quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Já cortavas os os pulsos, não?!

Ontem fizemos um jantar surpresa ao nosso mai-velho. Ele estava tão contente que dava gosto de ver, só a cara dele quando viu a namorada a entrar foi impagável. Muita gargalhada, muito boa onda . Sabíamos que íamos todos chegar tarde a casa e na véspera não deu para preparar nada, à excepção do bolo de chocolate para o aniversariante levar para o ensaio. De maneiras que mando mão à secção de congelados do Pingo Doce que tem um bacalhau à brás fantástico e cá vai disto. Como somos dados à gastronomia, temos vários azeites aromatizados, sendo um deles um azeite cujo queijo de Niza esteve a marinar durante um bom tempo. Vai daí, pego nesse azeite e começo a fazer um refogado para depois juntar o preparado do bacalhau. Como estava no epicentro da questão, não dei conta, mas todos os que passavam à porta da cozinha queixavam-se que vinha um cheiro muito mau de lá. O João ainda me alertou para o desastre que se avizinhava, mas eu garanti-lhe que ia sair dali um jantar gourmet e improvável. Pois bem que só acertei no improvável, porque nunca me tinha acontecido ter uma casa cheia de gente e mandar o jantar para o lixo! E depois?! Depois, tenho um bando de olhos sobre mim a suplicarem "por favor tira-nos isto da frente ... mas arranja qualquer coisa depressa que a partir daqui aderimos ao canibalismo!" Vou até à cozinha com os olhos rasos de lágrimas e em puro desespero. Abro o frigorífico e dou de caras com uma caixa de frango assado e arroz com ervilhas... E foi isto ... Sem muito mais para acrescentar, a não ser um memorando de que não convém inventar receitas com a casa cheia e faminta!

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