quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Se os encontrarem numa quermesse, fui eu que os rifei!

João: "É verdade, a escola já terminou há imenso tempo e ainda não debatemos a minha prenda de passagem de ano!"

Eu: "Tens toda a razão, mas ainda não nos disseste o que querias"

João: "Porque tenho andado a pensar no assunto. Lembras-te quando tinha uns 10 anos e pedi de prenda de anos uma noite num hotel cinco estrelas?!"

Eu: "Sim, e..."

João: "E, estava a pensar no mesmo. Foi tão fixe que gostava de repetir."

Eu: "Sabes que és menor e que tens de ir acompanhado por nós, não sabes?! ... Parece-me uma excelente ideia."

Madalena: "Pode ser no estrangeiro?! Vá lá, por favor ... eu adoro a comida do avião!"


Dizem que se contrariarmos as crianças eles ficam cheios de traumas e coisas más na cabeça! Eu cá não quero arriscar a ter crianças problemáticas e por isso acho que se deve fazer as vontades aos meninos!

3, 2, 1 ...

Estou em countdown!
Parece que já foi há uma eternidade, mas sempre com o mesmo charme!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

À beira do colapso

Nunca em nenhum outro ano precisei tanto de férias como agora. Estou a entrar em colapso, sinto-o fisicamente e pior do que isso, sinto-o mentalmente. Estou há um ano sem férias, num trabalho profundamente desgastante. O apoio médico já não é suficiente, a medicação já não funciona porque aquilo que é fundamental eu não tenho: repouso. Estou no red line, consigo avistá-lo nitidamente. E o mau disto tudo, é que sei perfeitamente que os poucos dias que me separam das férias vão ser péssimos. Esta coisa de estares no teu limite e consciente do teu estado é terrível. Deus me proteja, o pedido é mesmo sério. Protege-me para ver se me aguento nestes dias e para que as férias sejam o garante de estabilidade psicológica ...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Foi noite de concerto do Tio Zé Cid ...

... e A-D-O-R-E-I. Que energia, que alegria, num concerto ao ar livre sob a brisa sempre fresca da região oeste. Diz que regressa lá para Outubro num concerto de angariação de fundos a favor dos bombeiros voluntários locais, a custo zero. E eu para além de dançar e pular muito e rir ainda mais, aplaudi muito, muito, muito. Grande lição de vida este Tio Zé! Simply the best.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

. . .

Tenho para mim que é impossível ficar-se triste ao som desta música. Fico logo com vontade de abanicar a anca.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

"Impossível é só um exagero para difícil"

E assim se apresenta uma reportagem brilhante que cá em casa fizemos questão de ver os quatro. A Madalena fazia algumas perguntas que nós respondíamos prontamente e o Joãozinho estava lavado em lágrimas. O que a SIC ontem mostrou foi uma lição de vida que todos deviam ter oportunidade de experienciar, uma colónia de férias em que crianças invisuais eram assessoradas por crianças da mesma idade com visão. "Brutal" segundo as palavras do meu filho que tentava engolir as lágrimas.
Parabéns à jornalista que fez um trabalho muito clean, muito honesto sem apelar à história do desgraçadinho. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os meus medievais já rumaram caminho

O Mercado Medieval de Óbidos terminou e a casa ficou vazia. Sim, porque este acampamento de primos cá em casa tinha um propósito: fazer voluntariado na Medieval, mais especificamente na Taberna da Música (a escola do João). 
E que experiência, minha gente, eles serviram às mesas, aceitavam pedidos e encaminhavam para a cozinha, levantavam e limpavam mesas, recebiam dinheiro, faziam trocos (a maior parte das vezes com direito a gorjeta), fatiavam o pão, o chouriço, empratavam bifanas, aprenderam a tirar uma boa imperial e a fazer umas sangrias divinas... Depois, chegavam a casa às duas da manhã completamente exaustos e com um cheiro a fumeiro horrível, tomavam banho, iam cear e ficavam na conversa até às tantas.
A opinião de todos foi unânime: "que experiência fabulosa, é claro que temos de repetir todos os anos".
A minha opinião é que foi fabuloso ver a boa educação destes miúdos (estes adolescentes que por vezes subestimamos com a justificação de que a adolescência é uma fase do demo), a capacidade de trabalho, de resiliência, de gestão de conflitos (gerir clientes com fome não é fácil e eles foram magníficos, lá iam dando uns chouriços e umas morcelas para se entreterem e não perderem clientes), a simpatia, a boa disposição, ...
Toda a gente gostou deles e eu fico efectivamente orgulhosa, porque por muitas dores de cabeça que dêem estava ali a prova de que valeu a pena.
Cá em casa já não há colchões no chão, pilhas de roupa para lavar, cozinhados vegan (mentira, que algumas coisas gostámos imenso e fazemos questão de incluir nas nossas ementas), migalhas de bolacha e corn flakes dentro da cama, cheiro a cholé quando se entrava no quarto, produtos de higiene distribuídos pelas casas de banho da casa, ... Voltámos à rotina a quatro que é muito boa, mas estar com esta malta neste registo deixa saudades.

Férias ... cadê?!

Em meu redor gravitam pessoas que já foram ou que estão prestes a ir de férias. Eu, gravito em redor de trabalho aos magotes e férias nem vê-las. Resultado: como para este peditório eu já dei, nem disfarço o mau humor com um sorriso amarelo.