quinta-feira, 30 de junho de 2016

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Na praia, ao observarem um caranguejo morto, diz um amiguinho para a Madalena:
"Temos de lhe fazer um funeral!"

Madalena: "Para quê?! Ele já está morto!"


Vá lá, não dizer que tinha de ir para a panela ...

terça-feira, 28 de junho de 2016

O acessório dos últimos dias

O hospital parecia o cenário de um filme de zombies: cada pessoa trazia da triagem o seu saquinho preto e vomitava em qualquer canto, já não havia cadeiras para nos sentarmos para nos administrarem soro, era como se estivessemos no supermercado porque se encontrou lá toda a gente da vizinhança! ...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Já não sei o que lhe faça

A Batata está na casa dos 60 kgs, que é como quem diz sessenta e muuuuuitos quilos. Tem 9 meses. Em pé, atinge os dois metros (levantadinha e mal medida). Quem olha para ela parece cândida e serena, e efectivamente é ... quando quer. O problema é que ela quer muito pouco, e a maior parte do tempo está a destruir qualquer coisa. 
Para conseguir estender roupa temos de fazer escolta ao estendal! Avanço-vos que não tenho um único toalhão de banho que não esteja rasgado, um poncho de verão lindíssimo cheio de berloques foi à vida e as cordas do baloiço foram todas roídas. E isto foram só as últimas baixas que demos conta desde ontem! Ao início da semana achei que o meu marido enlouquecia: de manhã quando ia para o trabalho depara-se com o carro num estado catastrófico, é que a Batata da forma como raspa com as unhas no chão, fê-lo ao longo do carro! O carro está todo, TODO riscado desde o tejadilho às portas, capô e bagajeira. Não escapou nada às unhas dela!!!
Estou num desespero que nem vos digo. A solução passaria por fechá-la no canil, mas caramba não foi para os ter enclausurados que quis ter cães e é uma ideia que não nos agrada. Estamos à beirinha de um colapso à custa da sacana da cadela! 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Anda tãooo viciada nisto ...

O programa chama-se House Rules e dá na SIC Mulher. É um vício! E só tenho pena de o ter descoberto ao episódio 13. É um programa de remodelações, de superação, de conta-relógio, de casais que dão o litro uns pelos outros, de concretização de sonhos. O desafio é construir uma casa para um casal concorrente com base num conjunto de regras deixadas por eles.  Têm cinco dias e nem mais um minuto, aconteça o que acontecer - desinfestações, inundações, temporais, já foram obrigados a ter de sair da casa por questões de segurança e o prazo mantém-se. É claro que este tipo de remodelações só pode acontecer em países que não leram a história dos três porquinhos e as casas são feitas em madeira. E aquele contra-relógio dá uma ansiedade que só dá vontade de entrar por ali adentro e agarrar numa trincha para despachar serviço.
Os proprietários da casa durante esse tempo saem da casa e têm uma semana sabática e os restantes concorrentes reconstroem e decoram-lhes a casa toda. É um risco que eu não sei se corria, porque por muito explícitas que sejam as instruções, há sempre umas alminhas que se lembram de furar o esquema, de interpretar as coisas num contexto completamente diferente e de fazer como bem querem e lhes apetece. Ao final dos cindo dias, os proprietários chegam a casa e, ou gostam e ficam muito felizes ou, azaréu têm de gramar com uma casa que não gostam e onde as coisas estão inacabadas por falta de tempo dos concorrentes.
E depois, como tudo na vida, há aqueles casais que se tem mais empatia, aqueles que não se gosta tanto, os que têm ideias infelizes e a quem apetece bater. Agora está na altura das eliminações e em estou vidradinha!


