quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Nada temeis

Estamos todos bem e a gozar de boa saúde. Estamos de férias e demasiado ocupados a sermos felizes.
Boas festas a todos.
Entrai em 2016 de quatro (essa história do pé direito não me convence).
Beijooooooooos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

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Amigos queridos e fofos fizeram questão de me recordar que 2016 será o ano em que farei 40 anos.
Vão-se lixar. Está uma gaja aqui pras curvas e actuam de forma premeditada para a depressão. Cagalhão. Conhecem-me bem demais para saber que jamais me afectarão. Enjoados. Adoro-vos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Hoje sim, estamos perante a típica segunda-feira... feia e má!

O Joãozinho foi para a escola a arrastar-se. A Madalena despediu-se de mim a chorar à porta da escola "estou cansada e tenho saudades tuas". E eu também, principalmente quando me deparo com gente má e pouco polida, também quero ficar na minha casa quentinha e brilhante e chorar pela minha mãe, pelo meu pai, pelo marido e pelos filhos porque os quero junto de mim para servirem de reforço e escudo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Eu tinha avisado que a Catequese não ia ser fácil

Mada: "Catequista, o Jesus nunca cresce?!"

Catequista: "Sim, ele cresceu e tornou-se adulto."

Mada: "E quando ele era adulto, ele trabalhava?"

Catequista: "Sim. Ajudava José que era carpinteiro e espalhava a palavra de Deus"

Mada: "Então, o padrasto pagava-lhe na oficina e nas palavras... também ganhava dinheiro?!"

Catequista: "José é seu pai."

Mada: "Essa parte da história ainda não percebi bem, mas eu continuo a achar que o José é padrasto, mas não tem mal porque ele devia ser bonzinho. Eu estou é preocupada em como é que o Jesus recebia dinheiro para ajudar a sua mulher e os filhos."

Catequista: "Mas Jesus não tinha mulher e filhos!"

Mada: "Pois ... isso também acho esquisito."

Catequista: "Porque ele dedicou a sua vida a espalhar a palavra de Deus."

Mada:" Então ele não tinha mulher e filhos por causa das palavras?! ... esquisito!"

Ninguém me contou, eu estava à espera dela (colada à porta, é um facto) e ouvi a conversa.
 Duvido que não tarde muito a mudar de turma, até porque quando a fui buscar a catequista olhou para mim com um ar displicente e disse "A Madalena é tão querida, é muito inquisitiva!"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

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A Batata tem dois meses e meio e pesa 18 kg. Já nem a conseguimos pegar ao colo sem que estale um osso ou uma articulação qualquer em nós.
Vai na volta e estou como o outro que tinha um urso em casa e só deu conta quando viu que ele não parava de crescer!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Olha aqui o mê menino

A propósito do post de ontem...




Olha ali o meu menino nos ensaios.
Mário Laginha, ficámos a perceber que é um extraordinário pianista mas sobretudo uma excelente pessoa.

Pai Natal forever

O mito do Pai Natal anda meio baralhado cá em casa. A Madalena vê-nos a comprar prendas para os outros e para ela vamos dizendo que o pedido para o Pai Natal está feito e será ele que as fará chegar cá a casa. Mas ela confusa, já desejou pertencer à família de amigos nossos porque as prendas que nós lhes vamos oferecer é que são giras. Lá vamos percorrendo as lojas e ela a achar-se a maior desgraçada de sempre. Faz um ar do mais dramático e lamenta a pouca sorte que tem. Para ajudar à festa, o irmão (pouco amigo da discrição) um dia destes grita para um amigo "cuidado, não ponhas o instrumento na bagageira do jipe que estão lá as prendas da minha irmã", ao que senhora dona rata levantou logo as antenas e com elas um cem número de perguntas, ao que o irmão responde "correntes de neve, eu disse cuidado com as correntes de neve". Convincente, certo?! A juntar a tudo isto, os amigos da escola vão dizendo que o Pai Natal é o pai deles mascarado. Aqui para além de confusa, sente-se enganada. E faz pergunta atrás de pergunta e nós que gostamos tanto de a ver maravilhada com este mito queríamos perpetuá-lo no tempo durante mais um bocadinho. Mas pronto, lá vamos argumentando, inventando daqui e dali e a coisa parece composta. Digo eu, que sou mulher de esperanças e aos 39 anos ainda acredito no Pai Natal (e no meu marido também!).

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O meu filho ontem tocou com o Mário Laginha

O meu filho ontem tocou com o Mário Laginha.  O meu filho ontem tocou com o Mário Laginha. O meu filho ontem tocou com o Mário Laginha. Creio que já devem ter percebido que o meu filho ontem tocou com o Mário Laginha e foi elogiado e tudo e tudo e tudo.
Quando baixar a adrelanina e descarregar a máquina faço prova de um concerto genial. 
Entretanto cuidado, se escorregarem é baba minha.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Deixem-se de falsos moralismos porque já toda a gente deve ter pensado nisto

Ouvi dizer que vamos ter uma invisual no governo...aposto que vai para o Ministério das Finanças!
(é ironia, humor negro, estupidez da pura, eu mesma)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Da Batata ... capítulo 258469!

Ora aqui vai o acontecimento:
Sábado de manhã esteve um temporal medonho (aqui no Oeste mais parecia um tornado) e quando assim é, por muito que nos preparemos, já sabemos que no exterior vamos ter prejuízo. O que eu não contava é que o vento abrisse a porta de um armário onde o João guarda algumas das ferramentas utilizadas mais recentemente antes de irem para a garagem. Nesse armário estava uma lata de tinta branca que caiu ao chão e abriu-se. Eis senão quando, estou na sala a ler um livro com a Madalena e vejo lá fora, Sra. D. Batata a passear-se com a lata na boca, arrastando consigo um lençol de tinta branca que a cobria por inteiro (uma vez que a lady se andou a esfregar na tinta). Esta que vos escreve, sai disparada de casa disposta a acabar com aquela confusão. Mas não! D. Batata avista-me e senta-se, quando eu me aproximo abre a boca deixando a lata cair no chão salpicando-me toda. Começo a olhar em meu redor e percebo que tinha havia dois vendavais, o criado pela natureza e o criado pela Batata, e vejo que uma toalha de banho que estava estendida no estendal estava feita em farrapos, pego nela e começo a tentar limpar as zonas com mais tinta, mas a Batata achou que aquilo era um brincadeira, gira pra caraças e então vamos de saltar para cima da dona, e puxar-lhe o rabo de cavalo, e morder-lhe o casaco e esfregar nas pernas enquanto puxava as calças...
Nos entretanto não esqueçamos um pormenor: chovia. E eu ali, que nem um pinto branco, com uma cadela pintada (de branco, naturalmente), a proferir palavras pouco simpáticas à mãe da cadela, à família em linha directa e em linha colateral da dita.
Eu vivo num filme e ainda ninguém me disse!

domingo, 22 de novembro de 2015

Neurologista... check

Tenho uma cabecinha compostinha (dentro dos limites) e ele só me quer ver daqui a três meses. Yes! One to go!

Tã feliz

Descobri um armazém de calçado que vende a preços do caraças (não me perguntem onde é porque íamos em passeio e tropecei literalmente naquilo. Depois pergunto ao meu homem). E tem coisas tã lindas, mas tã lindas!!!!!! Há pessoas que sabem como agradar uma mulher, e são dignas de beatificação!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Somos uma família esquisita, sim é verdade!

Comprei no cabeleireiro um reparador para o cabelo. A embalagem é pequena, branca com tampa amarela e não diz nada de mais. Como sou este ser espectacular, saí da casa de banho com a caixa na mão e fui até à cozinha buscar um iogurte. Logo, o reparador de cabelo ficou no frigorífico! Ontem quando chegamos a casa e o meu alarvezinho maior decide ir fazer um lanche, pergunta-me com uma fatia de pão numa mão e o creme reparador e a faca na outra "Isto é o quê? É tipo queijo fundido?!"

