terça-feira, 18 de outubro de 2016

Concluo que os senhores GNR gostam de mim

Na semana passada à porta da escola da Madalena, um senhor guarda (chamar-lhe-ei agente, é que "senhor guarda" remete-me sempre para a canção do Emanuel) abordou-me porque estava a estacionar (a palavra é estava, porque ainda não tinha concluído a manobra) em segunda fila. Disse que compreendia a minha escolha de local para estacionar, que o trânsito ali era caótico, que ninguém respeitava as regras de segurança, mas que deveria ir para um terreno baldio anexo. Mas, como me via todos os dias e me sabia cumpridora, deu-me dois minutos para ir buscar a criança e voltar. Assim fiz, e lá estava ele à minha espera. Um amor!
Dois dias depois, outro agente, à porta da escola da Madalena, vem tem comigo a explicar-me que não podia ter o suporte do reboque montado que tinha de o recolher. Pedi imensa desculpa e garanti que iria contactar o meu técnico para a área automóvel (vulgo marido) para tratar imediatamente do assunto.
Hoje, um agente, à porta da escola da Madalena (prevê-se aqui um local privilegiado meninas casadoiras!) manda-me parar de forma muito entusiasta. Pensei cá para comigo "Minha nossa, querem ver que o pelotão anda doido?! Andam a apostar quem me faz a abordagem mais arrojada. Coisas fofas da mamãe!!" ... mas não, o senhor só estava a impedir que eu me enfiasse numa vala no dito terreno baldio. Meus queridos, cá comigo é assim: se vocês são para mim eu sou para vocês, amanhã vai um bolinho quentinho para essa esquadra (se calhar é melhor refrear os ânimos que o meu marido é capaz de não achar muita piada!)

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