quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O dia em que preguei um valente beijo à senhora da peixaria

Depois dela ter corrido um Pingo Doce inteiro à minha procura para me dizer que tinha encontrado uma caixa de camarão em promoção! Aí está uma funcionária de qualidade, um ser humano preocupado com as necessidades alheias. Querida senhora que levou logo ali duas valentes beijocas antes que se arrependesse de ter palmilhado tantos corredores por mim! Um bem-haja à gente do bem!

Let the fun begin 🎄

Como eu gosto do Natal!!!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

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À saída do cabeleireiro, estou a andar e a olhar para uma montra (eu não olhava propriamente para a montra, mas mais para o meu reflexo!) e eis senão quando dou um encontrão brutal num escadote enorme com rodinhas e um senhor lá em cima a ajeitar as decorações de Natal. Na tentativa de compor o cenário, grito lá para cima "desculpe, não o vi" ... o senhor não estava nem aí para as minhas desculpas e consegui ouvir doces palavras como "andam sempre com os cornos no ar!"!
À noite, durante o Concerto de Natal do Conservatório, saio para ir buscar água. Saio, mas faço-o pelas portas de emergência com saída para... a rua! Contorno o edifício sob um dilúvio tremendo, vou ao bar buscar água num estado de meter medo (remember que tinha ido ao cabeleireiro) e quando vou para entrar sou barrada  porque estou sem bilhete e com uma garrafa de água que, como todos sabeis, é perigosíssima para levar para um espectáculo de crianças!!! (um bem-haja para as espertas que vinham atrás de mim e puseram as garrafas de água dentro das malas!).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Ralações, é o que é!

Os senhores que ditam as tendências de moda têm de ser mais consistentes. Este é o meu franco e preocupadíssimo manifesto para o respeito com o comum dos mortais. Num ano a tendência é cabelos curtos vai daí a malta manda-se à tesoura, mas o que era em Dezembro de 2016 já não é em Janeiro de 2017 e vai daí, tau! cabelos compridos é o que se quer. Ora como entre estes deslumbramentos de moda dista apenas um mês, nós em elevada síncope cardíaca, lá nos esforçamos para deixar o cabelo crescer e, quando ele está aí pelos ombros (que é aquele lusco-fusco dos cabelos) vêem as tranças e o diabo a quatro numa altura em que não dá para coisa alguma. 
Mas se nos cabelos já é tenebroso, a minha franca ralação vai para as sobrancelhas... Meus senhores entramos aqui em terreno pantanoso. Um avisinho: muito cuidado quando pronunciarem tendências para uma matéria que me é tão cara. Num ano querem-se finas, no outro querem-se grossas. E nós que pedimos à Margarete para arrancar a pilosidade com linha para durar mais tempo, agora queremos deixar crescer e é o tanas, com ramagens ali por cima dos olhos porque para deixar crescer é do caraças, fora as falhas daqueles pêlos que uma vez arrancados jamais não voltam à vida!
Ralações, é o que é!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Coisa linda de sua mãe

Madalena - "Mãe...tu não nasceste para te zangares!"

Eu - "Como assim?"

Madalena - "Tu és sempre tão querida que até quando te zangas tens uma voz querida!... E quando ralhas comigo às vezes tenho imensa vontade de rir!!"

A conversa até começou bem com apelos à minha grande doce de mel, mas depois descamba quando percebo que a minha autoridade é cómica! 
Ai, a maternidade e as criancinhas, coisas tão lindas e fofas que só apetecem rifar!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

sábado, 19 de novembro de 2016

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Mada - "Um dia quando tiver a minha casa vou ter um bulldog francês."

Eu - "Então mas não vais queres levar o Limão para a tua casa?"

Mada - "Não...nessa altura ele já deve ter morrido!"

Chamemos-lhe 'uma miúda prática', à falta de melhor adjectivo!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Deste Outono...🌰

Sê feliz em cada pedaço, em cada gargalhada, em cada garfada. 
Vive a vida com tudo, sem meias medidas, sôfrega釷 e desmesuradamente.
Ri alto, com a boca toda.
Ser feliz, é sempre resposta para tudo!


Nóis

Está desfocada, mas a verdade é que o amor turva a vista!
(Repescada do álbum das férias de verão)

Do meu canto #12


Super Lua

Foi ontem, para quem não reparou e estava linda de morrer, tudo muito em bom mas...não obrigada! As fotos ficaram péssimas e há custa de uma malfadada lua, os homens cá de casa (dois de duas pernas e um de quatro patas) estavam possuídos. Neura descomunal, tolerância zero, rabujice a mil... às nove da noite já eu desejava que o dia acabasse, tal era o azedume em que estavam. Querida lua, fofa que só tu, vem de mansinho que não estou para calmantes. Agradecida!

sábado, 12 de novembro de 2016

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Mada-" Eu tenho a cara lisinha sem 'berrugas' porque me deito cedo. Agora, as pessoas que têm muitas 'berrugas' é porque se deitam tarde!"

Se a vida te der limões faz limonada

Ele só faz merda! Não há como florear a coisa... É um querido, adora estar enroscado a nós no sofá, é meiguinho e um castiço. Tem uma qualquer obsessão comigo que o leva a perseguir-me até mesmo quando estou a tomar banho (um destes dias deu um salto encarpado para dentro da banheira de ficar para a história). Tem o cognome "O Cagão"...deixo para vós a consideração desta designação. Já accionou mais o alarme de casa que qualquer um de nós. Gosta da Batata e não morre de amores pela Ginja. Mas no final das contas fica esta foto, que traduz tudo de bom o ele trouxe a esta casa e faz parecer que as coisas até fazem sentido ainda que venham acompanhadas de detergente e desinfectante... 

Gratidão, sempre

São oito da manhã de um sábado fresquinho. Lá fora os campos estão cobertos de geada a fazer um fino manto branco. Cá dentro cheira a café da avó e a máquina dos sumos trabalha num sumo de laranja bem fresquinho. Na cozinha, só nós a ouvir Alcione e a embalarmos esta família insana da qual temos tanto orgulho de ter construído (talvez os psicanalistas não achem o mesmo). O João dorme o sono dos adolescentes, que é como quem diz, imperturbável até para os lados do meio-dia. A Madalena debate-se com o trainer pré-ortondontico (numa tentativa de alinhar uma má formação esquelética do maxilar) que a impede de falar duas horas por dia (soubéssemos nós disto há mais tempo, senhores...). As cadelas ainda dormem lá fora apesar do churrilho de foguetes (esta gente das aldeias é dada à pirotecnia) e o Limão já roubou um ténis da Madalena e fez xixi e cocó no tapete da sala. Estamos em modo namoro e de quando em vez somos interrompidos por um grito "olhó Limãoooooo!!!" que ultimamente mais parece um croquete de bosta, tal é a quantidade de porcaria que faz (literalmente). Faz frio lá fora, mas cá dentro está um quentinho aconchegante (à custa do aquecimento que isto do calor humano é bom mas não serve quando lá fora estão 4ºC). Cheira a lareira, a velas de maçã verde e a torradas... tudo parece crepitar. Gratidão, muita gratidão por esta vida campestre que tão bem nós faz!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

À Ginja e à Batata junta-se o Limão

O Limão é um jack russel de três meses. É demasiado enérgico, fofo, muito fofo e desde ontem que vive atrelado a mim. Era o grande sonho da Madalena, que há muito pedia um cão pequeno igual ao da Luísa Sobral (em abono da verdade a miúda tem duas autênticas vacas no lugar de cadelas). Ela anda doida e tem tido uns ataques de ciumeira tremendos porque o pobre coitado do cão não me larga, fora isso vivemos aqueles momentos únicos de apanhar xixis e cocós e toda uma realidade de ter um animal dentro de casa! E que Deus Nosso Senhor nos ajude...

Nada fotogénico o raça do miúdo que é giro nas horas

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

By Madalena

- "A Taylor Swift é uma jovem adulta, não é mãe?!... Tu és adulta, mas não és jovem...vê-se na tua cara!"

-"A Maria Francisca não acredita no Pai Natal, diz que são os pais que compram os presentes. Olha, eu não quero saber, desde que venham, não me interessa o resto!"

-"Quando morreres vou ficar com todos os teus colares ... isso é que vai ser bom!"

-"Anda para aqui mãe, descansa que bem mereces!"

-"Quando for grande, a parte de cima da nossa casa vai ser o meu laboratório de cientista e a parte de baixo vai ser o negócio do mano ... não sei é o que faça convosco!"

-"Gosto tanto, mas tanto de ti que quando estou na escola sinto o teu cheiro e tenho vontade chorar!"

-"Não gosto nada do meu nome! Madalena Maria, isso lá é nome!! Gosto mesmo é de Thábata, que é o nome da irmã de um menino da minha sala!"

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

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O cheiro a compota de pêra acabinha de fazer misturado com a fragrância das velas de maçã e canela ... não há como não sentir gratidão. 