Planos para o fim de semana?!

Tenho para mim que os nossos planos para o fim de semana vão sair todos furados, a avaliar pelas dores no corpo que eu tenho, pela tosse medonha da Madalena, pela crise de sinusite dos homens,... Acho que quanto muito passeamos até à farmácia e chega.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Madalena Report #5

Em prantos: "Tenho as pernas cheias de nódoas negras, a canela esfolada, piolhos na cabeça e agora uma pele do dedo a sair... tenho tantos problemas!!!!"

O próximo furacão chamar-se-á Batata

Nem tive tempo (nem cabeça) para tirar uma foto. Mas se vos disser que as traseiras da minha casa pareciam aquelas fotos catastróficas que nós vemos no facebook de salas completamente devastadas pelos animais. Havia esponja por todo o lado (acabou o  trabalhinho de esvaziar a cama dela e da Ginja), o tapete que a Ginja tanto adorava estava feito em fanicos, havia papelão por todo o lado (não faço a menor ideia do que era nem onde estava), as galochas de ir à horta estão em modo Geox com perfuração e respiração por todo o lado, a casa de brincar da Madalena onde ela guarda religiosamente o giz de escrever no chão estava toda revirada e metade do giz comido, o regador cor de rosa também ganhou novo design,...
Estou em contagem: 78, 77, 76, 75, 74, ... e respira!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Eu também quero ter patrocínios!

Confesso que tenho um ódio de estimação por um ou outro blogue. Aquilo soa-me tudo a falso, fabricado, como que a pedinchar patrocínios para as roupas das crianças, decoração para a casa, acessórios para a mamã, entre outros. Feitos por senhoras que não têm ponta por onde se lhe pegue e continuam a achar-se a rainha da cocada. Como são blogues para eu cortar a casaca e eu sou gaja o que é que faço? Primeiro bano-os da minha lista de blogues, e de vez em quando vou lá espreitá-los, naturalmente. E então constato: primeiro que continuam a irritar-me, depois que o registo é sempre o mesmo (a pedir patrocínios para vestir as criancinhas), que a mãezinha entretanto se tornou numa star à custa da descendência mas que continua com um infindável mau gosto. E eu, pertencente à classe trabalhadora, questiono-me, onde é que aquela gente arranja tempo e dinheiro para ter vidas faustosas daquelas (sim, lá vêm os patrocínios). O que me leva a concluir: patrocinadores, aqui me têm, olhem para mim que sou facilmente subornável e filha de gente, com duas cadelas a virar para o besta, um adolescente que me consome couro e cabelo, gasto um balúrdio em cabeleireiro e unhas (e roupinha, vá), ultimamente o que gastei com produtos para os piolhos para a mais nova nem se explica, a casa essa nem se fala é tudo para cima de três dígitos,... Consegui convencê-los?! Aguardo contacto!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Bem-vinda Batata

Ela é grande, pesada (aos 2meses tem 10kg e tal, pelo que se prevê uns 80kg em adulto), temos olhos descaídos que só dá vontade de apertar. Já destruiu a cama dela e da Ginja. Já roeu um par de sapatos do João. O estendal da roupa já caiu três vezes no passado fim de semana. Fez xixi no tapete da sala e no banco do carro. É chata de tanto andar atrás da Ginja. E adora morder-nos as pernas.
Adoramo-la... é a nossa Batata!

A babada sou eu

Este puto é o meu maior orgulho. Foi o primeiro em tudo. Foi rato de laboratório, de tentativas-erro. Falhei tantas vezes e pedi desculpa outras tantas. Percebi que a palavra abdicar tinha ganho todo um outro sentido. Eu abdicaria de tudo por ele.
É o meu filho cúmplice, nos olhares, nas meias palavras, nas expressões. Conhecemo-nos como ninguém. Escolhemo-nos um ao outro. E ainda bem!
Diploma de Mérito Académico com Distinção... yes!

Imagem do meu fim de semana

... que é como quem diz, a saga continua e o desespero também!
 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Acerca do governo

Esperta fui eu que me enganei a votar. Assim como assim vai dar tudo ao mesmo, e eu não me sinto frustrada.

Socorrooooooooooooo!!!

Como sabeis a Madalena quer ter sempre qualquer coisa: óculos, constipação, dor de barriga, aparelho nos dentes, piolhos. No fundo, tudo o que as amigas tiverem ela quer também. Vai daí, andou a espalhar que tinha piolhos, não satisfeita coçava-se freneticamente. Eu, que entretanto já não estava a achar piada nenhuma aquilo porque a miúda parecia-me uma selvagem vou de comprar uma loção anti-piolhos naquela do "deixa-me lá calar esta gaja". Lá faço tudo direitinho e quando a começo a pentear e começam a cair piolhos garanto-vos que me ia saltanto o coração pela boca. Ela que nunca teve nada disto, depressa instalou o pânico cá em casa, a começar por mim que estava em histeria. Isto tudo, sem que ela se apercebesse porque se isso acontecesse era sinal que até a senhora do talho saberia. A esta altura já usei duas loções, um shampoo e um repelente tão potente que nem eu me consigo chegar à garota! Piolhos já consegui exterminar, agora lendeas, filhas da puta das lendeas não as consigo tirar nem ao puxão. Estou a ensandecer! 

Sossega coração

Então lá vai ela fazer  a segunda ressonância com uma porcaria espetada no braço porque a médica achou que eu tinha uma lesão no cérebro. Dito assim parece objectivo, mas perde-se a objectividade quando se está dentro da máquina e se tem um ataque de choro (sim, aconteceu!). Mas depois lá acalmei e afinal não havia lesão nenhuma era apenas a morfologia do meu cérebro que por sinal até é bonitinho e ao preço que esta cabecinha tem ficado bem pode ir para estudo daqui a uns aninhos quando eu vir a luz!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A mãe da namorada do meu filho

"Faz sopas óptimas (não são assim pegajosas como as tuas...), nos tempos livres faz rendas de bilros e adora passar a ferro. Perguntou-me se tu também eras assim. E eu respondi que eras capaz de dar uma perninha nos bilros...!"

É tão bem educadinho este meu filho, que quando disse isto diz que só me via no sofá a ver séries a rodos.... 

Resultado: ri o equivalente a 20 sessões de abdominais!

A sério, isto acontece às pessoas normais?!

Acabam de me telefonar. Segundo parece, a ressonância ao meu cérebro levanta dúvidas à médica. Vai daí a sra quer fazer novo exame, mas desta vez com contraste. Posso avançar que a hipocondríaca que habita em mim já vomitou duas vezes e tem uma dor no lado esquerdo do peito...receio que não chegue ao exame!

Realidades

Madalena: "Às vezes vocês dizem coisas que eu não percebo!"

Eu:" Óh filha, mas quando for assim dizes que nós explicamos-te melhor. Não queremos que fiques com dúvidas!"

Madalena: "Mas eu tenho a sensação que vocês falam assim de uma forma estranha de propósito para eu não perceber!"

Perspicaz, a miúda!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Como é que é, já se pode começar a fazer a Árvore de Natal?

E assim foi...

Lá fiz os exames todos... venham os resultados que a malta está preparada!

E ontem despedimo-nos do Zé. Fónix, como doeu, e dói e pensamos nele e na mulher e nas filhas a toda a hora. Foi devastador a despedida. Que valente merda! E nestas alturas é difícil acreditar no destino e que estava na hora e que tinha de ser... não tinha nada! Um gajo como o Zé devia durar até aos 110 anos cheio de pica. Ontem, enterrámos uma pessoa genuinamente boa. Foda-se!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Pessoas de bem, rezai. Eu agradeço.

