segunda-feira, 1 de junho de 2015

Das minhas crianças

O mais velho não achou grande piada quando o acordei e lhe desejei um feliz dia da criança, mas como por apêndice estavam duas t-shirts mesmo giras embrulhadas em cima da cama, ele não se importou nada de ser criança. Mas a coisa teve de ficar por aí, provando que isto dos dias temáticos é para o lado que der mais jeito.
A mais nova delirou, teve direito à família toda da Princesa Sofia (um delírio), 12 embalagens de Play-Doh (o meu marido ainda não percebeu o meu drama de estar sempre a tirar plasticina dos buracos mais improváveis), uns calções, uma t-shirt e foi mascarada de Elsa do Frozen para a escola. Esteve o tempo todo em delírio e a achar que isto de ser criança é mesmo bom porque na escola fizeram um piquenique e nem comeram sopa. Brincaram e fizeram uma grande festa porque "as crianças são mesmo muito importantes!"

E são, são mesmo importantes pelo menos as minhas para mim. São o que de melhor tenho no que à beleza diz respeito e o pior no que diz respeito ao feitio que é igualzinho ao do pai.
Gosto delas mesmo quando cheiram mal (e olhem que isso em mim quer dizer muito) e suporto-lhes muito mais crises existenciais do que poderia supor. 
Amo-as desmesuradamente e como tenho grande tendência para o drama faço uns filmes demoníacos só de imaginar que lhes possa acontecer alguma coisa.

O mais velho idolatra-me e a mais nova diz que preferia ser filha da madrinha, para a seguir me dizer que precisamos de conversar porque foi muito indelicada comigo e lamenta porque essas coisas não se dizem, gosta da madrinha mas gosta mais de mim, afinal ela "estava sentada no carro como uma galdéria" ?!?! 

E eu e o meu gajo, que nem queríamos ter filhos gramamos com estes dois e já não viveríamos sem eles. É do tipo primeiro estranha-se e depois entranha-se esta coisa dos miúdos!


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