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Preparem as armas, apontem e disparem ... eu não gosto do verão! (temporada 40)

Não me venham com merdas. Todos os verões escrevo sobre isto e não me canso, porque acredito que por esse mundo fora devem haver pessoas ostracizadas pelo verão, tal como eu. Eu padeço no verão. Padeço muito! Estou sempre a cair e a darem-me fanicos à custa das enxaquecas e de quebras de tensão arterial por causa do calor. E depois há os bichos. Eu moro do campo e no campo há muita bicheza. Os bichos são tantos que nem dá para enumerar, mas as moscas ganham lugar de topo. E mosquitos, e melgas, e coisas que rastejam, e os sapos que adoram uma bela de uma piscina e depois não conseguem sair .... ahhhhhhh!

Os astros a explicarem-nos o óbvio

Andava o Joãozinho num site a ver signos. Diz que a namorada lhe tinha dito que dava para ver o ascendente com base em alguns cálculos. Quando inserimos os dados da Madalena lançamos um grito :" Caraças, a fulana é Touro com ascendente em Escorpião! Tá tudo explicado!!!!"

Para tudo na vida é importante ter cunha

Miss desbocada, de seu nome Madalena, foi com os avós para o Porto. À noite, ao telefone com o irmão:
"Ainda não jantaste? Não achas que é muito tarde?! Queres que eu fale com a mãe para ela te continuar a tratar bem?!"

terça-feira, 21 de junho de 2016

Meu Deus, ela é tãoooo perigosa!

Pai (ao telefone com um colega): "Quarta-feira estou no Tribunal do Trabalho"

Madalena (em choque, com os olhos arregalados e a mão a tapar a boca):"Meu Deus, o pai diz que na quarta-feira vai para o tribunal do caralho! Ai, ai!!!"


Garanto que eu vou procurar um pai de santo qualquer para benzer o raio da miúda!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Apoio médico é comigo mesmo!

Uma colega minha muito nervosa aceita de bom grado dois calmantes que lhe dou (sim, porque eu sou uma farmácia ambulante). De repente começa a babar-se, com sono e a não se ter em pé ... é que eu enganei-me e dei-lhe dois comprimidos para dormir!

Pessoas, quando precisarem de auxílio médico corram noutra direcção.


(Entretanto, de cada vez que olho para ela, já tenho abdominais exercitados por um mês de tanto rir!)

Ah... como eu adoro reuniões da escola!

Na reunião da escola constatei que sou devo ser a única mãe que está ali com o seu filho mais velho, para as outras mães aqueles são os filhos mais novos. Se bem me conhecem sabem que o meu poder de concentração numa reunião escolar se esgota ao primeiro par de botas que goste. Assim, não foi difícil concentrar-me na conversa que duas senhoras estavam a ter atrás de mim e depressa fiquei a saber TU-DO sobre a boda da filha mais velha de uma delas. Passo a citar: "A quinta onde se realiza o casamento é baratucha mas come-se muito bem; se o casamento fosse ao meio dia a recepção era na casa da mãe da noiva mas como é às onze e meia vai tudo directo à igreja; os sapatos da avó da noiva já foram comprados, mas está-se com grandes preocupações não vão os pés inchar à senhora com o calor; a mãe da noiva anda a lavar roupa que nem uma doida, só lhe faltam os lençóis de flanela e alguns cobertores, mas garante que são coisa pouca; o pai da noiva quer oferecer umas férias à mãe da noiva porque acha que ela anda stressada e deve ser compensada (caraças que ainda há homens bons!); a noiva não quer ter filhos para já a menos que aconteça um acidente; o vestido da noiva (thcanananannn...) é muito simples, muito elegante e foi mandado fazer de propósito em Lisboa (hã,?! como?!...então eu estou uma reunião inteira concentradíssima na boda para isto?! ó senhoras! adiante...); o pai da noiva anda desde Janeiro a tomar calmantes, precisou de ir a um médico e tudo; os noivos são super pelas tradições porque podiam estar a viver juntos como os casais fazem hoje em dia, mas não abdicaram do casamento; namoram desde os 15 anos; a mãe do noivo foi à prova do buffet mas a mãe da noiva não quis opinar porque hoje em dia os jovens é que sabem; o casamento é em setembro; a mãe da noiva só não está deprimida porque o tempo tem estado uma porcaria porque se o tempo tivesse bom ela ficaria com uma neura, só de perceber que não podia ir à praia...". E pronto, estou eu a acompanhar todo este folhetim quando sou interrompida pela Directora de Turma a dar por encerrada a reunião. Acho extremamente desagradável haverem reuniões escolares tão curtas que nem sequer dá para aprofundar o vestido da noiva e a lua de mel.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Desse lado, façam uma rezinha por favor