O sábado começa com uma notícia macabra, um amigo nosso falecera num acidente de trabalho. Merda. Como é possível. Logo o Zé, um gajo tão porreiro, tão pacato, tão amigo. Por ironia do destino a filha mais nova estava a tocar no ensaio da orquestra, ali ao lado onde se dera o acidente.
Fosga-se, com tanta gente má por aí, logo tinha de ir o Zé.
Não mais conseguimos gerir o fim de semana da mesma maneira, os nossos pensamentos iam sempre para eles. Para a mulher e para as duas filhas (uma delas grávida), foi a catástrofe. E eu com esta minha incapacidade de lidar com a morte, vivo apavorada que a vida me troque as voltas para me dar uma lição.

De tarde, começo a receber sms da CUF, uns atrás dos outros: exames marcados seguidos sem intervalos nem falhas. Os primeiros começam na 2ª feira, mais uns na 3ª e por aí fora. Estou borrada. Não dos exames, mas dos resultados. Fónix, afinal vão andar aqui a escarafunchar o cérebro de uma pessoa. Apetece-me vomitar, vou beber antes um chá. 

Vamos dar uma caminhada, só os dois, é domingo a Madalena foi para o Pão por Deus e o João está a estudar. Este homem conhece-me até pela respiração :"Choras o que quiseres, depois enxuga bem  as lágrimas que vamos começar a correr!". Não consegui chorar, pelo contrário mandei uma gargalhada.
Bora lá a isso, mais uma moedinha, mais uma voltinha! 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sou gaja de compras

Não venham cá com esquisitices que não compram aqui ou ali porque esta ou aquela loja não paga impostos. Sabem a quantos restaurantes dos bons já fui, daqueles onde deixamos metade de um ordenado mínimo e na hora de registar a factura no portal das finanças... colapsou-se do universo?! Pois bem, eu compro praticamente em qualquer sítio, basta que haja um critério: que eu goste! Então não é que ontem para fugir ao dilúvio enfiei-me numa mega loja chinesa e sai de lá com roupitas de meter a Zara a chorar. 
E olhem que havia por lá figuras públicas.... Anda tudo ao mesmo!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

D. Lucinda

O meu querido, fofo e lindo jipe traz uma senhora incorporada que está constantemente a querer meter conversa connosco ela é "boa viagem", "início de funções", "local desejado?", "vídeo ou álbum?"... mas a minha preferida é quando estamos todos a conversar e ela do nada diz "como?!".
Tanta intimidade já faz dela parte da família pelo que a baptizámos de D. Lucinda.
Isto é tudo muito bonito, mas hoje já azedei com a D. Lucinda, ela queria conversa e eu dizia "ó Lucinda cala-te lá que eu quero ouvir a rádio comercial!" ao que a Lucinda me diz "destino imperceptível" e eu grito "comercial...rádio comercial!". Do banco de trás, cansado de ouvir o mulherio a discutir, grita o meu filho "desactivar"... e não é que a Lucinda lhe responde "sistema desactivado". A cabra foi o caminho todo calada que nem um rato. Será que nem no carro consigo exercer autoridade!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Madalena Report #4

Caiu na escola.Tem uma contusão no pé, feia como tudo. Fica o resto da semana em casa a brufen, gelo e pé levantado. Não pode andar, o que significa que Sua Alteza é transportada ao colo pelos serviçais que povoam esta casa. Portanto ontem tivemos um final do dia animado com a jovem a relatar e a pedir justificações de tudo o que sucedida nas urgências hospitalares. Ousou fazer uma birra à saída do hospital porque queria um bolo, digo ousou porque levou um grito como há muito não ouvia, com o pormenor de eu estar descabelada por ter corrido o hospital com ela ao colo e com umas olheiras do tamanho de uma cratera de um meteoro.
Em suma, goza de saúde, o disney on demand foi novamente activado e estamos constantemente a ser chamados de cada vez que ela quer ir a algum lado. Há lá cenário mais idílico?!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Aceito mecenas para arnica

O meu filho homem nunca me apareceu com uma nódoa negra em casa, e olhem que até chegou a jogar futebol (desporto de macho) apesar de pedir sempre ao treinador para ficar no banco. Mas pronto lá se mexia e levava encontrões, tinha brincadeiras de gajo na escola, agora nódoas negras e arranhões, nada.
A minha filha mulher pratica hip hop (o ballet era demasiado lento para ela) e equitação, tem brincadeiras de gaja e esbardalha-se em todo o lado. Só na última actualização, contabilizámos um joelho esfolado (levou um encontrão na caixa de areia da escola), uma nódoa negra gigante (cada vez que vai a casa dos avós acha um piadão eles viverem num prédio e de cada vez que visita uma vizinha cai nas escadas) e mais três nódoas de nível III (nós já lhes atribuímos níveis). 
De modos que eu venho apelar para mecenas para sticks de arnica. Somos fixes, bem dispostaços, e sobretudo conseguimos provar que as mazelas não foram perpetradas por nós. Muito obrigadíssima!

Esta tipa tem uma sorte nos pais que tem...

Na manhã de sábado, lá vamos nós do Oeste para Campo de Ourique. Chovia a potes, Lisboa mais parecia uma prova de circuitos a contornarmos caixotes do lixo e ramos de árvores. Na rádio dizia-se para a população se resguardar em casa, avisos amarelos, laranjas e às bolinhas vermelhas. Mas nós não, saímos à rua e enfrentámos o dilúvio para irmos com a nossa enferma à dita consulta de oftalmologia. Durante o caminho todo repetiu constantemente que não vi nada, é natural, nem ela nem nós, chovia a cântaros.
Esteve no gabinete mais de uma hora, a médica fez-lhe todos os exames possíveis e imaginários e a gaja (entenda-se, minha filha) dizia à médica: "Faz-me mais um teste que eu quero usar óculos!" Foi um filme cómico do caraças no qual eu tinha o pensamento constante no "vou ter mesmo de pagar a consulta desta tipa?!"Depois de tudo, a sapiente médica diz "Madalena, tenho de te dar os parabéns: tu vês muito bem! Se toda a gente visse como tudo, seriamos muito felizes!" e a outra deu de chorar "eu dou sempre prémios a quem passou nos testes todos..." e o dilúvio ocular ganhava terreno "sabes que na escola os outros meninos costumam ser muito cruéis para quem usa óculos" e a carpideira respondia "mas eu cá não me importo que me chamem nomes, eu só quero é usar óculos",... 
Sai do gabinete ladeada de kleenex e a despedir-se de uns Ray Ban by Hello Kitty que tinha avistado. Depois de toda aquela espectacularidade, a funcionária diz-lhe "ouvi falar de um prémio por veres bem?! Gostas de Barbies, Ken ou Barriguitas?" enxuga as lágrimas, engole a ranhoca, ergue a postura e negoceia "não há por aí Lego Friends, não?!"

Com outros pais, esta jovem levava um enxerto de porrada em pleno consultório médico por estar a inventar merdas só para usar óculos. Como lhe saiu na rifa estes parvos, saímos a rir que nem parvos e a gozar o prato.

