terça-feira, 2 de agosto de 2016

As coisas que percebemos com um sismo

Que a minha família já era atípica, eu já vaticinava desde o momento em que eu e o senhor meu esposo nos juntámos. Depressa se percebeu que, o que quer que viesse destas duas grandes personagens estava condenado ao desastre cómico!
O domingo passado foi um marco nas nossas vidas: primeiro porque vivenciámos um sismo e depois porque constatámos que as nossas atitudes perante o desastre são, lá está, tão nossas!
Foi um abanão do caraças (não há como dizê-lo de outra forma!), tanto que ao início achámos que um carro desgovernado nos tinha entrado pelo muro de casa adentro. Depois tudo tremia, o chão, as paredes, o tecto, foram uns segundos de pânico. As molduras caíram, os quadros suspensos nos móveis também. Tudo aquilo era estranho até percebermos o que se passava. Ligámos para a protecção civil que nos confirmou que se tinha tratado de um sismo (3.5 na escala de Richter - e não digam que era fraquito porque se sentiu que doeu) e que poderiam ocorrer entretanto réplicas. Passados uns minutos ... tau,lá estava tudo a tremer de novo! Nessa altura, o meu filho que estava na sanita salta de repente e põe-se debaixo da ombreira da porta da casa de banho (com calças em baixo), o meu marido começa a dizer que, já que nos estávamos a preparar para sair de casa o melhor era despacharmo-nos, a Madalena começa a correr que nem barata tonta à procura de um peluche e da chucha porque já que "ia abandonar a casa" queria levar uma recordação, e eu ... eu, fui esticar o cabelo (que foi? sabe-se lá se podia envolver bombeiros e protecção civil? é bom que uma pessoa esteja no seu melhor!)!!

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