O João perdeu a aliança de casamento e ainda não a encontrámos. Confesso que não me agrada, mas como ele está irritado com a perda nem ouso tocar no assunto. Mais do que incomodar, sinto-me mesmo triste. Dá para fazerem aquelas rezas para encontrar a dita?! Agradecida. É que daqui a um mês fazemos anos de casados...vou chorar!

That's me

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ela sabe ... que bom!

Numa loja:

Lojista: "Madalena, a tua mãe é mesmo tua amiga"

Mada: "A minha mãe não é minha amiga...a minha mãe é mãe! ... É muito mais do que amiga, é mãe."

Madalena, 7 anos. Sabe que amigas há muitas, mãe há só uma!

Drama

Se existe palavra que caracteriza grande parte do meu dia é "drama". Vivo rodeada de pessoas dramáticas, com situações que (só elas) acham dramáticas, elevadas ao drama dos dramas. Porque drama que é drama é sempre pior que o da vizinha. E por muito que tente contornar a coisa, quanto mais tu procuras minimizar, mais o drama acentua porque as pessoas querem que o drama seja valorizado e não atenuado. E isto preocupa-me mas assim ao nível da piedade, porque estas pessoas perdem tanto tempo a alimentar o drama que a vida corre-lhes ao lado, os minutos passam, os dias vão seguindo e não dão conta da preciosidade da vida e do ar que respiram. Nenhuma destas pessoas padece de uma doença terminal, nenhuma destas pessoas perdeu um ente querido, nenhuma destas pessoas foi acometida de um acidente que as deixou marcada para sempre. Nada isso, estas pessoas alimentam e alimentam-se de dramas. E fazem-nos diariamente, num desgaste profundo. Temo que a vida um dia lhes ensine lições da pior forma, e que nessa altura, tal como Pedro e o Lobo, ninguém lhes dê o devido apoio porque afinal...é só mais um drama!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O momento em que a vida pára

A Madalena é doida pelo Agir! Tanto, que nos andava a moer o juízo para ir ver um concerto dele, e nós, mal soubemos que ele ia estar na Feira da Agricultura em Santarém, nem hesitámos. A confusão à entrada da Feira era tremenda, com adolescentes histéricas a atropelarem os imensos miúdos que por ali estavam. Uma parvoíce pegada!
Como vamos lá todos os anos, existem algumas pessoas dos stands de artesanato que já nos conhecem e sabe sempre bem os comentários aos nossos miúdos e o quanto nos acarinham. Fomos comprar umas botas de equitação para a Madalena (no stand a que vamos sempre) e, a dada altura senti um aperto no peito estúpido e estranho, olho para o lado e a Madalena não estava lá. Olho para junto do meu marido e ela não estava também. Pergunto à senhora se ela estava junto dela e ela responde-me que não... Aí, parou tudo! Tudo! Olhas para todo o lado, gritas em plenos pulmões pelo nome dela e não vês a tua filha. Gritei, deixei de ver, de ouvir, de pensar, de sentir, ... Senti-me num filme em câmara lenta engolida pelo ar. Morri! Garanto-vos que por segundos morri! 
A Madalena estava ao colo de uns amigos nossos que tinham passado por ali e nos viram, pegaram na Madalena ao colo e, quando nos iam cumprimentar, foram albaroados por uma excursão. Recuaram, e foi nesse momento que demos por falta da Madalena. O pânico foi tanto que, quando os vejo já o João, que entretanto também tinha cegado, se preparava para dar um murro no nosso amigo e todos choravam copiosamente por verem o nosso desespero e não conseguirem chegar a nós.
Quando os meus olhos bateram na Madalena cai redonda no chão. Cai, e ali fiquei. Chorei tanto, mas tanto agarrada à minha amiga que, entretanto já não se sabia bem qual das duas chorava mais.
Foi um infortúnio de coincidências parvas, mas que deixaram marcas.
E eu que sempre considerei o desaparecimento pior que a morte, volto a reiterar este meu pensamento. E, sem querer aprofundar este tema, porque ainda hoje tremo, presto a mais profunda das homenagens a todos os pais que já passaram por isto e que, com ou sem sucesso no reencontro, vivem com uma carga tamanha destas.