Pronto, eu também lucrei um bocadinho com isto porque era imperativo libertar toda esta carga emocional, e naturalmente ir a Campo de Ourique e não ir à Companhia do Campo não é dia, rigth?!

domingo, 18 de outubro de 2015

Deus lá vai sabendo o que faz

Quando a Madalena nasceu, passado um/dois anos andámos a ponderar seriamente em ter um terceiro filho. Fomos a consultas pré-natais, faziamos exames e sobretudo treinávamos que nem Nélson Évora. Mas a coisa acabou por não se dar e nós, muito honestamente, também não estávamos muito stressados e rapidamente perdemos o interesse.
Ontem estivemos com um casal amigo que tem três filhos, sendo que o do meio tem o feitio igualzinho ao da nossa pequena Mada, e percebemos o quão Deus Nosso Senhor foi generoso connosco. Obrigada Big Boss, és grande! Tás cá dentro pra vida! 
Só vos digo, o cenário a que assistimos era devastador, sendo que já vi furacões mais brandos que aquele trio. Que Deus dê a estes pais muita saudinha e sanidade mental, que ao que me pareceu já está para os lados de Bagdad. 

É uma pocilga, é uma doninha, não é a Ginja!

Esta cara diz assim:
"Eu sei que fiz merda ... eu sei que andei atrás de ratos e estou toda suja ... eu sei que andei a noite toda à chuva só porque sim...eu também sei que cheiro muuuuuito mal ... mas ignorem tudo isso e deixem-me fazer uma sesta dentro de casa. Pleeeeease!"

Este poderoso cão de guarda (sintam claramente o meu tom irónico) quando a mandamos para a cama corre para a sala e fica enroladinha num tapete. Maricas e mal cheirosa, mas depois faz-me estes olhinhos e eu não resisto a esta pequena besta que amo de paixão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Madalena Report #3

Vou buscá-la à escola. Atira-se para dentro do carro e diz:
"- Estou de rastos. Vou chegar a casa, tomar um bom banho, levas-me o jantar numa bandeja e pronto. Não me peçam nada hoje que eu estou demais!"

Está provado: criei uma diva!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quero-me de volta. Quero-nos de volta.

Ao início foi tudo muito confuso. Havia decisões para tomar. Medidas a adoptar. Miúdos para levar para a escola. Lanches. Horários. Mudanças de horários. Medicação para administrar. Procurar especialistas (e tinham de ser os melhores). Marcar consultas. Gerir horários e tempos. Ensaios do mais velho. Actividades da mais  nova... Esta foi a realidade do meu marido enquanto eu apagava do mundo. Difícil e dura. E se estava assustado!
Havia tanta coisa para tratar que não havia tempo para pensar. Deixei que o João cuidasse de mim,  como deixo sempre, deixei-me levar e francamente se há coisa em que ele é bom é no cuidado e no mimo. Mas o tempo vai passando e a paciência vai cedendo e eu francamente sinto-me um fardo. Ele quer-me ver melhor, diz que eu tenho de ir com calma, mas depois nada disso se reflecte no seu comportamento irritável. Ele quer que eu volte ao que era, mas eu também (numa versão melhorada, se possível)
Agora é ele que precisa de ajuda, embora não o admita. Não é fácil tolerar tanto disparate da mulher com que se casou. Não era assim que devia ser suposto. E eu até devia ter previsto que um dia me iria dar a macaca.
Merda, quero-me de volta, quero-nos de volta, quero mudar tudo em tão pouco tempo e não consigo,... E estou perdida, tão duramente perdida!

Há lá galocha mais linda!

Assim que muda a estação eu, tal como a maioria do mulherio, começa a pensar em roupa, acessórios, sapatos, botas e que demais.
Cá em casa o recadinho já foi dado. Vamos ver se pega. Digam lá se não são de se comer. E há igualzinho para a Mada...vamos ficar tão lindas!!!

Madalena Report #2

"- Bem hoje na escola ninguém comeu o segundo prato ao almoço!"

"-Então porquê?"

"- Porque os grandes estavam a dizer que tinham visto latas de comida de cão a entrar na cozinha, e que era isso que íamos comer... Já viste o nojo!!! Blhac."

Acreditem que argumentei com fortes convicções porque a comida na escola dela é muito boa, mas quem sou eu perante "os grandes da escola"...

Criancinhas tão fofas, lindas e inocentes!

Madalena: "Mãe, quando nos despimos estamos a fazer um strip?!"

Eu: "... um quê?! Um strip? Onde é que ouviste issso?!"

Madalena: "O Bernardo diz que quando nos despimos e vamos para a cama dar beijos é um strip!"

Eu: "... ele deve ter confundido alguma coisa que ouviu. Despimo-nos para tomar banho e vestir o pijaminha e a família dá beijinhos de boa noite. Como vês, ele deve ter percebido alguma coisa mal."

Madalena (perdida de sono e a revirar os olhos): "Não sei se é bem assim, mas se calhar ele ouvi mesmo mal!"

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Toda uma nova forma de comunicar

Quando o João era pequeno e não queríamos que ele percebesse o que dizíamos, falávamos em inglês. Quando o inglês já não era suficiente, recorríamos à língua gestual (o pai tem curso) só que depois o fulano também sabia alguma coisa e desistimos.
Com a Madalena nada disto funciona porque ela se não percebe não se cala enquanto não lhe dizemos, vai daí aderimos aos sms.
Curioso é ter o meu filho no quarto dele a enviar-me mensagens, que estou na cozinha, porque não quer que a irmã saiba de dada assunto...
Quem manda ser desbocada!

Confidências muito pouco interessantes

Em tempos comprei umas sabrinas na Primark por 1€. São giras que dói e têm durado à custa de cola UHU. Ficam logo como novas. 
Cada vez que o verão acaba fico triste porque as minhas sabrinas UHU serão arrumadas. Até pro ano queridas! Eu não desisto de vocês!

Volto a reforçar: quem pensa em ter filhos, não percam este blogue de vista. Olhem que vos pode muito bem sair assim uma na rifa!

Dizia o Joãozinho que a Kloé Kardashian tinha gasto uma fortuna para remodelar o corpo. Enquanto ele falava a Madalena pedia-lhe que lhe mostrasse uma fotografia da dita senhora.
Depois de uma observação clínica, a jovem conclui:
" - Bem mãe ela está mesmo parecida contigo. Foste ao mesmo médico que ela?!"

" - Fui querida, o médico só não me conseguiu foi esticar e pôr-me com 1,90m, caso contrário somos gémeas."

" - Poooooois são! O cabelo, os olhos, a boca,... o rabo grande!"

Uma mãe não merece!


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Há coisas tão lindas!!

Comprámos um carro com um sistema informático XPTO e que obriga à compra de um iphone. Ora eu, que tenho um smartphone a cair aos bocados derivado das inúmeras quedas sofridas, estou aqui tão contentinha! O meu marido nem por isso... há características masculinas que não se entendem!

Madalena Report

Na Escola:
  • Já está na fila da frente, segundo se consta (más línguas) a miúda tende para o falatório e gosta de dominar todos os assuntos dentro da sala;
  • Frustra com facilidade perante algo que desconhece (JU-RA) porque quer fazer tudo muito bem feitinho;
  • Garante que já sabe ler e não lhe venham dizer o contrário;
  • Por ela, deixávamos-la no estacionamento da escola e ela fazia-se à vida, incluindo atravessar a estrada sozinha porque as amigas ou alguém conhecido acabou de ser avistado e ela logo pela manhã tem muito que pôr em dia...uma canseira;
  • Todos os dias se esquece de alguma coisa: casaco, gancho, lenço, lancheira;
  • Dos dois lanches que leva (um para a manhã, outro para a tarde) acha muito interessante partilhar com os colegas e de manhã já marchou tudo. Resultado, à tarde vai pedir leite escolar à professora (ao menos desenrasca-se);
  • Quanto aos materiais também é muito generosa na sua distribuição pelos colegas;
  • De repente diz que vê mal. Não sei se o faz porque acha muita piada aos óculos do irmão ou se está mesmo pitosga. Dependendo da resposta do oftalmologista, lá pensarei no que fazer à cachopa, se a viro do avesso por ver bem ou me penitencio por ignorar a pobre alma;
  • Tem um colega da turma chamado Apolo, mas ela insiste que a criança se chama Marco Polo.
No ATL:
  • Já disse à monitora que tinha sido roubada na maternidade, porque viu no "Mar Salgado" uns bebés que foram trocados e ela acha que a história de vida dela também começou assim;
Na Catequese:
  • Uma palavra: ME-DO! Pela falta de filtro e porque desde o ano passado que diz que a história do Menino Jesus está mal contada: o José afinal não é pai coisa nenhuma e a Maria se não teve nenhuma semente plantada na barriga (pelo José) é porque... a criança foi roubada na maternidade. Lá está!

