao comprido quando se tratam de relações humanas. As relações humanas são francamente o meu calcanhar de Aquiles. Lixo-me bem lixadinha porque espero a mesma retribuição, o mesmo tratamento, o mesmo empenho, o mesmo abraço. Também sei que sou uma privilegiada e que ao longo da minha vida fui bafejada por um santo porreiro que me tem posto no caminho gente à maneira e que não me desilude. 
Depois vem a vida, com as suas particularidades e lá vai mostrando em que gaveta cada pessoa está. Metes tudo na gaveta das pessoas de bem e...tau! entalaste. Ficas meia azamboada, coisa que é normal de quem acabou de ser entalada por uma gaveta, mas a vida volta, para te fazer seguir em frente, fechar as gavetas todas e mostrar-te a lei da compensação, que é como quem diz abre-se a gaveta das pessoas verdadeiramente confiáveis, os durões a quem chamamos verdadeiros amigos, aqueles cujos abraços se entranham na epiderme e que não se poupam na dureza das palavras, se assim for preciso.
Hoje foi dia de arrumações!




2 comentários:

  1. Só tenho uma gaveta. Não sou exatamente naif, mas sou mais do tipo "inocente até provas em contrário". E mesmo quando essas provas confirmam o criminoso, se tiver que o ter, guardo-o na mesma gaveta dos outros. Não o trato de igual modo, mas aconchego-o num cantinho especial... o unico problema, é que a gaveta ás vezes não está bem arrumada. Tenha um bom 2017.

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