terça-feira, 8 de março de 2016

Quando o exemplo não vem dos mais velhos

Desde que o Lidl começou a abrir às 08.30h com pãozinho fresquinho que, depois de deixar os miúdos na escola, vou buscar o meu pãozinho integral. Invariavelmente, encontro um grupo de senhoras idosas a fazerem as suas compras. Não menos vezes, quando me dirijo para a caixa com o meu pãozinho, já elas estão com o tapete a abarrotar de compras. E nessa altura, dá-se um fenómeno interessante de "ignorar o óbvio" citando essa grande filósofa Teresa Guilherme. Pois eis que, no alto da sua condição geriátrica estas senhoras dão um exemplo de falta de civismo de todo o tamanho, fazendo-me penar na fila, a mim e ao meu humilde pãozinho! Hoje, duas dessas senhoras comentavam que eram reformadas, que estavam bem de saúde, que tinham filhos e netos longe e que ainda não sabiam muito bem o que fazer a tanto tempo livre... fazendo vir a mim toda uma urticária! Naturalmente que as senhoras não têm obrigação de me dar passagem, não sabem se estou com pressa e até me podem mandar ir mais cedo porque efectivamente elas chegaram primeiro. Sim, é tudo um grandessíssimo facto, mas ... cadê a cortesia, a disponibilidade para o outro, a gentileza e civismo. Eu até podia pedir o favor de passar à frente, mas acho que não sou eu que tenho de o fazer porque estou a cumprir o meu lugar na fila. Enfurece ainda mais, quando se referem às gerações mais novas como mal educadas, metem tudo no mesmo saco e agitam, não dando elas o exemplo. Porque acredito piamente que se fosse ao contrário as suas críticas faziam-se ouvir. Esta coisa de se achar que chegando a determinada idade só temos direitos e zero deveres, põe-me abesbilica!
Eramos todos tão melhores se não houvesse quem assobiasse para o lado e fingisse que não é nada com elas. Grrrrr, estou em nervos!

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