Porque é que as moscas não hibernam

Em rigor até dava um bom título de um romance policial de um escritor famoso. Mas não. É apenas uma pergunta retórica de quem está farta de moscas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A vida que nos põe à prova

Durante este processo de amadurecimento (porventura achavam que ia dizer envelhecimento?) e de crescimento individual, depressa percebi uma coisa: tudo aquilo que tu mais temes e mais consideras como obstáculo é precisamente isso que te é colocado no caminho para ultrapassares. Comigo tem sido assim, sempre que meto na cabeça que perante dada situação iria bloquear, sou posta à prova. 
É claro que existem medos universais que espero que a vida só mos coloque à frente daqui a muito tempo. Mas cada vez acredito mais nesta coisa de sairmos da zona de conforto e ultrapassarmos o que consideramos intransponível e sobretudo nos adequarmos às situações com uma postura e atitude de grande resiliência, sem dramas, com a convicção de que amanhã será sempre melhor. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Bloco de Esquerda, abram inscrições rapidamente! Habemus candidata!

Madalena - "Bem, nem imaginas! Os meus amigos levavam umas investigações sobre animais muita giras, com gatos, cães, tudo. Havia uns cá c'uns trabalhos, vai lá vai!"

Eu - "Trabalho?! Mas tu não fizeste esse trabalho!!"

Madalena - "Pois não... porque eu tenho o direito de brincar! Diz ali no livro dos direitos das crianças!!!"

Madalena, um doce bulldozer

Quando a fui buscar à catequese, a catequista recebeu-me com um grande sorriso (não é normal, acreditem!) fez-me saber que a Madalena lhe propôs doar o seu catecismo do 1º ano para alguma criança carenciada. A senhora estava enternecida "ela teve esta ideia sozinha, tão querida, tão solidária, nada egoísta!" e repetia o feito a todas as catequistas que passavam. Depois foi com ela doar o seu livro a uma catequista do 1º ano e ela lá vinha toda contente. Assim é a minha bulldozer, tanto de mula como de meiga! Amor grande da mamã a mostrar-me que o caminho faz-se caminhando e que não há certos nem errados, há o nosso, nosso caminho feito de muito amor!!

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A minha mãe tem facebook, snapchat, whatsapp. Até aqui tudo bem, a senhora está reformada e tem de se manter actualizada. Agora, desancar-me porque eu não tenho chat activo e ela comprou coisas para os netos, quer-me mandar fotos e não consegue?!?! 

Portugueses q.b.

Uma marca portuguesa de roupa para criança com coisa giras, giras. Vais a estender a roupa e deparaste com a etiqueta "Desig in Portugal, Made in Bangladesh". Tanta pena que só apregoemos orgulho nacional quando se ganham jogos de futebol ou quando fazemos parte do ranking de turismo.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Concluo que os senhores GNR gostam de mim

Na semana passada à porta da escola da Madalena, um senhor guarda (chamar-lhe-ei agente, é que "senhor guarda" remete-me sempre para a canção do Emanuel) abordou-me porque estava a estacionar (a palavra é estava, porque ainda não tinha concluído a manobra) em segunda fila. Disse que compreendia a minha escolha de local para estacionar, que o trânsito ali era caótico, que ninguém respeitava as regras de segurança, mas que deveria ir para um terreno baldio anexo. Mas, como me via todos os dias e me sabia cumpridora, deu-me dois minutos para ir buscar a criança e voltar. Assim fiz, e lá estava ele à minha espera. Um amor!
Dois dias depois, outro agente, à porta da escola da Madalena, vem tem comigo a explicar-me que não podia ter o suporte do reboque montado que tinha de o recolher. Pedi imensa desculpa e garanti que iria contactar o meu técnico para a área automóvel (vulgo marido) para tratar imediatamente do assunto.
Hoje, um agente, à porta da escola da Madalena (prevê-se aqui um local privilegiado meninas casadoiras!) manda-me parar de forma muito entusiasta. Pensei cá para comigo "Minha nossa, querem ver que o pelotão anda doido?! Andam a apostar quem me faz a abordagem mais arrojada. Coisas fofas da mamãe!!" ... mas não, o senhor só estava a impedir que eu me enfiasse numa vala no dito terreno baldio. Meus queridos, cá comigo é assim: se vocês são para mim eu sou para vocês, amanhã vai um bolinho quentinho para essa esquadra (se calhar é melhor refrear os ânimos que o meu marido é capaz de não achar muita piada!)

Temo pela minha mãezinha

O meu pai vive irado por causa dos cabelos da minha mãe no carro ... 
Receio que a internet lhe dê ideias!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Just be real

Temo ficar repetitiva, mas as vidinhas perfeitas incomodam-me pela irrealidade que representam. Por razões profissionais lido muito com o lado feio da vida que, claramente não serve de exemplo. Chegar a casa, passear-me pelos blogues à procura de alguma empatia e deparar-me com vidas tão certinhas deixa-me com a pulga atrás da orelha. Ele é os brunchs em sítios com nomes difíceis de pronunciar, os pequenos almoços meticulosos (que eu só conseguiria se levantasse o dito da cama lá para as cinco da manhã), as crianças sempre vestidinhas com folhos (mesmo em dias que só se vai marranzar no sofá), sofás limpos e imaculados (ainda que os putos estejam em cima deles com os sapatos calçados), os cães não se babam nem deitam pêlos (são só fonte de amor, coisas mais fofas), elas parem criancinhas e estão sempre em bom (já saem da maternidade com abdominais definidos), viajam muito com férias de três meses e as praias são passereles de brocados e florinhas, as refeições são finamente cuidadas e ninguém janta uma taça de cereais.
Por aqui vigora o despudor, a descontração e, vá-se a ver, a normalidade. Sim, grande parte da minha casa é branca: as paredes, os sofás, as colchas da cama, os lençóis,... e sim moro no campo e tenho grandes pancas com as limpezas e passo o tempo todo a disciplinar-me para não andar aos gritos "não me sujem as coisas!". Por aqui vive-se a casa, procrastina-se muito mas também se mete a mão na massa à bruta. Dizemos asneiras, rimos muito alto, ralhamos, choramos com ranho e tudo. Lambuzamo-nos, beijamo-nos, damos no gin com alma e passamos serões ao luar enroladinhos em mantas. Gozamos com o meu rabo à-la-kardashian, brincamos com tudo e mais um par de botas, vivemos alapados uns aos outros, abraçamo-nos e beijamo-nos muito mais do que o meu filho adolescente desejaria. Somos queridos, fofinhos e uns doidos de primeira. Tanto se veste folhos para a rua como o fato de treino manchado de lixívia para casa. Fazemos coreografias, cantamos e abadalhocamos as músicas que a Madalena ouve. Somos francamente alegres, optimistas, mas em dias de lado lunar saiam de cima. Por aqui não se é nem melhor nem pior que os outros...é-se real.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Táxis, plataformas e a tacanhês cultural

Durante o dia fui-me indignando com o protesto dos taxistas. Seria bonito que todos trabalhassem em harmonia, sem olhar de soslaio para o vizinho, mas isto não é possível, não enquanto a tacanhês cultural não mudar. Os taxistas querem justiça. Não, os taxistas querem que as novas plataformas de transporte se eclipsem. Ponto final, acabou-se, dêem lá as voltas que derem, tudo espremidinho resume-se a isto. 
Não quero francamente tomar um pelo todo (há grandes e boas excepções), mas a cultura taxista no panorama do nosso país não é bonita, é rica em comentários de profundo mau gosto, com comportamentos longe de serem exemplares, das meninas virgens, aos carros carregados de minis, hoje deu para tudo. E mais do que as diferenças legais e fiscais entre empresas, foco-me nos princípios culturais e comportamentais implícitos.
Guardo do meu tempo de faculdade a memória de uma colega que recebia bolsa de estudo, tinha dificuldades económicas e essa bolsa era o garante da continuidade do seu percurso académico, até ao momento em que vamos a casa dela fazer um trabalho de grupo e constatamos que na moradia dela cabiam dois apartamentos dos meus pais. O pai era taxista e contornava a fiscalidade o mais possível, ele e os seus colegas utilizavam o mesmo modus operandi no que às finanças diz respeito e faziam gáudio disso. 
Esta cultura do contornar a lei era-lhes confortável, não havia concorrência e agora é do caraças. Por isso, mais do paz entre todos quero justiça, ou melhor, quero uma mudança de comportamento. Quero entrar num táxi que não cheire a tabaco, que o motorista respeite o meu silêncio, feche os botões da camisa, tire o palito da boca e não se saia com tiradas do género "então essa carinha laroca quer ir para aonde?!" (sim, já levei com isto!). Quero que possa haver oferta de produtos sem ter medo que se partam dentinhos só por existirem. 
Num Portugal cujo turismo ascende grandemente (graças a Deus!), preocupa-me que a primeira imagem que se tem do nosso país à chegada ao aeroporto seja a de uma pessoa que empurra ferozmente as nossas malas para dentro da bagageira, que nos grita para despacharmos e arranca ainda antes de eu ter posto o cito de segurança (e sim, também já me aconteceu!). A resistência à mudança é tremenda e toda esta guerra está longe de ter um fim à vista, porque a base do problema é cultural e está tão entranhada na pele que não lhe almejo alterações.

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É dia 10 de Outubro, estão 25º e ainda não tive coragem de arrumar as toalhas de praia. Lá para Junho, quando a malta reclamar que nunca mais temos Verão lembrem-se que a dois meses do Natal ainda andamos de biquini.