E assim se passam duas semanas de aulas. Tenho para mim que vai ser uma animação... ou não!

Gosto de gente bem educada

Gente que deixa um sorriso e torna aquele momento mais leve. Gente que abraça forte e diz "bem vinda" de forma genuína. Gosto de gente que se preocupa, que está atenta aos pormenores. Gosto de gente assim, e gostava de poder privar diariamente com mais gente assim. Já eu sinto-me grata por ser exactamente assim.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

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Madalena: "A professora esteve a explicar que há muito tempo... no tempo dos reis e das rainhas... quando vocês eram pequeninos..." 

A seguir a uma introdução destas já ninguém consegue ouvir mais nada, certo?!

Algo que nunca ouviram sobre as eleições

Só passados alguns dias percebo que votei num partido que não queria ter votado.
Opá, os símbolos são todos iguais. Uma pessoa confunde-se. E também já não vai para nova. Triste é ter constatado dias depois das eleições ao olhar muito seriamente para um outdoor.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sou tão ingénua que só me apetece sovar-me até ficar toda negra!

Eu pertenço aquele grupo raro de seres estúpidos que acha que todas as pessoas mudam, ou melhor, amadurecem. Amadurecem e tornam-se pessoas melhores, mais calmas, tolerantes com os outros, assumem os seus erros, elevam os interesses de quem precisa em detrimento das suas futilidades,... 
E depois, depois percebo que o mundo gira, as guerras lá para as terras onde já só restam destroços continuam, o buraco do ozono  já não é do tamanho do meu punho, ... e as pessoas más continuam verdes na árvore da vida. Porquê? ... porque a essência nunca se perde. E eu, vou enfiar mais uns comprimidos pro bucho e ver se esta ingenuidade indignante me passa! É que quero muito trabalhar e estas coisas ainda me desorientam!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

De manhã levantou-se e lembrou-se que tinha filhos... e depois deu nisto!

Trabalhar numa CPCJ é para quem os tem no sítio. Digo-o sem falsa modéstia. Todos nós (técnicos) em algum momento das nossas vidas já vislumbramos um cenário como o que se passou hoje em Lagos. Isto porque as condições em que trabalhamos são precárias, inseguras e inóspitas. Todos nós já vaticinámos levar com um balázio ou uma arrojada à entrada ou saída das instalações, ou a cada visita domiciliária que fazemos. Só eu já tive três furos nos pneus, recados no vidro do carro e uma criatura à porta da escola da meu filho. Os meus colegas também já tiveram a sua dose.
De facto nós somos heróis comuns, sem capa nem dom especial, porque é preciso ser-se herói para trabalhar lá de borla (sempre em representação das instituições onde trabalhamos), sermos apontados na rua como bestas, termos jornalistas a não entender muito bem o que fazemos o dia todo quando a coisa corre para o torto, ...
Aos colegas de Lagos, que viram a vidinha a passar-se à frente dos olhos, vai daqui um sincero abraço de solidariedade. Porque amanhã terão de se levantar da cama e esquecer tudo o que aconteceu hoje, é que a falta de pessoal não permite grande traumas.

domingo, 4 de outubro de 2015

Agora sim, estou preparada para falar


Quem teve uma infância alegre, uma adolescência porreira e uma vida adulta feliz e confortável sem grandes problemas ou sobressaltos, não vive preparado para que a vida lhe preste rasteiras. Acredito que às pessoas menos afortunados também, mas de alguma forma a vida dá-lhes um traquejo duro e prepara-as para o embate. Eu não estava preparada. Aliás, acho que nunca me deixei levar pelos tropeços porque levo as coisas com tal leveza que a vida acaba por retribuir. Mas desta vez não.

Fomos de férias na segunda quinzena de Agosto para a casa dos meus pais no Algarve. Foi tão bom, mas tão bom. Tinha a família, os amigos, os miúdos todos à nossa volta e tão felizes. No entanto, comecei a reparar que alguma coisa estranha se passava comigo: eu sofro de privação de sono e sou acompanhada por especialista, mas como é que depois de um dia inteiro de caminhadas, mergulhos, jogatanas de ténis, noitadas das boas, e medicação para dormir,... não acontecia nada, em suma, eu não dormia. As noites eram passadas na varanda do quarto acompanhada pelo João que entretanto também não dormia de preocupação.
 Era sabido de todos que eu precisava de férias, o stress dos últimos tempos do trabalho havia sido bastante grande, mas as férias estavam a correr tão bem que eu nem sequer pensava em trabalho. Mas o inexplicável continuava a acontecer: eu não dormia!
Chegámos a casa um dia antes de eu começar a trabalhar: era preciso ir ao cabeleireiro, à manicure, à pedicure, comprar os materiais escolares, lá, lá, lá. E eu estava bem, ou pelo menos parecia.
Chegada ao trabalho senti o carinho habitual "que escândalo de bronzeado é esse", "esse loiro fica-te a matar", "fónix, então não é que ela vem mais magra", vá lá, digam se havia motivos para ir abaixo?! Claramente, não.
Até que ao segundo dia de trabalho, na hora de sair lembro-me de estar a enviar um último email, de olhar para o relógio e não conseguir perceber que horas eram, olhei para o computador e as letras não faziam sentido e ... apaguei. Eu acho que desmaiei, mas parece que não, segundo dizem dizia coisas sem sentido, babava-me, chorava e deambolava. Acordei dois dias depois numa maca no corredor do hospital, cheia de tubos, com uma dor de cabeça terrível. Eu queria falar, queria que me ouvissem mas parecia que ninguém entendia o que eu dizia, só ouvi a voz do João a dizer que agora estava bem porque estava no médico. O diagnóstico fora exaustão. O cérebro tinha atingido o seu limite e, segundo revelavam os exames, algumas células cerebrais já tinham ido, o curto circuito deixava-as irreparáveis.

Os primeiros tempos foram horríveis, sem reconhecer o espaço e o tempo. Sentir que se me deixassem no meio da rua ficava ali. Passava dias inteiros a chorar. Eu queria a minha vida de volta e estava tão dopada que nada me fazia reagir. Eu precisava de dormir o máximo possível, e foi nesse sentido que os médicos actuaram. Perdi o controle da minha vida, da minha privacidade, do meu pudor (quando nem controle dos esfincteres tinha). Tanta coisa, tanto pormenor que vos poupo.

Quando fui para casa cheguei a acordar a meio da noite e a ver os meus filhos e o meu marido agarrados a chorar. Certa noite dou com o João de joelhos a acender velas, a rezar e as lágrimas a caírem-lhe para o chão.

Hoje, já comecei a reduzir a medicação. Já me sinto mais gente. Já comecei a conduzir pequenos percursos (nos entretantos havia desaprendido por completo de conduzir). Quero começar a trabalhar o mais depressa possível e isso "obriga-me" a espevitar e a retomar as rotinas diárias.

Obrigada a quem me mandou mensagens a acusar o desaparecimento. É bom saber que sou lida e acarinhada. e agora prometo não desaparecer.

Beijinhos grandes,
Sónia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Se os encontrarem numa quermesse, fui eu que os rifei!

