terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quero-me de volta. Quero-nos de volta.

Ao início foi tudo muito confuso. Havia decisões para tomar. Medidas a adoptar. Miúdos para levar para a escola. Lanches. Horários. Mudanças de horários. Medicação para administrar. Procurar especialistas (e tinham de ser os melhores). Marcar consultas. Gerir horários e tempos. Ensaios do mais velho. Actividades da mais  nova... Esta foi a realidade do meu marido enquanto eu apagava do mundo. Difícil e dura. E se estava assustado!
Havia tanta coisa para tratar que não havia tempo para pensar. Deixei que o João cuidasse de mim,  como deixo sempre, deixei-me levar e francamente se há coisa em que ele é bom é no cuidado e no mimo. Mas o tempo vai passando e a paciência vai cedendo e eu francamente sinto-me um fardo. Ele quer-me ver melhor, diz que eu tenho de ir com calma, mas depois nada disso se reflecte no seu comportamento irritável. Ele quer que eu volte ao que era, mas eu também (numa versão melhorada, se possível)
Agora é ele que precisa de ajuda, embora não o admita. Não é fácil tolerar tanto disparate da mulher com que se casou. Não era assim que devia ser suposto. E eu até devia ter previsto que um dia me iria dar a macaca.
Merda, quero-me de volta, quero-nos de volta, quero mudar tudo em tão pouco tempo e não consigo,... E estou perdida, tão duramente perdida!

2 comentários:

  1. Tenha calma, que vai correr tudo bem e, qualquer dia, já está tudo ultrapassado!!! Beijinhos

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  2. Como é que era a conversa? "Um dia de cada vez. Tudo a seu tempo. Quando menos esperares, já passou!"
    Sim, são situações muito diferentes, mas o ensinamento é o mesmo.
    Calma! E aceita toda a ajuda possível.
    Se precisares, já sabes!
    Beijo enorme.

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