(Post de quem está farta de ouvir pessoas a queixarem-se do tempo...independentemente de como ele esteja)

"Que horror mãe, tu és assistente social!"

Quando no sábado à noite estávamos todos na sala de estar, os miúdos a brincar e nós na cavaqueira, demos conta que passava na televisão uma reportagem da TVI "Love you mum". A jornalista Ana Leal, brilhante por sinal, retratava histórias do serviço social inglês pautado por muito pouco rigor e seriedade nos critérios e posturas adoptados no que à retirada de crianças a mães portuguesas diz respeito. Considerando que as histórias ali retratadas são fidedignas no aspecto de que só ouvimos uma versão e percebendo que cada vez se ouvem cada vez mais histórias iguais aquelas por parte de colegas que emigraram para Inglaterra e se deparam com autênticos negócios de adopção, dei comigo a enterrar-me lentamente no sofá completamente aterrada. Naquele momento só sentia vergonha da profissão que tenho e da classe que defendo.
Tal como a Marta (Dolce far Niente) fala no seu blog, também eu integrei durante tantos anos quantos os que a legislação permite, uma Comissão de Protecção de Menores, cheguei a presidi-la por tantos outros. Foi duro, desgastante ao ponto de ser psicossomático. Eu e os meus colegas garantíamos que, sob qualquer circunstância, salvaguardávamos a criança e o seu ambiente natural vida. Debatiamo-nos e, dos milhentos casos que me passaram pelas mãos, conto em poucas dezenas as crianças que institucionalizei, que retirei completamente do seu seio familiar. Com inibição de convívio com familiares, tive um! Fui inúmeras vezes a tribunal defender o superior interesse das crianças. Num casos consegui, noutros saí absolutamente frustrada. E, com tanto orgulho na nobreza de profissão que escolhi e, na certeza de que tudo fiz para proteger quem o Estado me confiava, naquele momento senti uma vergonha enorme quando a minha filha de sete anos olha para mim e diz "que horror mãe, tu és assistente social!" E nem acreditei quando me tive de justificar e explicar o inexplicável!
Enquanto mãe, a maior das solidariedades por todas as mães que vivem histórias de horror e se vêem privadas da maior e melhor profissão do mundo: ser mãe!

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Concluo que cumpri com bastante sucesso a primeira parte da minha existência. Estou muito mais descansada! Ufa!!

sábado, 8 de outubro de 2016

Sobre a minha pessoa


Paparazzy à Batata

Tenho duas cadelas tão giras quanto pouco fotogénicas. Como se não bastasse esta incapacidade em sacar-lhes uma fotografia como deve de ser, sucede que as moças fogem como o diabo da cruz cada vez que lhes tento tirar uma foto. Hoje armei-me em paparazzy e das milhentas flashadas que mandei, consegui esta porque vencer a Batata pelo cansaço é muito fácil, já que é miúda dada a poucos esforços. A Ginja fugiu até à hora do jantar. 
Percebem porque é que eu digo que ela é a personificação do Pateta da Disney?! Os olhos mais engraçados de sempre! 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

05 de Outubro de 2016

Andei a assentar tijolo!
Isto sim, é um dia histórico!

(Trolha is my midlle name)

Cho-quei

Estou em choque ... há pessoas que me lêem! Pior, há pessoas que me lêem às 4,45h da matina! Pessoal, eu sofro de insónias e vocês? Estão a cumprir alguma espécie de penitência? Fizeram mal a alguém? Vá, vão lá para a caminha que isto não é nem o Santuário de Fátima nem o confessionário da Casa dos Segredos para expiarem os vossos pecados! Ide em paz, vá!

Porque nunca serei a mãe do Ruca

"Meninos, vamos embora! Temos de ir já para casa porque estou cheia de gases!"

(E sim, acredito em traumas infantis e que estes dois estão preparados para a vida!)

É um lavar de roupa suja!

Enquanto percorre por grande parte dos blogues anúncio ao Skip onde se promove a liberdade das criancinhas por via do contacto com a natureza, neste humilde espaço não há projecção suficiente para anúncios. Mas sim, a minha vida mais parece um comercial de um qualquer detergente para a roupa, e é simples se pensarmos que ... moramos no campo. Todos os dias a máquina de lavar roupa anda num virote, porque aqui em casa a única regra é: chegar a casa e mudar de roupa. Mal entramos em casa vestimos um fato de treino, uma roupa mais velha e confortável, porque as cadelas vão andar de volta de nós (e a Batata baba-se à grande), vamos à horta, ao jardim e ao galinheiro e ainda paramos nas obras que estão a acontecer. Vindos do exterior toma-se banhinho e pijama com eles, vai daí não stresso com a roupa que temos vestidos porque a casa existe para ser vivida. Mas isto tem um senão, a quantidade de roupa que diariamente tenho para lavar, engomar, arrumar, ... senhores, é de ter pena desta menina!! O que por aqui se dá no ferro não é brincadeira para meninos, é dar no aço assim na loucura. Haja piedade!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Rotinas (tão queridas e fofas)

Agora que a malta cá de casa já tem os horários escolares alinhados (o pai o ano passado voltou a estudar, e isso faz de mim encarregada de educação de três criaturas ... eheheh) é hora de nos organizarmos. Ora se o homem sai do trabalho e vai para as aulas, isto significa que, de manhã à noite, toda a gestão familiar e doméstica fica a cargo desta serva que vos escreve. A nossa vidinha tem de ser muito bem organizada caso contrário a caótica que há em mim apodera-se. Quartas e sextas feiras são dias do demo, onde definho duas horas à espera do meu filho (a Madalena sai às 17.30h e ele sai às 19.30h) sendo que é aqui sabido que a miúda não é um primor da paciência e eu padeço duas horinhas ali à maneira (cruz credo tende dó de mim). Enquanto o tempo estiver bom vou com ela para o parque infantil, ela tem aproveitado para fazer os trabalhos de casa e brinca a seguir. Quando o tempo estiver mau ... não vale a pena sofrer por antecipação porque não de prevêem bons ventos. Bom adiante, quarta feira também tem a particularidade de ser dia de ensaio do jovem. Sai às 19.30h, tem ensaio às 21h, lindo!! A loucura, o horror. Com as distâncias e os tempos e percursos estudados facilmente se percebe que não dá para vir a casa jantar, solução? levo o jantarinho numa marmita e o miúdo janta no caminho. Mas calma, ainda me resta mais uma criança dentro do carro, irritada, cansada, com sono, vai daí saem duas marmitas e comem os dois dentro do carro. Mas não se fica por aqui, é que a criatura mais nova é dada a adormecer no carro com o embalo da coisa, então sucede que levo o pijaminha e visto-lho no carro (a criança é asseada, não vem mal ao mundo se não tomar banho às quartas e as toalhitas são nossas amigas). E a procissão ainda vai no adro, porque ainda não tenho horário definido para a catequese e para a equitação da cachopa. E falavam-me os meus amigos, neste fim de semana, em termos mais um filho ... livra! Um grande bem-haja a quem tem mais de dois filhos, sois heróis!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

É oficial ... sou uma pessoa estranha!

Ando há imenso tempo com uma dor incomodativa no dedo mindinho da mão esquerda. É suportável e só me lembro que dói quando toco no dedo, mas permanecia em mim a dúvida da origem da dor. Até que ontem descobri: é que eu ganhei o estranho hábito de puxar o manípulo do pisca do carro com o dedo mindinho! Soy una persona estranhitita (diz que está na moda falar espanhol ;). 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Encontrar o ginecologista no supermercado ...

Se há pessoas que deviam ficar circunscritas a um determinado local, uma delas é o nosso ginecologista. Parece estranho e é, afinal o homem que me avalia a "entrada para a felicidade" passa o dia a ver pipis e concerteza que o meu é só mais um. Mas pronto ainda assim não deixa de não ser esquisito vê-lo ali a escolher limões. Ora esta que vos escreve é conhecida pela sua surrealidade e, ao ver o médico cumprimenta-o e, como senão bastasse ao ver a filha e o marido a encaminharem-se na sua direcção diz à criança em alto e bom som "Madalena, olha o Dr. Estevão! O médico que te ajudou a nascer!" ... E assim fica um hipermercado inteiro a saber que há dois homens naquele local que me vêem a "maria joana" e uma criança a gritar "credo, foi ele que te cortou a barriga?!"