Hoje é oficialmente Dia de Santa Neura!

Porque é dia de Santo António. Porque não estou em Lisboa. Porque não estou a comemorar o meu Santo de devoção. Porque tenho de bulir enquanto o resto da malta anda de sardinha e pão de milho na mão. Porque esta noite me parou a digestão à custa de uns quantos gins. E porque é segunda-feira!!!
Porquê meu querido Santo Antoninho, porque é que me desterraste da cidade e me mandaste para o cimo do monte?!?! Logo a mim, que nem tenho pretensões a Nossa Senhora nem isto é a Cova da Iria!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pessoas que conhecem bem a minha filha

"A tua filha é tão dramática que eu vou adorar quando lhe aparecer o período. Vai ser demais!"

Há momentos que eu não quero antecipar, por dó de mim mesma!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Merda para a adolescência*

Fónix, o rapaz andava-me com uma crise existencial do tamanho do mundo. Não sabia quem era, o que era, quem sou e para onde vou... uma poesia deste género! Pensei cá para comigo "fica de alerta rapariga que é assim que as tretas começam, agarra em ti e no puto e pede ajuda". Vai daí arranjo-lhe um psicoterapeuta de gabarito com quem ele se entende lindamente e do qual rapidamente percebemos que o rapaz se estava a encontrar e a voltar a si. 
Porra, todas as semanas desembolso do belo para as sessões de terapia e ontem diz-me que depois de terminar o 12º ano quer parar um ano para reflexão e ... trabalhar no Continente! É pá, nada mal, o rapaz até pensou em ganhar alguns cobres para não viver alapado aos paizinhos, mas caraças pá, ainda a semana passada andava a ver como é que podia fazer para ir tirar Medicina em Espanha e hoje...Sonae com ele! Quer refletir? Pensar na vida? Mas este tipo ainda não percebeu que a democracia nesta casa é miragem?! Um ano de reflexão?! Pois, deve ter todo um percurso de vida para reestruturar, apagar erros do passado, mudar de estilo de vida, meditar e tornar-se um ser mais desligado do material e do terreno! Ups, de repente achei que estava a falar de uma epifânia ali entre os 40 e os 50 anos!
A sério, eu que nem sou de stressar com estas merdas, ontem fiquei irada. Anda aqui uma pessoa no esforço e este gajo todas as semanas deseja piamente uma coisa diferente e absorve-a como se fosse a última coca-cola do deserto! Pesquisamos, procuramos, contactamos esta e aquela pessoa que nos possa esclarecer, tudo porque não queremos que ele sinta que não valorizamos os seus interesses. E volta e meia aparvalha! Não tem a haver com o trabalho no Continente, por mim até podia ir para o Lidl, Pingo Doce ou Aldi (sempre me trazia as pernas de frango com molho barbecue que eu adoro!)
Tenho uma amiga que diz que o problema dos pais de hoje em dia é valorizarem demasiado a opinião dos filhos. Se calhar tem razão, e como ela é uma técnica altamente credenciada aproveito a deixa e quando a coisa estiver à beira de descambar para a parvoíce vou mandá-lo ir dar uma curva... pode ser que perceba que também sei sacar de teorias altamente elaboradas!

*nota-se muito que estou possuidinha?!

sexta-feira, 3 de junho de 2016