João: "É verdade, a escola já terminou há imenso tempo e ainda não debatemos a minha prenda de passagem de ano!"

Eu: "Tens toda a razão, mas ainda não nos disseste o que querias"

João: "Porque tenho andado a pensar no assunto. Lembras-te quando tinha uns 10 anos e pedi de prenda de anos uma noite num hotel cinco estrelas?!"

Eu: "Sim, e..."

João: "E, estava a pensar no mesmo. Foi tão fixe que gostava de repetir."

Eu: "Sabes que és menor e que tens de ir acompanhado por nós, não sabes?! ... Parece-me uma excelente ideia."

Madalena: "Pode ser no estrangeiro?! Vá lá, por favor ... eu adoro a comida do avião!"


Dizem que se contrariarmos as crianças eles ficam cheios de traumas e coisas más na cabeça! Eu cá não quero arriscar a ter crianças problemáticas e por isso acho que se deve fazer as vontades aos meninos!

3, 2, 1 ...

Estou em countdown!
Parece que já foi há uma eternidade, mas sempre com o mesmo charme!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

À beira do colapso

Nunca em nenhum outro ano precisei tanto de férias como agora. Estou a entrar em colapso, sinto-o fisicamente e pior do que isso, sinto-o mentalmente. Estou há um ano sem férias, num trabalho profundamente desgastante. O apoio médico já não é suficiente, a medicação já não funciona porque aquilo que é fundamental eu não tenho: repouso. Estou no red line, consigo avistá-lo nitidamente. E o mau disto tudo, é que sei perfeitamente que os poucos dias que me separam das férias vão ser péssimos. Esta coisa de estares no teu limite e consciente do teu estado é terrível. Deus me proteja, o pedido é mesmo sério. Protege-me para ver se me aguento nestes dias e para que as férias sejam o garante de estabilidade psicológica ...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Foi noite de concerto do Tio Zé Cid ...

... e A-D-O-R-E-I. Que energia, que alegria, num concerto ao ar livre sob a brisa sempre fresca da região oeste. Diz que regressa lá para Outubro num concerto de angariação de fundos a favor dos bombeiros voluntários locais, a custo zero. E eu para além de dançar e pular muito e rir ainda mais, aplaudi muito, muito, muito. Grande lição de vida este Tio Zé! Simply the best.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

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Tenho para mim que é impossível ficar-se triste ao som desta música. Fico logo com vontade de abanicar a anca.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

"Impossível é só um exagero para difícil"

E assim se apresenta uma reportagem brilhante que cá em casa fizemos questão de ver os quatro. A Madalena fazia algumas perguntas que nós respondíamos prontamente e o Joãozinho estava lavado em lágrimas. O que a SIC ontem mostrou foi uma lição de vida que todos deviam ter oportunidade de experienciar, uma colónia de férias em que crianças invisuais eram assessoradas por crianças da mesma idade com visão. "Brutal" segundo as palavras do meu filho que tentava engolir as lágrimas.
Parabéns à jornalista que fez um trabalho muito clean, muito honesto sem apelar à história do desgraçadinho. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os meus medievais já rumaram caminho

O Mercado Medieval de Óbidos terminou e a casa ficou vazia. Sim, porque este acampamento de primos cá em casa tinha um propósito: fazer voluntariado na Medieval, mais especificamente na Taberna da Música (a escola do João). 
E que experiência, minha gente, eles serviram às mesas, aceitavam pedidos e encaminhavam para a cozinha, levantavam e limpavam mesas, recebiam dinheiro, faziam trocos (a maior parte das vezes com direito a gorjeta), fatiavam o pão, o chouriço, empratavam bifanas, aprenderam a tirar uma boa imperial e a fazer umas sangrias divinas... Depois, chegavam a casa às duas da manhã completamente exaustos e com um cheiro a fumeiro horrível, tomavam banho, iam cear e ficavam na conversa até às tantas.
A opinião de todos foi unânime: "que experiência fabulosa, é claro que temos de repetir todos os anos".
A minha opinião é que foi fabuloso ver a boa educação destes miúdos (estes adolescentes que por vezes subestimamos com a justificação de que a adolescência é uma fase do demo), a capacidade de trabalho, de resiliência, de gestão de conflitos (gerir clientes com fome não é fácil e eles foram magníficos, lá iam dando uns chouriços e umas morcelas para se entreterem e não perderem clientes), a simpatia, a boa disposição, ...
Toda a gente gostou deles e eu fico efectivamente orgulhosa, porque por muitas dores de cabeça que dêem estava ali a prova de que valeu a pena.
Cá em casa já não há colchões no chão, pilhas de roupa para lavar, cozinhados vegan (mentira, que algumas coisas gostámos imenso e fazemos questão de incluir nas nossas ementas), migalhas de bolacha e corn flakes dentro da cama, cheiro a cholé quando se entrava no quarto, produtos de higiene distribuídos pelas casas de banho da casa, ... Voltámos à rotina a quatro que é muito boa, mas estar com esta malta neste registo deixa saudades.

Férias ... cadê?!

Em meu redor gravitam pessoas que já foram ou que estão prestes a ir de férias. Eu, gravito em redor de trabalho aos magotes e férias nem vê-las. Resultado: como para este peditório eu já dei, nem disfarço o mau humor com um sorriso amarelo.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Casa cheia ... de serviçais! A-d-o-r-o

Ter uma família numerosa deve dar uma trabalheira dos diabos. Contudo, acredito ter descoberto umas vantagens, nomeadamente ao nível doméstico. Reparem, com tanta gente em casa passo a vida a dar ordens: tu fazes isto, tu fazes aquilo. Quando chego a casa, tenho sempre quem se ofereça para dar banho à Madalena, põem e levantam a mesa, tiram a louça da máquina e arrumam-na, trazem-me o cafézinho à sala enquanto me espojo no sofá, e na hora de dormir tenho sempre quem deite a Madalena para eu não interromper a série que estou a ver. De maneiras que tem sido uma maçada, uma trabalheira desgraçada. Há vidas dificéisssssss!

Uma semana em modo vegan

Ter uma sobrinha vegan em casa está a ser uma aventura. Nós, habituados à bela da chicha, ficamos agora a par de tudo o que diz respeito a esta tendência. A pessoa mais improvável de entusiasmo é a que está mais fervorosa em descobrir coisas: o meu homem. Tirou a barriga da churrasqueira e meteu-a em frente ao wok. E as especialidades que têm saído daquelas mãozinhas, ui, ui! De maneiras que já andamos todos com cara de brócolo, mas a gostar da coisa. É claro que assim que ela for para a casa dela vou-me mandar a uma posta mirandesa com uma velocidade olímpica que esta coisa de ser green só mesmo no clube de futebol.