domingo, 18 de setembro de 2016

Vamos lá ser amiguinha das flores

O Sr. Ribeiro é um senhor muito querido que tem um horto com coisas fantásticas e lindíssimas. E eu sou a melhor cliente do Sr. Ribeiro, porque vira e mexe e consigo criar um manto de natureza morta à minha volta e então volto lá vezes sem conta para repor flores. Era de supor que o Sr. Ribeiro me adorasse (no fundo os seus cofres são grandemente recheados à minha custa) ... pois que o senhor é um amor comigo e trata-me lindamente, mas quando percebe que uma das suas plantas finou aos meus cuidados, tem um tremor nervoso que lhe apanha metade da careca e lhe provoca um ligeiro tique. 
Ontem passei à porta do horto e ainda dentro do carro, tinha o Sr. Ribeiro a fazer-me uma grande festa, quando me grita "Então menina, como é que estão as flores roxas?! Devem estar enormes!". Pois, é que o Sr. Ribeiro tem esta particularidade de perguntar sobre plantas e flores que nós compramos há dois anos atrás. Foi aí que pensei "bem, eu não vou dar a notícia do falecimento das ditas assim em andamento", vai daí, estaciono e entro com grande entusiasmo. Quando o senhor me voltou a falar da planta com florinhas roxas, ainda me fiz de desentendida, mas ele insistia "aquelas que ficaram nos vasos grandes da sua entrada" ... "ahhhhhh deram-se mal ... deve ser do vento" "ó menina, você nunca rega nada!!!!". E lá voltou o tique e a careca do senhor a palpitar. Vai daí para o animar digo-lhe que esta semana estou virada para as aromáticas e lá vamos nós escolher umas quantas. Quando estou com uns coentros na mão pergunto-lhe "então diga-me lá, isto é para regar todos os dias?!" Nessa altura morri, fui vítima do olhar fulminante que o pobre senhor me lançou! Foi tão mau que mandei das minhas gargalhadas sonoras "sabe, é que eu estou sempre à espera que o senhor me surpreenda e diga que é para regar uma vez por semana!". Estão a ver: tique, veias a saltitar, careca vermelha,... Resolução de ano novo (o ciclo de vida das mães começa em Setembro, certo?!): regar religiosamente flores, plantas e tudo o que for verde!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

About caos

A minha casa está um caos. Ora isto não é nada meu, a mulher que adora esparramar-se no sofá mas que se levanta para endireitar uma moldura, apanhar uma linha do chão e não consegue ir dormir sem a casa arrumada. Os técnicos atribuirão mil significados, teorias e especulações, poupem-se aos esforços - a minha casa é o meu refúgio e está caótico porque eu estou num turbilhão. Há quem mude de penteado, ataque nos antidepressivos, compre roupa, ... eu, na crise, aninho-me no sofá a devorar séries e desligo do mundo, cumpro os serviços mínimos quanto aos cuidados dos miúdos, distribuo tarefas e vou empurrando com a barriga as horas do dia. Por via de circunstâncias da vida já consigo perceber que isto tem dias contados e que nos entretantos me dá uma espertina e levo todo o mundo a reboque. Até lá, sai um gin, uma comidinha tailandesa, um balde de pipocas e um filme brega.  

Nos entretantos, fui fazer a manutenção do gel, depilação e agendei extensão de pestanas, reguei as flores, limpei o fogão, varri a cozinha, e consegui não me esquecer de ir buscar os miúdos à escola a horas certas ... menos mal! Amanhã, lavo o cabelo!

Está aqui uma coisa jeitosa!

As enxaquecas de caixão à cova regressaram à bruta. Com elas arrastaram-se as poucas e más memórias do episódio de amnésia de há um ano atrás. É fase do demo em que andamos ... livra!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Batata, nãooooooo!!!!

A Batata faz hoje 1 ano e em jeito de balanço a família concluiu que a frase mais dita durante este tempo foi: "Batata, nãoooooo!!!!"

(A foto da aniversariante não foi possível devido a falta de colaboração da mesma, que lambuzou o telemóvel todo)

Em negação

A escola começa na quinta-feira e os meus filhos parecem presidiários a contar os dias para a sentença (de morte, só pode!).  Bem tento fazer actividades que os distraía mas a malta está num desconsolo ... a coisa até vai bem, mas a dada altura do dia lembram-se do regresso à escola e é preciso uma dose reforçada de mimo, principalmente no mais velho que apesar de toda aquela barba, altura e pés de gigante quer colinho e sabe-nos tão bem!

Voltei a não dormir ...

Adormeci à meia noite e meia, são 4,15h da matina e eu estou aqui com uma insónia proporcional à neura que se instalou há dois dias, por alturas em que este estado regressou à minha vidinha.
Como entretanto já sei o que a casa gasta, sei que tenho de marcar  consulta urgente com o neurologista, porque a privação de sono já fez muita bosta nesta mona. E já entrei naquele ciclo de ansiedade em que até tenho medo de adormecer porque como já sei que vou dormir pouco, sobe por mim acima uma espécie de cacaclismo de taquicardia incontrolável.
De maneiras que agora já são 4,37h e eu já fiz uma pausa na escrita para deitar abaixo meio pão com chouriço que o meu marido trouxe quando, às 2h, chegou a casa. Toda a malta ressona, cadelas incluídas que dormem encostadas às portadas da sala de estar e já me fizeram mudar para o escritório, tal é a barulheira que fazem.
Lembro-me agora que deixei roupa estendida e isso é dramático por causa da conhecida compulsão da Batata com o estendal. Fónix, já agora espero mais um bocadinho e aos primeiros raios de luz vou apanhá-la ... a que tiver intacta, pelo menos! 
Descongelei almoço para amanhã e só não me lanço nas tarefas domésticas porque sou natural e acidentalmente barulhenta. Vou-me entregar nas mãos do Dr. Phil (da SIC Mulher) que está a chegar forte e feio na extremosa mãezinha de um puto psicopata.
Obrigada por este bocadinho ... até já!


sábado, 10 de setembro de 2016

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Madalena: "Sabes, quando estamos aqui no supermercado fico baralhada. Olho para a carne e fico com pena dos animais ... acho que vou ser vegetariana!! ... Mas depois olho para os legumes e penso que deviam estar numa horta, felizes!! ... Olha, sabes que mais, vou continuar como estou, a comer carne e peixe senão passo a vida toda baralhada!"

Pai:" Vantagem do raciocínio rápido ... vai do problema à solução numa frase sem pausas nem interrupções. Isto deve cansar!"

Benvindo meu querido à mente feminina. Simples e rápida no gatilho!

Deste lado

Por aqui anda-se mal. Por assuntos que, por agora não poderei revelar, a vida dá voltas do catano  e quando se está rodeado de gente má a probabilidade de ser contaminada aumenta exponencialmente. Tenho sorte, sou muito amada e enquanto pensar nisso não há mal que me chegue. 
Até lá, até encontrar verdade e justiça, vou mergulhar nesta bolha de amor chamada família. E como não sei viver de meios termos, entrego-me incondicionalmente a mim e aos meus, sem meias medidas, assim à bruta, que esta coisa do amor ou é ou arrepias caminho. Tenho aprendido muito sobre a natureza humana, logo eu que já vi e vivi tanto e me achava uma pro no comportamento do bicho homem. Agora é tempo de olhar para dentro com olhos de gente e seguir caminho.
Desejem-me muita merda! Eu agradeço.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Oh, mundo cruel!!

Madalena: "Mãe, tu nunca a eras capaz de me matar, pois não?! É que há mães que matam filhos! A sério, eu ouvi na televisão!" 

Eu (profundamente horrorizada e aflita): "Oh querida, claro que não. Nunca, nunca, nunca! Essas pessoas têm problemas, não estão saudáveis, a cabecinha delas não está bem ... Percebes?! Os papás nunca vos fariam mal! Eu não quero que penses nisso, está bem!"

Madalena: "Olha sabes, a culpa é do pai que não me deixa ver os desenhos animados porque quer ver o telejornal, e depois eu acabo a ver essas coisas que me fazem muito mal à cabeça!!"

Não sei por onde comece, se pelo facto do paizinho (atentem à condescendência do tom) a deixar ouvir estas notícias, ao facto dela achar que eu lhe possa fazer mal, ou da manipulação escarrapachada da bicha para poder ver os desenhos animados!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

FELIZ, TÃO TERRIVELMENTE FELIZ

Temo sempre proclamar a felicidade como se se tratasse de um feitiço temporário que uma vez aberto jamais voltará a ser repetido. Mas desta feita arrisco, mesmo sabendo que me esperam ventos, tempestades e malfadados momentos que ninguém deseja. Tive de férias e fui tremendamente feliz. Terrivelmente feliz. Danadamente feliz. E foi tão bom, mas tão bom que hoje só tenho vontade de chorar tal é a emoção! Hoje, o dia está a estar difícil, mas a felicidade, aquela felicidade de estar rodeada e amada pelos meus ...  ninguém ma tira!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

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Todos os dias (sem excepção) as minhas queridas colegas insistem em dizer que eu tenho um olho mais pequeno que o outro... Já me vi um cento de vezes ao espelho, já tirei selfies, já pedi para me tirarem fotos ... não encontro nada, mas as avantesmas lá vão insistindo. Riem, gozam um belo prato à custo do olho pequeno! E eu, lá no alto da minha profunda educação nem faço alusão ao terceiro olho, porque sou uma lady (sabe Deus)!
Vão se catar, é o que é! Pelo sim, pelo não, fica a prova em como o Sr. António e a Sô Dona Teresa, meus queridos paizinhos, fizeram os olhinhos direitinhos ... estúpidas!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Irmandade de Penela

"O" fim de semana em Penela é histórico. É histórico porque anualmente consegue juntar cerca de 40 alminhas insanas que de repente, e à custa de muito álcool e estupidez natural, dão exemplos de diversão pura desprovida de qualquer tipo de cócózice e mariquice. O fim de semana em Penela é assim, serve para exorcizar males e lembrar que a vida é boa assim de forma simples, com boa comida, boa bebida e boa companhia. Dorme-se em qualquer canto, faz-se muito disparate, ri-se até não poder mais. Não há regras, não há "e ses". Anda-se de pé no chão, tomam-se banhos de mangueira debaixo de um calor abrasador, vai-se à festa da aldeia e ressuscita-se para no dia a seguir voltarmos a fazer tudo de novo. Este ano introduzimos a ida a banhos na Praia Fluvial da Louçainha ... e que bem que se teve! Um fim de semana que me soube pela vida!


