segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sunday night fever

Nós (marido e eu) somos uns valentes arruaceiros do sono das crianças. É verdade. Admito-o. Mas só de uns dias para cá é que tomei consciência. Primeiro foi o valente puxão de orelhas do mais velho a mandar-nos para a cama porque queria dormir e não conseguia. E ontem não foi melhor. A culpa foi do mau tempo que apelou para uma sesta a meio da tarde, o que significa que à noite estávamos frescos que nem uma alface. Primeiro, foi ver-nos a rir que nem uns doidos a assistir a um filme cómico, depois percebemos que os Azeitonas tinham actuado na TVI24 e vai daí rebobinámos e cantámos como se não houvesse amanhã. De permeio, íamos lembrando a Madalena que tinha que ir para a cama, mas como o exemplo que estávamos a dar era tudo menos o ideal, a tipa topou a coisa e vai de surdina na mensagem que invariavelmente era repetida por descarto de consciência (nosso, claro!). O Joãozinho (meu rico filho e o mais ajuizado cá de casa) deitado, lá fazia uns ameaços. A verdade é que estamos a falar de domingo à noite, o momento de depressão que se quer ultrapassado com momentos alegres e bem dispostos, se calhar não tão bem dispostos vá, está visto que temos de trabalhar o equilíbrio da coisa porque depois de manhã pagamos a factura de uma noite com poucas horas de sono e muito pouca vontade de levantar, trabalhar, resumindo mexer uma palha que seja.

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