A propósito do post de ontem

Uma amiga minha leu-o e ligou-me a ralhar porque exige que o rectifique. Exige que eu diga que sou das pessoas que "aguento mais pancada psicológica" que ela conhece. Que raramente assumo as minhas mazelas psicológicas e quando o faço é porque a coisa está mesmo mal. Que estou sempre a rir e quando não o faço é mau sinal.
Pronto, a rectificação está feita e tive um encremento motivacional do caraças. É por isso que amo de paixão os meus amigos, até podem ser umas bestinhas quando é a altura de me pôr nos carris, mas são genuínos, doces e leais para chuchu.

terça-feira, 28 de julho de 2015

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Ando tão cansada que tive de recorrer a apoio médico. Ou isso ou tenho a certeza que não chegaria com sanidade às férias. A somar a isto tenho uma casa com sobrinhos adolescentes (esta parte adoro, chegar a casa e ter esta alegria toda), a Madalena doente, a gestão de um filho em crise com a namorada, ... Há coisas piores, este cansaço e estas lamúrias não são nada, são só isso lamúrias. Queixinhas baratas. Sim, sou uma fraquinha de primeira.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Do 22.07

O nosso final de dia ontem foi divino. Descobrimos um restaurante fabuloso lá para os lados da Ericeira e lambuzamo-nos com tudo aquilo que gostamos: peixe grelhado, marisco, naco na pedra, ... Na hora de escolher o vinho, optamos por um que afinal não havia, e a funcionária propõe-nos como alternativa um que para ela era maravilhoso. Eu e o João olhávamos um para o outro, demos as mãos e riamos. Riamos e trocávamos olhares cúmplices, até que sentimos necessidade de nos justificar "o vinho que nos sugere é o vinho que bebemos no nosso casamento ... e hoje é o nosso aniversário". Lá está esta coisa da coincidência que a tenho por destino. Estávamos felizes, genuinamente felizes. Explicámos aos nossos filhos que aquele era O DIA, aquele dia mais importante que os nossos (meu e do pai) aniversários, mais importante que o Natal ou qualquer outra festividade, porque é O DIA em que tudo começou e nos tornámos uma família. Fizemos brindes e pedimos desejos. No final questiona a mesma funcionária "Vocês são sempre assim tão alegres? É tão bom de ver".
Claramente não somos, ou melhor, não somos sempre alegres, porque somos pessoas feitas de matéria sensível, mas fazemos o pino e mortais encarpados para que a maioria dos nossos dias sejam assim, alegres e em paz.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Dos nossos momentos ...

Ontem ao final do dia riamos perdidamente com mais uma das minhas distracções típicas e parvas.

João: "Percebes agora filho porque é que eu casei com ela?! Rapidamente percebi que não iria sofrer  de tédio!"

15 anos de tanto amor

Hoje fazemos 15 anos de casados. Hoje, segundo a Rádio Comercial, é dia da Madalena. E eu acredito que não há coincidências. Há 15 anos vivia o dia mais feliz da minha vida, sim, esse foi o dia mais feliz da minha vida. Há quem considere o dia do nascimento dos filhos como o mais feliz, eu não acho, porque há tantos nervos, tanta tensão, tanto stress que de feliz tem pouco. Se me falarem no momento mais marcante da minha vida, aí sim foi sem dúvida quando os vi, quando os beijei, quando os cheirei. Mas o dia mais feliz, foi sem dúvida o dia do meu casamento. Foi um casamento maduro (nós já vivíamos juntos) e portanto foi muito pensado, muito planeado, muito tranquilo e sobretudo muito apaixonado e divertido. Neste dia baptizamos o Joãozinho numa cerimónia tão linda e emocionante que até o diácono chorou. E eu sinto-me tão amada ... como me sinto hoje. A vida pode dar voltas e pregar partidas, mas o 22 de Julho ninguém mo tira!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Notícias de Espanha III

Eu: "Então querido, conta-me tudo. Como é que foi a experiência em Espanha? Os concertos correram bem?!"

Ele: "Foi bom, metade da orquestra portuguesa comeu metade da orquestra espanhola! Portanto pode-se dizer que foi um balanço intercultural positivo!"

E pronto ... é isto!

. . .

A minha filha é tão desbocada que eu tomo a pílula às escondidas dela ... só para ela não me fazer perguntas acerca da utilidade da dita!

Digamos que é uma mulher prática

Madalena: "O mano já chegou... yes, já não tenho que pôr a mesa sozinha!"


segunda-feira, 20 de julho de 2015

O piqueno já está nos meus braços

Vem encantado de Espanha, embora diga que em termos musicais preferiu Itália. Foram convidados de honra do Palau de la Musica e vinham todos em êxtase. No final da viagem cortou-se num pé (quem manda armar-se em gajo e ir fazer xixi a uma moita cheia de garrafas partidas!). Trouxe-me uma caneca, bases de copos para o pai e uma mala para a irmã,... e apesar de ser só pelo simbolismo gostei muito de se ter lembrado de nós. O meu menino, a quem eu dou pelo ombro, está grande e em mim reside um misto de "tempo volta para trás que te quero pequeno" com o "é um privilégio ver no que te transformaste". 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Notícias de Espanha II

Pronto, ao que parece o rapaz continua com voz e já se fez ouvir. Está a gostar muito da experiência. Foram tocar à magnífica  Berklee School of Music e deram um concerto "do caraças" (cintando o próprio) e estava maravilhado. Está a detestar a comida "ao pequeno almoço é sempre doce de melocoton e o pão é uma porcaria" e o hostel onde estão hospedados "não é um hostel, é um bostel...safa-se a casa de banho do quarto". De resto, está no céu a fazer o que gosta com quem gosta. 
Aqui a coruja, ficou feliz e com o coração já mais compostinho.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mais um dia na vida de uma assistente social

Alguns dos meus dias são passados a gerir conflitos entre pais. Desses dias, passo grande a travar autenticas negociações que, em nome do superior interesse da criança, mais parecem acordos entre multinacionais onde tudo, mas absolutamente tudo tem de ficar medido ao milímetro. O que é que isto significa? Que me sinto numa arena, num campo de batalha onde os pais utilizam a criança que maos parece uma bola de pingue-pongue, jogada ora para lá ora para cá. E no fim das contas feitas, quem é que ganha com isto? Ninguém, naturalmente. Só traz prejuízo para todos, incluindo para mim que vou ao limite para pôr juízo na cabeça de gente doida (não há outra forma de o dizer). Hoje, às 09.30h da manhã saltou-me a tampa e saiu-me um "estou farta de vocês, farta dos dois, farta dos vossos advogados, farta que me façam de pombo correio, farta que ninguém tenha a sensatez de parar de jogar ténis com a cabeça da criança!!" Confesso que em tantos anos de profissão nunca tinha explodido assim (pelo menos às 09.30h da manhã!). Havia uma advogada que estava de olhos completamente arregalados, de tal forma que achei que a senhora tinha achado que eu tinha ensandecido de vez, mas não, queria dar-me os parabéns porque ela tencionava dizê-lo tantas vezes e nunca tinha tido coragem.
Para a semana o filme continua e tenho para mim que ainda assim as coisas não vão melhor!

Mercado Medieval de Óbidos 2015

Por estes dias andamos por aqui. Já sabem, a melhor companhia está na Taberna da Música do SMRO. Nalguns dias estarei a servir os fregueses, apareçam que eu pago a ginjinha!

Notícias de Espanha

O meu filho ao que parece deve estar com um problema na voz, só pode, só isso justifica o facto de não me telefonar. Lá me vou contentando com uns sms onde as palavras chaves são: "tudo bien ... adios ... pouca bateria" . 
Ai, riqueza da mamã que não sabe que a vingança maternal é soberana e que estas parcas palavras lhe vão sair tão caro. Deixa-o chegar a Portugal e vai tirar um workshop "Como optimizar a aspiração central na casa da mamã".

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Mi piquinito já estiá hablando espanholito

O meu filho já chegou a Espanha. Pelo menos já está em terra firme. Obrigada, obrigada, obrigada aos santos que me ouviram (venci-vos pelo cansaço, não foi?!). Agora resta esperar que corra tudo bem e continuar a tomar calmantes três vezes ao dia.

terça-feira, 14 de julho de 2015

. . .