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

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O pior das férias chama-se . . . depilação!

Odeio-vos pêlos! Porque me perseguem desta maneira cruel?!?! Porquêêêêêê????

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Em modo zebra

Aos primeiros raios de sol, aqui a lixívia-andante anda de volta das loções corporais que tenham auto-bronzeador. Nas primeiras aplicações fico com um arzinho de verão espectacular, sem sair de casa fico com uma cor para lá da Califórnia. Acontece que com o passar do tempo começo a ficar tresmalhada, as mãos mais claras que o corpo e o começo a enjoar o cheiro (eu e os cheiros...). Depois temos a particularidade de eu ser este desastre que só Deus sabe, ser uma trapalhona de primeira e espalhar mal o creme, resultado: gozo geral das parvalhonas que privam diariamente comigo [Isto tudo para agradecer às minhas caras colegas que desde ontem não fazem outra coisa que não seja rir às minhas custas]. Qué que foi? Nunca viram uma pessoa em zebra?!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Vamos lá falar dos nossos filhos sem rodriguinhos

A Madalena é chata! É feio dizer, mas não há como escapar a esta triste realidade ... a minha filha de sete anos é chata comó caraças! Não é (ou melhor dizendo, já não é) de fazer birras, é bem educada, não faz amizades à primeira vista, precisa de ir apalpando terreno, é divertida, tem imenso sentido de humor, carinhosa, sensível e um rol de propriedades que lhe assistem e ... é chata! Portanto, estamos na fase do apertar as bochechas à mãe em pleno supermercado porque a mãe é fofinha e então fala-se com ela (a mãe) à bebé e faz-se muito cutchicutchi. Também se repetem temas até à exaustão, até o adulto não poder mais e desligar o botão, e é nessa altura que ela topa e diz "se calhar é melhor começar tudo de novo, porque se percebe claramente que não estás a ouvir nada do que estou a dizer!" grrrrrrr  Nesta fase (o modo de sobrevivência leva-me a acreditar piamente que é uma fase, coisinha passageira) questiona-se tudo, faz-se comentários sobre tudo, aponta-se o dedo a tudo, não se deixa escapar nada! Os actos dos outros são alvos de discussão, de debate, dignos de programa de televisão de debate político. As meias estão fora do sítio? A Madalena analisa, pesquisa, questiona e esmiúça a natureza do acto, depois o responsável, e por fim a consequência "vamos falar do motivo pelo qual as meias estavam fora do sítio?!".
Ontem à noite, mal me sentei no sofá ouvi um "agora vou-me sentar no colo desta mãe mais querida", soube tão bem, sentou-se, aninhou-se a mim e depois levantou-se para ir buscar um livro, voltou a sentar-se ao meu colo, mas entretanto a manta estava no outro sofá, levantou-se e foi buscá-la, volta novamente para o meu colo, mas entretanto lembrou-se que podia adormecer e não tinha lavado os dentes, foi, regressou, e reparou que tinha um nó no cabelo que precisava de ser desfeito!!! Depois de um dia de trabalho, das tarefas domésticas e de um rabo finalmente aterrado no sofá, cadê a paciência ... nem vê-la. Levou ralhete, mas pôs o ar de Calimero e tive de conversar com ela dentro do espírito do "bora lá ser uma pessoa menos chata para bem de todos nós em particular e da humanidade em geral". Ontem pareceu-me que a conversa tinha resultado, que a mensagem tinha sido absorvida e que havia esperança. Mas ontem eu também já estava cheia de sono e a visão da vida estava um bocado nublada. Deixa lá ver!

As coisas que percebemos com um sismo

Que a minha família já era atípica, eu já vaticinava desde o momento em que eu e o senhor meu esposo nos juntámos. Depressa se percebeu que, o que quer que viesse destas duas grandes personagens estava condenado ao desastre cómico!
O domingo passado foi um marco nas nossas vidas: primeiro porque vivenciámos um sismo e depois porque constatámos que as nossas atitudes perante o desastre são, lá está, tão nossas!
Foi um abanão do caraças (não há como dizê-lo de outra forma!), tanto que ao início achámos que um carro desgovernado nos tinha entrado pelo muro de casa adentro. Depois tudo tremia, o chão, as paredes, o tecto, foram uns segundos de pânico. As molduras caíram, os quadros suspensos nos móveis também. Tudo aquilo era estranho até percebermos o que se passava. Ligámos para a protecção civil que nos confirmou que se tinha tratado de um sismo (3.5 na escala de Richter - e não digam que era fraquito porque se sentiu que doeu) e que poderiam ocorrer entretanto réplicas. Passados uns minutos ... tau,lá estava tudo a tremer de novo! Nessa altura, o meu filho que estava na sanita salta de repente e põe-se debaixo da ombreira da porta da casa de banho (com calças em baixo), o meu marido começa a dizer que, já que nos estávamos a preparar para sair de casa o melhor era despacharmo-nos, a Madalena começa a correr que nem barata tonta à procura de um peluche e da chucha porque já que "ia abandonar a casa" queria levar uma recordação, e eu ... eu, fui esticar o cabelo (que foi? sabe-se lá se podia envolver bombeiros e protecção civil? é bom que uma pessoa esteja no seu melhor!)!!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Pessoa com problema em coisas, aceita doações de electrodomésticos (de qualidade, não sejam forretas)

Há uma espécie de cinergia que afectou definitivamente a minha vida. E a coisa é de tal forma poderosa que nada escapa, nem a psique duma pessoa (adoro dizer isto, revela a profundidade da coisa) nem os electrodomésticos. Primeiro foi a máquina de lavar loiça (paz à sua alma), na semana seguinte foi a máquina de lavar roupa (hospitalizada, a aguardar cirurgia num hospital público), lentamente o congelador começou a acusar demência (esquecia-se por completo do que é suposto fazer), esta semana foi a televisão da sala (com prognóstico ainda reservado).
Ora, olhando ao caos a que as remodelações desta casa nos assistem, confesso que a ausência de tv tem feito maravilhas no que toca a levantar a peidola do sofá, mas e as minhas séries? Fosga-se, eu quero as minhas séries, as gravações automáticas e os desenhos animados pra entreter a miúda (o excesso de pedagogia cansa-me, perdoem-me os mais pedagogos). Portanto, esta que vos escreve não sabe quanto tempo mais o poderá fazer até se ver privada do computador, do tablet ou do telemóvel. Sendo certo que esta que vos escreve está à beira de um ataque de nervos, pois tirem tudo a uma mulher mas toquem-lhe na maquilhagem, nos sapatos e nas séries e ela até pondera licitar a mãezinha num site de leilões!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que eu ouço é ... poesia

"Ouça lá, esta coisa de ter de interromper as férias para vir de tratar de assuntos do meu filho tem de acabar!"

Ai que isto de fazê-los é bom, mas assumir responsabilidades é do caraças!

O caos abeirou-se de mim, apaixonou-se e não me larga!

A casa em obras (porque somos damos à pancada das remodelações, porque vejo demasiados programadas sobre isto e porque o meu marido também alinha), tudo em desordem (mas mesmo TUDO), roupas espalhadas, móveis ao pontapé, caixas e mais caixinhas, aspirador, balde, esfregona, panos, muitos panos e ... dois filhos e uma sobrinha enfornados neste antro e um calor do demo. Socorro!!!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

De mim para mim

"Chavala, já tens 40 anos (embora não pareça nada),  já percebeste que não vale a pena criares expectativas por tudo e por nada, certo?! Então deixa-te de merdas e pára com essa porcaria das expectativas ... têm surtido outro efeito que não seja a desilusão, a tristeza e o amuo? Não, pois não?! Então deixa rolar ... sem esperar demasiado! Estúpida!" 

Mantra "que safoda"!

Na altura de tomar decisões sou do caraças! Fico sempre com taquicardia, com os intestinos relaxados e a sensação de cabeça vazia. Parece que me deram uma martelada e eu ando ali azamboada sem saber se caio ou continuo caminho.
De maneiras que ando assim, no limbo entre o luto, a impaciência, o cansaço, o desgaste, a neura, a língua destravada, o que "safoda" e a lágrima... Não ando em mim, estou a pairar algures sem saber bem onde aterro. A bipolaridade assiste-me.
A maturidade deu-me ferramentas boas, como as de conseguir ver no escuro, de perceber que nada acaba tudo recomeça, e que quando as coisas estão equilibradas uma má notícia potencia a união.
Literalmente, que "safoda" e seja o que Deus quiser. Ele que nunca foi menino para me virar as costas, não é agora que me vai mostrar a sunga. 
E depois ... depois, olha bola pra frente que atrás vem gente!

