segunda-feira, 5 de outubro de 2015

De manhã levantou-se e lembrou-se que tinha filhos... e depois deu nisto!

Trabalhar numa CPCJ é para quem os tem no sítio. Digo-o sem falsa modéstia. Todos nós (técnicos) em algum momento das nossas vidas já vislumbramos um cenário como o que se passou hoje em Lagos. Isto porque as condições em que trabalhamos são precárias, inseguras e inóspitas. Todos nós já vaticinámos levar com um balázio ou uma arrojada à entrada ou saída das instalações, ou a cada visita domiciliária que fazemos. Só eu já tive três furos nos pneus, recados no vidro do carro e uma criatura à porta da escola da meu filho. Os meus colegas também já tiveram a sua dose.
De facto nós somos heróis comuns, sem capa nem dom especial, porque é preciso ser-se herói para trabalhar lá de borla (sempre em representação das instituições onde trabalhamos), sermos apontados na rua como bestas, termos jornalistas a não entender muito bem o que fazemos o dia todo quando a coisa corre para o torto, ...
Aos colegas de Lagos, que viram a vidinha a passar-se à frente dos olhos, vai daqui um sincero abraço de solidariedade. Porque amanhã terão de se levantar da cama e esquecer tudo o que aconteceu hoje, é que a falta de pessoal não permite grande traumas.

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