quarta-feira, 31 de agosto de 2016

FELIZ, TÃO TERRIVELMENTE FELIZ

Temo sempre proclamar a felicidade como se se tratasse de um feitiço temporário que uma vez aberto jamais voltará a ser repetido. Mas desta feita arrisco, mesmo sabendo que me esperam ventos, tempestades e malfadados momentos que ninguém deseja. Tive de férias e fui tremendamente feliz. Terrivelmente feliz. Danadamente feliz. E foi tão bom, mas tão bom que hoje só tenho vontade de chorar tal é a emoção! Hoje, o dia está a estar difícil, mas a felicidade, aquela felicidade de estar rodeada e amada pelos meus ...  ninguém ma tira!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

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Todos os dias (sem excepção) as minhas queridas colegas insistem em dizer que eu tenho um olho mais pequeno que o outro... Já me vi um cento de vezes ao espelho, já tirei selfies, já pedi para me tirarem fotos ... não encontro nada, mas as avantesmas lá vão insistindo. Riem, gozam um belo prato à custo do olho pequeno! E eu, lá no alto da minha profunda educação nem faço alusão ao terceiro olho, porque sou uma lady (sabe Deus)!
Vão se catar, é o que é! Pelo sim, pelo não, fica a prova em como o Sr. António e a Sô Dona Teresa, meus queridos paizinhos, fizeram os olhinhos direitinhos ... estúpidas!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Irmandade de Penela

"O" fim de semana em Penela é histórico. É histórico porque anualmente consegue juntar cerca de 40 alminhas insanas que de repente, e à custa de muito álcool e estupidez natural, dão exemplos de diversão pura desprovida de qualquer tipo de cócózice e mariquice. O fim de semana em Penela é assim, serve para exorcizar males e lembrar que a vida é boa assim de forma simples, com boa comida, boa bebida e boa companhia. Dorme-se em qualquer canto, faz-se muito disparate, ri-se até não poder mais. Não há regras, não há "e ses". Anda-se de pé no chão, tomam-se banhos de mangueira debaixo de um calor abrasador, vai-se à festa da aldeia e ressuscita-se para no dia a seguir voltarmos a fazer tudo de novo. Este ano introduzimos a ida a banhos na Praia Fluvial da Louçainha ... e que bem que se teve! Um fim de semana que me soube pela vida!


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

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O pior das férias chama-se . . . depilação!

Odeio-vos pêlos! Porque me perseguem desta maneira cruel?!?! Porquêêêêêê????

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Em modo zebra

Aos primeiros raios de sol, aqui a lixívia-andante anda de volta das loções corporais que tenham auto-bronzeador. Nas primeiras aplicações fico com um arzinho de verão espectacular, sem sair de casa fico com uma cor para lá da Califórnia. Acontece que com o passar do tempo começo a ficar tresmalhada, as mãos mais claras que o corpo e o começo a enjoar o cheiro (eu e os cheiros...). Depois temos a particularidade de eu ser este desastre que só Deus sabe, ser uma trapalhona de primeira e espalhar mal o creme, resultado: gozo geral das parvalhonas que privam diariamente comigo [Isto tudo para agradecer às minhas caras colegas que desde ontem não fazem outra coisa que não seja rir às minhas custas]. Qué que foi? Nunca viram uma pessoa em zebra?!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Vamos lá falar dos nossos filhos sem rodriguinhos

A Madalena é chata! É feio dizer, mas não há como escapar a esta triste realidade ... a minha filha de sete anos é chata comó caraças! Não é (ou melhor dizendo, já não é) de fazer birras, é bem educada, não faz amizades à primeira vista, precisa de ir apalpando terreno, é divertida, tem imenso sentido de humor, carinhosa, sensível e um rol de propriedades que lhe assistem e ... é chata! Portanto, estamos na fase do apertar as bochechas à mãe em pleno supermercado porque a mãe é fofinha e então fala-se com ela (a mãe) à bebé e faz-se muito cutchicutchi. Também se repetem temas até à exaustão, até o adulto não poder mais e desligar o botão, e é nessa altura que ela topa e diz "se calhar é melhor começar tudo de novo, porque se percebe claramente que não estás a ouvir nada do que estou a dizer!" grrrrrrr  Nesta fase (o modo de sobrevivência leva-me a acreditar piamente que é uma fase, coisinha passageira) questiona-se tudo, faz-se comentários sobre tudo, aponta-se o dedo a tudo, não se deixa escapar nada! Os actos dos outros são alvos de discussão, de debate, dignos de programa de televisão de debate político. As meias estão fora do sítio? A Madalena analisa, pesquisa, questiona e esmiúça a natureza do acto, depois o responsável, e por fim a consequência "vamos falar do motivo pelo qual as meias estavam fora do sítio?!".
Ontem à noite, mal me sentei no sofá ouvi um "agora vou-me sentar no colo desta mãe mais querida", soube tão bem, sentou-se, aninhou-se a mim e depois levantou-se para ir buscar um livro, voltou a sentar-se ao meu colo, mas entretanto a manta estava no outro sofá, levantou-se e foi buscá-la, volta novamente para o meu colo, mas entretanto lembrou-se que podia adormecer e não tinha lavado os dentes, foi, regressou, e reparou que tinha um nó no cabelo que precisava de ser desfeito!!! Depois de um dia de trabalho, das tarefas domésticas e de um rabo finalmente aterrado no sofá, cadê a paciência ... nem vê-la. Levou ralhete, mas pôs o ar de Calimero e tive de conversar com ela dentro do espírito do "bora lá ser uma pessoa menos chata para bem de todos nós em particular e da humanidade em geral". Ontem pareceu-me que a conversa tinha resultado, que a mensagem tinha sido absorvida e que havia esperança. Mas ontem eu também já estava cheia de sono e a visão da vida estava um bocado nublada. Deixa lá ver!

As coisas que percebemos com um sismo

Que a minha família já era atípica, eu já vaticinava desde o momento em que eu e o senhor meu esposo nos juntámos. Depressa se percebeu que, o que quer que viesse destas duas grandes personagens estava condenado ao desastre cómico!
O domingo passado foi um marco nas nossas vidas: primeiro porque vivenciámos um sismo e depois porque constatámos que as nossas atitudes perante o desastre são, lá está, tão nossas!
Foi um abanão do caraças (não há como dizê-lo de outra forma!), tanto que ao início achámos que um carro desgovernado nos tinha entrado pelo muro de casa adentro. Depois tudo tremia, o chão, as paredes, o tecto, foram uns segundos de pânico. As molduras caíram, os quadros suspensos nos móveis também. Tudo aquilo era estranho até percebermos o que se passava. Ligámos para a protecção civil que nos confirmou que se tinha tratado de um sismo (3.5 na escala de Richter - e não digam que era fraquito porque se sentiu que doeu) e que poderiam ocorrer entretanto réplicas. Passados uns minutos ... tau,lá estava tudo a tremer de novo! Nessa altura, o meu filho que estava na sanita salta de repente e põe-se debaixo da ombreira da porta da casa de banho (com calças em baixo), o meu marido começa a dizer que, já que nos estávamos a preparar para sair de casa o melhor era despacharmo-nos, a Madalena começa a correr que nem barata tonta à procura de um peluche e da chucha porque já que "ia abandonar a casa" queria levar uma recordação, e eu ... eu, fui esticar o cabelo (que foi? sabe-se lá se podia envolver bombeiros e protecção civil? é bom que uma pessoa esteja no seu melhor!)!!