P.S. - Hoje faço 16 anos de casada, estou longe do meu amor e a precisar do seu aconchego. Acabo de perceber, por um email de uma loja online, que ele encomendou uma nova máquina de lavar a loiça ... e rezo, canalizo todas as minhas preces para que ele não tenha tido a triste ideia de ma oferecer como prenda de aniversário! Aí é que "safoda" mesmo, porque uma mulher tem os seus limites!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mais uma ...

Madalena (a ver uns desenhos animados com o irmão): "Eheh, este tipo diz que vai levar na tromba!"

Eu: "MADALENA!!!"

Madalena: "Ok, não se diz tipo ...  diz-se menino!"

segunda-feira, 4 de julho de 2016

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O meu filho foi para Itália com a orquestra. Aterrou na 6ª feira por volta da hora de almoço, enviou sms a acusar chegada e só lhe ouvi a voz no sábado à tarde. Diz sempre que não pode demorar muito tempo ao telefone e despacha-me num ápice. Vou percebendo que goza de saúde pelas fotos que o amigos publicam no facebook.
Estão fartos das chuchas, dos bacios, das birras e das fraldas?! ... Esperem pela pancada dos 16 anos!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

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Na praia, ao observarem um caranguejo morto, diz um amiguinho para a Madalena:
"Temos de lhe fazer um funeral!"

Madalena: "Para quê?! Ele já está morto!"


Vá lá, não dizer que tinha de ir para a panela ...

terça-feira, 28 de junho de 2016

O acessório dos últimos dias

O hospital parecia o cenário de um filme de zombies: cada pessoa trazia da triagem o seu saquinho preto e vomitava em qualquer canto, já não havia cadeiras para nos sentarmos para nos administrarem soro, era como se estivessemos no supermercado porque se encontrou lá toda a gente da vizinhança! ...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Já não sei o que lhe faça

A Batata está na casa dos 60 kgs, que é como quem diz sessenta e muuuuuitos quilos. Tem 9 meses. Em pé, atinge os dois metros (levantadinha e mal medida). Quem olha para ela parece cândida e serena, e efectivamente é ... quando quer. O problema é que ela quer muito pouco, e a maior parte do tempo está a destruir qualquer coisa. 
Para conseguir estender roupa temos de fazer escolta ao estendal! Avanço-vos que não tenho um único toalhão de banho que não esteja rasgado, um poncho de verão lindíssimo cheio de berloques foi à vida e as cordas do baloiço foram todas roídas. E isto foram só as últimas baixas que demos conta desde ontem! Ao início da semana achei que o meu marido enlouquecia: de manhã quando ia para o trabalho depara-se com o carro num estado catastrófico, é que a Batata da forma como raspa com as unhas no chão, fê-lo ao longo do carro! O carro está todo, TODO riscado desde o tejadilho às portas, capô e bagajeira. Não escapou nada às unhas dela!!!
Estou num desespero que nem vos digo. A solução passaria por fechá-la no canil, mas caramba não foi para os ter enclausurados que quis ter cães e é uma ideia que não nos agrada. Estamos à beirinha de um colapso à custa da sacana da cadela! 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Anda tãooo viciada nisto ...

O programa chama-se House Rules e dá na SIC Mulher. É um vício! E só tenho pena de o ter descoberto ao episódio 13. É um programa de remodelações, de superação, de conta-relógio, de casais que dão o litro uns pelos outros, de concretização de sonhos. O desafio é construir uma casa para um casal concorrente com base num conjunto de regras deixadas por eles.  Têm cinco dias e nem mais um minuto, aconteça o que acontecer - desinfestações, inundações, temporais, já foram obrigados a ter de sair da casa por questões de segurança e o prazo mantém-se. É claro que este tipo de remodelações só pode acontecer em países que não leram a história dos três porquinhos e as casas são feitas em madeira. E aquele contra-relógio dá uma ansiedade que só dá vontade de entrar por ali adentro e agarrar numa trincha para despachar serviço.
Os proprietários da casa durante esse tempo saem da casa e têm uma semana sabática e os restantes concorrentes reconstroem e decoram-lhes a casa toda. É um risco que eu não sei se corria, porque por muito explícitas que sejam as instruções, há sempre umas alminhas que se lembram de furar o esquema, de interpretar as coisas num contexto completamente diferente e de fazer como bem querem e lhes apetece. Ao final dos cindo dias, os proprietários chegam a casa e, ou gostam e ficam muito felizes ou, azaréu têm de gramar com uma casa que não gostam e onde as coisas estão inacabadas por falta de tempo dos concorrentes.
E depois, como tudo na vida, há aqueles casais que se tem mais empatia, aqueles que não se gosta tanto, os que têm ideias infelizes e a quem apetece bater. Agora está na altura das eliminações e em estou vidradinha!


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Preparem as armas, apontem e disparem ... eu não gosto do verão! (temporada 40)

Não me venham com merdas. Todos os verões escrevo sobre isto e não me canso, porque acredito que por esse mundo fora devem haver pessoas ostracizadas pelo verão, tal como eu. Eu padeço no verão. Padeço muito! Estou sempre a cair e a darem-me fanicos à custa das enxaquecas e de quebras de tensão arterial por causa do calor. E depois há os bichos. Eu moro do campo e no campo há muita bicheza. Os bichos são tantos que nem dá para enumerar, mas as moscas ganham lugar de topo. E mosquitos, e melgas, e coisas que rastejam, e os sapos que adoram uma bela de uma piscina e depois não conseguem sair .... ahhhhhhh!

Os astros a explicarem-nos o óbvio

Andava o Joãozinho num site a ver signos. Diz que a namorada lhe tinha dito que dava para ver o ascendente com base em alguns cálculos. Quando inserimos os dados da Madalena lançamos um grito :" Caraças, a fulana é Touro com ascendente em Escorpião! Tá tudo explicado!!!!"

Para tudo na vida é importante ter cunha

Miss desbocada, de seu nome Madalena, foi com os avós para o Porto. À noite, ao telefone com o irmão:
"Ainda não jantaste? Não achas que é muito tarde?! Queres que eu fale com a mãe para ela te continuar a tratar bem?!"

terça-feira, 21 de junho de 2016

Meu Deus, ela é tãoooo perigosa!

Pai (ao telefone com um colega): "Quarta-feira estou no Tribunal do Trabalho"

Madalena (em choque, com os olhos arregalados e a mão a tapar a boca):"Meu Deus, o pai diz que na quarta-feira vai para o tribunal do caralho! Ai, ai!!!"


Garanto que eu vou procurar um pai de santo qualquer para benzer o raio da miúda!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Apoio médico é comigo mesmo!

Uma colega minha muito nervosa aceita de bom grado dois calmantes que lhe dou (sim, porque eu sou uma farmácia ambulante). De repente começa a babar-se, com sono e a não se ter em pé ... é que eu enganei-me e dei-lhe dois comprimidos para dormir!

Pessoas, quando precisarem de auxílio médico corram noutra direcção.


(Entretanto, de cada vez que olho para ela, já tenho abdominais exercitados por um mês de tanto rir!)

Ah... como eu adoro reuniões da escola!

Na reunião da escola constatei que sou devo ser a única mãe que está ali com o seu filho mais velho, para as outras mães aqueles são os filhos mais novos. Se bem me conhecem sabem que o meu poder de concentração numa reunião escolar se esgota ao primeiro par de botas que goste. Assim, não foi difícil concentrar-me na conversa que duas senhoras estavam a ter atrás de mim e depressa fiquei a saber TU-DO sobre a boda da filha mais velha de uma delas. Passo a citar: "A quinta onde se realiza o casamento é baratucha mas come-se muito bem; se o casamento fosse ao meio dia a recepção era na casa da mãe da noiva mas como é às onze e meia vai tudo directo à igreja; os sapatos da avó da noiva já foram comprados, mas está-se com grandes preocupações não vão os pés inchar à senhora com o calor; a mãe da noiva anda a lavar roupa que nem uma doida, só lhe faltam os lençóis de flanela e alguns cobertores, mas garante que são coisa pouca; o pai da noiva quer oferecer umas férias à mãe da noiva porque acha que ela anda stressada e deve ser compensada (caraças que ainda há homens bons!); a noiva não quer ter filhos para já a menos que aconteça um acidente; o vestido da noiva (thcanananannn...) é muito simples, muito elegante e foi mandado fazer de propósito em Lisboa (hã,?! como?!...então eu estou uma reunião inteira concentradíssima na boda para isto?! ó senhoras! adiante...); o pai da noiva anda desde Janeiro a tomar calmantes, precisou de ir a um médico e tudo; os noivos são super pelas tradições porque podiam estar a viver juntos como os casais fazem hoje em dia, mas não abdicaram do casamento; namoram desde os 15 anos; a mãe do noivo foi à prova do buffet mas a mãe da noiva não quis opinar porque hoje em dia os jovens é que sabem; o casamento é em setembro; a mãe da noiva só não está deprimida porque o tempo tem estado uma porcaria porque se o tempo tivesse bom ela ficaria com uma neura, só de perceber que não podia ir à praia...". E pronto, estou eu a acompanhar todo este folhetim quando sou interrompida pela Directora de Turma a dar por encerrada a reunião. Acho extremamente desagradável haverem reuniões escolares tão curtas que nem sequer dá para aprofundar o vestido da noiva e a lua de mel.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Desse lado, façam uma rezinha por favor

O João perdeu a aliança de casamento e ainda não a encontrámos. Confesso que não me agrada, mas como ele está irritado com a perda nem ouso tocar no assunto. Mais do que incomodar, sinto-me mesmo triste. Dá para fazerem aquelas rezas para encontrar a dita?! Agradecida. É que daqui a um mês fazemos anos de casados...vou chorar!

That's me

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ela sabe ... que bom!

Numa loja:

Lojista: "Madalena, a tua mãe é mesmo tua amiga"

Mada: "A minha mãe não é minha amiga...a minha mãe é mãe! ... É muito mais do que amiga, é mãe."

Madalena, 7 anos. Sabe que amigas há muitas, mãe há só uma!

Drama

Se existe palavra que caracteriza grande parte do meu dia é "drama". Vivo rodeada de pessoas dramáticas, com situações que (só elas) acham dramáticas, elevadas ao drama dos dramas. Porque drama que é drama é sempre pior que o da vizinha. E por muito que tente contornar a coisa, quanto mais tu procuras minimizar, mais o drama acentua porque as pessoas querem que o drama seja valorizado e não atenuado. E isto preocupa-me mas assim ao nível da piedade, porque estas pessoas perdem tanto tempo a alimentar o drama que a vida corre-lhes ao lado, os minutos passam, os dias vão seguindo e não dão conta da preciosidade da vida e do ar que respiram. Nenhuma destas pessoas padece de uma doença terminal, nenhuma destas pessoas perdeu um ente querido, nenhuma destas pessoas foi acometida de um acidente que as deixou marcada para sempre. Nada isso, estas pessoas alimentam e alimentam-se de dramas. E fazem-nos diariamente, num desgaste profundo. Temo que a vida um dia lhes ensine lições da pior forma, e que nessa altura, tal como Pedro e o Lobo, ninguém lhes dê o devido apoio porque afinal...é só mais um drama!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O momento em que a vida pára

A Madalena é doida pelo Agir! Tanto, que nos andava a moer o juízo para ir ver um concerto dele, e nós, mal soubemos que ele ia estar na Feira da Agricultura em Santarém, nem hesitámos. A confusão à entrada da Feira era tremenda, com adolescentes histéricas a atropelarem os imensos miúdos que por ali estavam. Uma parvoíce pegada!
Como vamos lá todos os anos, existem algumas pessoas dos stands de artesanato que já nos conhecem e sabe sempre bem os comentários aos nossos miúdos e o quanto nos acarinham. Fomos comprar umas botas de equitação para a Madalena (no stand a que vamos sempre) e, a dada altura senti um aperto no peito estúpido e estranho, olho para o lado e a Madalena não estava lá. Olho para junto do meu marido e ela não estava também. Pergunto à senhora se ela estava junto dela e ela responde-me que não... Aí, parou tudo! Tudo! Olhas para todo o lado, gritas em plenos pulmões pelo nome dela e não vês a tua filha. Gritei, deixei de ver, de ouvir, de pensar, de sentir, ... Senti-me num filme em câmara lenta engolida pelo ar. Morri! Garanto-vos que por segundos morri! 
A Madalena estava ao colo de uns amigos nossos que tinham passado por ali e nos viram, pegaram na Madalena ao colo e, quando nos iam cumprimentar, foram albaroados por uma excursão. Recuaram, e foi nesse momento que demos por falta da Madalena. O pânico foi tanto que, quando os vejo já o João, que entretanto também tinha cegado, se preparava para dar um murro no nosso amigo e todos choravam copiosamente por verem o nosso desespero e não conseguirem chegar a nós.
Quando os meus olhos bateram na Madalena cai redonda no chão. Cai, e ali fiquei. Chorei tanto, mas tanto agarrada à minha amiga que, entretanto já não se sabia bem qual das duas chorava mais.
Foi um infortúnio de coincidências parvas, mas que deixaram marcas.
E eu que sempre considerei o desaparecimento pior que a morte, volto a reiterar este meu pensamento. E, sem querer aprofundar este tema, porque ainda hoje tremo, presto a mais profunda das homenagens a todos os pais que já passaram por isto e que, com ou sem sucesso no reencontro, vivem com uma carga tamanha destas.

Hoje é oficialmente Dia de Santa Neura!

Porque é dia de Santo António. Porque não estou em Lisboa. Porque não estou a comemorar o meu Santo de devoção. Porque tenho de bulir enquanto o resto da malta anda de sardinha e pão de milho na mão. Porque esta noite me parou a digestão à custa de uns quantos gins. E porque é segunda-feira!!!
Porquê meu querido Santo Antoninho, porque é que me desterraste da cidade e me mandaste para o cimo do monte?!?! Logo a mim, que nem tenho pretensões a Nossa Senhora nem isto é a Cova da Iria!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pessoas que conhecem bem a minha filha

"A tua filha é tão dramática que eu vou adorar quando lhe aparecer o período. Vai ser demais!"

Há momentos que eu não quero antecipar, por dó de mim mesma!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Merda para a adolescência*

Fónix, o rapaz andava-me com uma crise existencial do tamanho do mundo. Não sabia quem era, o que era, quem sou e para onde vou... uma poesia deste género! Pensei cá para comigo "fica de alerta rapariga que é assim que as tretas começam, agarra em ti e no puto e pede ajuda". Vai daí arranjo-lhe um psicoterapeuta de gabarito com quem ele se entende lindamente e do qual rapidamente percebemos que o rapaz se estava a encontrar e a voltar a si. 
Porra, todas as semanas desembolso do belo para as sessões de terapia e ontem diz-me que depois de terminar o 12º ano quer parar um ano para reflexão e ... trabalhar no Continente! É pá, nada mal, o rapaz até pensou em ganhar alguns cobres para não viver alapado aos paizinhos, mas caraças pá, ainda a semana passada andava a ver como é que podia fazer para ir tirar Medicina em Espanha e hoje...Sonae com ele! Quer refletir? Pensar na vida? Mas este tipo ainda não percebeu que a democracia nesta casa é miragem?! Um ano de reflexão?! Pois, deve ter todo um percurso de vida para reestruturar, apagar erros do passado, mudar de estilo de vida, meditar e tornar-se um ser mais desligado do material e do terreno! Ups, de repente achei que estava a falar de uma epifânia ali entre os 40 e os 50 anos!
A sério, eu que nem sou de stressar com estas merdas, ontem fiquei irada. Anda aqui uma pessoa no esforço e este gajo todas as semanas deseja piamente uma coisa diferente e absorve-a como se fosse a última coca-cola do deserto! Pesquisamos, procuramos, contactamos esta e aquela pessoa que nos possa esclarecer, tudo porque não queremos que ele sinta que não valorizamos os seus interesses. E volta e meia aparvalha! Não tem a haver com o trabalho no Continente, por mim até podia ir para o Lidl, Pingo Doce ou Aldi (sempre me trazia as pernas de frango com molho barbecue que eu adoro!)
Tenho uma amiga que diz que o problema dos pais de hoje em dia é valorizarem demasiado a opinião dos filhos. Se calhar tem razão, e como ela é uma técnica altamente credenciada aproveito a deixa e quando a coisa estiver à beira de descambar para a parvoíce vou mandá-lo ir dar uma curva... pode ser que perceba que também sei sacar de teorias altamente elaboradas!

*nota-se muito que estou possuidinha?!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A mulher das malas ... BCBG

E a BCBG (a marca que parece uma vacina!) tem estas fofuxas da mamã para eu salivar até desidratar...
Portia Feather-Trim Lucite Clutch
Heidi Medium Leather Satchel
Joslyn Studded Bar Satchel
Teige Scallop-Perf Leather Clutch

Separadas à nascença

Desde que a Adele apareceu para o mundo, que quem me rodeia diz que somos parecidas. Nunca nos vi com grandes semelhanças, mas nos entretantos ela emagreceu e os comentários aumentaram: "os olhos e a boca são igualzinhos", "até a cor de cabelo é igual", "os olhos...bem, são mesmo iguais!". Na véspera do concerto (eu fui no domingo, mas tive amigas que foram no sábado) recebo mensagens do género "parecias tu em palco, até têm sabrinas iguais!". É isso... as sabrinas! Pára tudo porque finalmente vi a luz, finalmente as tão afamadas semelhanças tiveram o seu expoente máximo quando se percebeu que tenho sabrinas iguais às que a diva usou no concerto. É muito andamento, senhores! É preciso ser-se grande para chegar a isto! Lá interessam os olhos, a boca ou a voz (factor que nitidamente mais temos em comum! O dia em que eu abrir a goela para o mundo é que vão ser elas! Upa, upa!). Tantos anos nisto e eu fico a saber que o segredo de se ser sósia é ter sabrinas iguais! Porque no resto então somos siamesas: ela tem olhos azuis, eu tenho cor de azeitona (azeitona galega, da boa!); eu tenho o cabelo comprido louro claro, ela tem o cabelo mais escuro e mais curto; ela tem mais 20kg e 20 cms que eu (ao lado uma da outra ela manda-me assim com uma mama na cara); o meu extrato bancário ao lado do dela dava uma música deprimente,... Mas ontem as minhas armas baixaram quando vi o programa Carpool do James Corden cuja convidada era a Adele. O meu filho dizia "vocês são mesmo iguais, rende-te porque até na maneira de rir e de falar ...são mesmo parecidas". Sei que me fartei de rir, a fulana tem um sentido de humor muito fixe e tenho de admitir uma coisa... há ali algumas coisas idênticas, é verdade! 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

DCU, FD,... nós cá em casa somos muito à frente!

Na blogosfera a sigla DFU já é conhecida (Dia do Filho Único) e cá em casa já o fazemos desde o nascimento da mai-nova.
Mas nós fomos mais à frente e instituímos o DCU - Dia da Cadela Única!
A Ginja é a mais velha e estava habituada à mordomia de dormir dentro de casa, passar serões na sala, esparramar-se no quarto da Mada. Mas depois veio a Batata e, para a mais nova não ficar sozinha na rua, a Ginja passou a estar mais tempo na rua do que em casa. Ora, a Ginja sente naturalmente a falta deste aconchego, principalmente porque a despardalada da Batata é tão ciumenta que concentra os focos todos nela.
Há que dizê-lo, a Batata é gigante e proporcionalmente chata e a coitada da Ginja não tem uma vida fácil. Mas por sua vez, a Batata também precisa dos seus momentos e como não tem de estar preocupada em disputar atenções fica mais calma.
Quem não gosta do DCU é a Madalena que se põe a chorar e a lamentar a ausente. Lá lhe lembramos o DFU e a moça rende-se às evidências.
Depois do DFU e do DCU, também temos o FD (Fucking Day) ... aí destinado aos papais! E mais não se diz!
Ora, somos ou não muito à frente!

A mulher das malas ... Burberry

Eu sou a doidinha das malas, bolsas, carteiras... whatever! Também o sou por sapatos, mas confesso que os meus olhos tendem muito mais para as primeiras. Ando à caça de uns modelitos que já me urtigam as pulipas ... Estes são Burberry

Rosa antigo Bolsa The Orchard pequena de couro com padrão xadrez em relevo - Imagem 1

Canela Bolsa The Belt tiracolo pequena de couro com padrão House check - Imagem 1

Cinza claro mesclado Bolsa Banner média de couro com estampa House Check - Imagem 1

sexta-feira, 20 de maio de 2016

E que tal dar uma vidinha boa à mamã?!

A Madalena, esta semana, diz que quando for grande quer ser veterinária e estilista. Mas também diz que gostava de ser "desenhadora na rua, como aquelas pessoas nos sítios onde vamos viajar".
O João (não tanto quando for grande, mas porque está no 10º ano e vive num desespero pois acha que  aos 16 anos tem de ter certezas absolutas acerca do futuro) sem sair do liceu já foi para música, engenharia aeroespacial, psicologia, criminologia, e nas últimas duas semanas, psiquiatria. Esta semana já não quer nada disso... 
E a mim o que me resta? Repetir-lhes que os quero felizes e boas pessoas! O que tiver de ser, vem por bem e na hora certa.

Pronto, ok, convenhamos que o que eu queria mesmo é que um deles fizesse alguma coisinha na vida ao estilo Steve Jobs  e se tornasse milionário, para eu ter uma vidinha recauchutada e de papo para o ar. Isso sim era visão!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Manifesto pelas grávidas anónimas*

Meio mundo decidiu engravidar, é um facto! E eu acho muito bem, primeiro porque significa que a malta andou a temperar o corpinho e depois porque procriando garantimos mais uma fornada de emigrantes tugas por esse mundo fora!
Mas adiante, o que me leva ao manifesto é a gravidez das figuras públicas (qual erradicação da fome, paz no mundo, se é para se fazerem manifestos falem comigo que eu tenho considerações muito práticas). Caras senhoras famosas, cadê a barriga, as cintas, as faixas, os narizes e lábios inchados, as mamas gigantes e os pés trambolhosos? Eu, que desde o momento em que concebi fiquei logo com um barrigão e aos 5 meses todos os dias me diziam"beeeeem, está mesmo quase a chegar ao fim!"
Mas as fofas não, as fofas estão sempre em demasiado bom, tão bom que é vê-las sair da maternidade como quem foi ao MacDonald's e trouxe o brinde do happy meal! 
Venha daí um manifesto pela normalidade, por grávidas que ostentam barrigões e não meloas mirradas, por grávidas que se alapam no sofá com as pernas para cima para a coisa desinchar e não se enfiam no ginásio a levantar pesos! Se a mim (o cúmulo da preguiça) só me virão no ginásio sob tortura, imagina grávida com as hormonas descompensadas e gritos militares de um treinador. Havia de ser bonito! Mas as queridas famosas não, são dedicadas, não se deixam levar pela gula e pelo ócio, são devotas a Santo PT e exibem corpos que a maioria das comuns mortais não têm em estado normal, muito menos grávidas. Salve-se a minha Kate Middleton que nos fez sentir a todas manas-unidas-na-dor quando teve as suas crias e saiu do hospital a ostentar uma barriga de pós-parideira.
E este post surge porquê? Porque depois da Carol Patrocínio ter andado a levantar pesos ao mesmo tempo que paria, vem agora a presunçosa da Ana Rita Clara mostrar a porta de entrada nos Globos de Ouro. É de uma pessoa perder o sono! 

* Um post ainda mais parvo que o habitual

terça-feira, 17 de maio de 2016

Caguei em tudo e ... voltei!

Sempre sonhei com um título destes, mostra nobreza na educação que os meus paizinhos me deram. O orgulho de cinco anos de um curso superior e de muuuuuitos outros num colégio católico.
Voltei! Percebi que não adianta estar afastada porque a gaja do costume continua a chatear-me na mesma, por isso mais vale ir fazendo o que gosto: mandar umas bujardas para o ar!


terça-feira, 29 de março de 2016

Obrigada por tudo. Até já!

Cada vez me apetece escrever menos. Ou melhor, vamos cá jogar limpo, cada vez me apetece escrever menos porque este blogue que, sempre foi a minha cara, um espaço de boa disposição, boa onda, partilha positiva e se mantinha num relativo anonimato junto do meio que me rodeia, foi descoberto por uma pessoa que é antítese de mim. Ora essa pessoa é má. Má a valer. Tem um qualquer síndrome em que tem de afirmar poder e usa de demasiado tempo livre para infernizar a vida alheia. Mas pronto, como sou da verdade tenho de assumir que não tenho perfil para andar com rodriguinhos e que me sinto profundamente desconfortável só na perspectiva de saber que tal pessoa pode ler aquilo que me pertence, mas pronto, está na Internet é da Internet, e isso é uma verdade incontestável.
Hoje quando acordei não tencionava de todo vir aqui falar-vos de uma suposta pausa no blogue, mas se não fizer isto tipo penso rápido acabo por perder a coragem. Preciso de preservar a minha sanidade mental e os meus. Não faz sentido isto acontecer só por causa de uma pessoa, quando tantas outras me deram tanto, é certo. Mas também não faz sentido ter de travar batalhas profissionais porque a pessoinha se usa de informações obtidas no blogue para correlações absurdas e suposições duvidosas. Ultimamente tenho vivido desde o insignificante à barbárie, da perseguição ao assédio moral e o desgaste é muito. E depois colocas a pergunta: tens como provar? Pois.... Se lhe estou a dar os trunfos? Se estou a deixar cair a toalha ao chão? Não, de todo! Porque sou tremendamente feliz. E daqui a uns tempos, quando entender, quando a saudade for maior que o desgaste, eu regresso. Até lá... vou-me aninhar no meu casulo, junto daqueles que me amam muito e me fazem sentir muito amada. Sejam felizes. Obrigada por tudo. Até já!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Quando eu puder acordar avisem-me, sim?!

O João perdeu a aliança de casamento (é era grande, abaulada, de ouro maciço e há 16 anos custou 400€!), um carro está literalmente em coma e outro tivemos de lhe fazer manobras de reanimação logo assim pela manhãzinha, desprogramei a porta do condutor do jipe e só abre por fora, a máquina de lavar roupa não faz ciclos completos de lavagem, a Batata arrancou todas (repito, todas) as sebes que demoraram uma semana a plantar, o computador do Joãozinho está com doença infecto-contagiosa, o trabalho não anda famoso e eu voltei a não dormir, a Madalena escondeu os lanches que não quis numa mochila debaixo da cama e posso-vos garantir que estávamos à beira de uma colónia de cogumelos....
E pronto, é isto! Estou à espera das coisas boas, tipo um vale numa loja de electrodomésticos, outro numa ourivesaria, mais um num stand e...não fosse pedir muito, era faxavor um "Querido Mudei a Casa" só para o jardim e à prova de cão. Nos entretantos vou hibernar e acordem-me quando tiver tudo limpinho e resolvido, combinado?! Boa!!

Do meu canto #11


Tirei um dia de férias para ...

Andarmos nus em casa...
Namorarmos sem censura...
Comermos comida tailandesa picante...
Ajavardarmos o mais possível...

E recomendo! Acho que todos os casais deviam tirar um dia assim. !"The F day...the fucking day"

Meus amigos...isto é serviço público ao mais alto nível!

quarta-feira, 16 de março de 2016