O meu filho entalou um dedo numa tesoura ao final do dia. Até ir para os ensaios (por volta das 21.30h) esteve com gelo no dedo e dizia que as ramificações e artérias tinham ficado comprometidas porque o dedo estava inchado. A páginas tantas lembra-se "caramba, como é que eu toco o fá sustenido?! Este é o dedo do fá sustenido!!" E de repente todas as preocupações universais giram na incapacidade de sair um fá sustenido. Grécia, protestos, negociações políticas, sois uns meninos perante um fá sustenido! Curiosamente a nossa preocupação perante o dedo e o fá eram...zero! Este miúdo vai-me ter traumas, porque o seu lado hipocondríaco é de tal forma elevado que é profundamente cómico para quem assiste e literalmente avassalador para o próprio. Mas pronto, como dizem que o puto sai a mim, o melhor é não cuspir para o ar!

Spanish Tour

O meu filho vai para Espanha. Tour da Orquestra de 1 semana por terras espanholas. 1 semanita em que vou hibernar. E qui Dios Nuesso Sinhor mi ajude a não tilifonar a quiada 15 minuetos.

Não me apetece...

...nada. Não me apetece escrever, andar, respirar (o jeito que dava a alguma gente), falar, sorrir (o que significa que a coisa está mesmo muito mal), comer, beber, ... nada, mesmo nada!
O que é que me apetece mesmo? Que me deixem "sussugadita" no meu canto!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Lição do dia (que aos 39 anos já deveria saber)

Ser honesto, humilde, tratar os outros como gostaria que me tratassem a mim, ajudar ... pagam-se tão caro! Porque quem distorce factos inocentes leva sempre a melhor, infelizmente.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Casillas vai-me dar cabo das ancas

É que apesar de sportinguista devota, tenho para mim que a quantidade de vezes que irei comer umas francesinhas ao Porto são mais de muitas! Cedo percebi que o Jesus mantém o mesmo dialecto, o Bruninho o temperamento e portanto não nos vamos dar bem!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Queridos directores dos conservatórios de música por este país afora:

Sonho o dia em que se vão organizar e prestar um servido de qualidade, no que toca à área administrativa. Já não se aguenta com tanto telefonema, com tanta troca de emails a desmarcar coisas para no fim ficarmos a saber as coisas no café. A malta paga (e não é pouco), as instalações são o que sabemos, e os administrativos deixam taaaaaanto a desejar. Filhos, orientem-se. Hoje, fizeram de mim uma pessoa transtornada. E não é bonito de se ver!

Eles estão impossíveis

Pai e filha estão do piorio, os astros deles estão desalinhados e andam com um humor de cão. Valha-me o meu filho que me vai abraçando e desabafando "Foge, já não se pode com estes dois!"

Eu vou avisando que estou farta, mas ninguém parece acreditar!

A educadora da Madalena ofereceu-lhe uma escova de dentes com música ... da Violetta.
Confesso que por muito amor que tenha à senhora, de manhã e à noite tenho-lhe momentos de ódio!

A minha filha só se mete em merdas...literalmente!

Há uns tempos atrás, no colégio, pediu a uma amiga para a ver a fazer cocó porque sua excelência tinha curiosidade em ver como é que o cocó saía. A outra fez-lhe a vontade só que não acertou no buraco da sanita. Para remediarem a coisa antes que a educadora se apercebesse puseram-se a limpar a obra de arte e o cenário não ficou bonito. Como é que eu soube disto? Porque ela se esparramou nos meus sofás brancos, calçada e diz "... bem, tenho os ténis todos sujos, mas não te preocupes que isto não é cocó de cão, é da M. ..."

Como se não bastasse, ontem diz-me que ficou muito orgulhosa porque ajudou uma colega com diarreia a limpar-se porque se tinha sujado toda!

Agora a sério?! Será que ela só se mete em merdas destas?!
... Para o que eu havia de estar destinada!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pedagogia Raminhos com aplicação prática

Recentemente percebemos que cá em casa o nosso método educativo é baseado no "modelo Raminhos". As loucuras com as Marias dele são as de cá de casa também. Um destes dias riamos que nem uns perdidos com as "Histórias para Adormecer". A Madalena como é uma abelhuda via também e apesar de não perceber nada, ria porque nos via rir. Mas, como esta mania de acharmos que os miúdos não percebem nada é pura ilusão, a tipa sabe a história de cor e reproduz na perfeição.
Claro está que lhe tivemos que dizer que a história tinha umas palavras que ela ainda não percebia, tal e tal e coiso.
Ontem ao final do dia fomos fazer uma caminhada pela praia, e quando estamos a beber um copo na esplanada o Joãozinho diz-me:"Mãe, temos de ir embora, estou cheio de cólicas. Acho que vem aí diarreia!"
Miss Abelhuda que tem imensa dificuldade em falar baixo: "Ai, não me digas que estás outra vez com gonorreia!"

O público na esplanada adorou!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Constatações

Ontem cravei o meu homem para fazer umas coisas de gajo ao meu trabalho (encher uma piscina com compressor exige alguma complexidade à mente do mulherio) e se há coisa que ele adora é estar no meio da criançada. Passou o serão a comentar as expressões de um, os comentários de outro, como os putos são fantásticos, blá, blá, blá,... o entusiasmo era tal que até o mais velho já se ria às gargalhadas.
Olho para eles à distância e penso como as crianças dos outros são queridas, principalmente porque não as levamos para casa!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Eu sei que ando insuportável...

... mas aqueles blogues onde tudo é perfeito dão-me conta dos nervos. Olhem para mim a pintar a casa com estilo, olhem para mim na praia e os miúdos do mais fashion sem um fiozinho de cabelo despenteado, olhem para mim só a passear-me pelos sítios mais in (enquanto não me mostrarem a conta do restaurante, continuo a achar que se sentaram para a foto e bazaram),... eu sei que já tinha falado desta minha relação de amor-ódio com alguns blogues que me mexem com as entranhas. É claro que saio deles com a mesma velocidade com que entrei, mas que me soam a trampa soam e não deixo de me questionar se vão viver a vida toda à custa de patrocínios. Respondam por favor, porque se for afirmativo eu também tenho uns putos giros lá em casa para pôr a render enquanto eu me estico no sofá!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Parece-me que alguém engoliu em seco

No fim de semana, para além de uma gastroentrite descomunal que a Madalena nos passou (os três de cama e ela fina e airosa) quando me pus em pé decidi dar volta aos armários da Madalena. No final das arrumações, haviam separados vários sacos para distribuir. No final digo ao homem:
Eu - "Vês tudo isto? Significa que não podemos vir a ter outro filho. Para além daquelas peças de roupa simbólicas, deixou de haver roupa de bebé nesta casa!"
Ele - "... sim... mas pode ser que seja um rapaz"
Eu - "Lamento, mas as coisa do João também já se foram há muito!"
Ele - (glup)

Primeiro queria um terceiro filho, depois já não lhe apetecia ("vamos mas é fazer umas viagens e tal"), agora que também já me passou a vontade a mim, anda com histórias. Rapaz, ganha juízo!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Cópiazinha da mamã

Ele entrou na sala de espectáculos. Toda a orquestra estava reunida em alegre convívio do lado esquerdo da recepção. O convívio era de tal forma animado que se ouvia na rua. Pois ele pegou no telemóvel, ligou para um dos amigos a perguntar onde estavam e continuou a andar para o lado direito.
O meu filho é a minha cópia!

A música rezava assim: passear contigo, amar e ser feliz, tiriririr-ri-ri

Depois de um dia do demo, chego a casa e tenho uma bela picanha na brasa e um convite do meu homem para irmos beber um copo depois do jantar. Obrigada, querido. Quando estás atravessado tens um feitiozinho que benzó-Deus, mas 99% dos 365 dias do ano fazes-me feliz como ninguém.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Foda-se*, estou tão fartinha!

Estão a ver aquelas pessoas que hoje dizem uma coisa e amanhã outra? Ou melhor ainda, que no decurso de uma conversa dizem uma coisa e volvidos minutos já fincam pés a dizer que não disseram o que disseram há uns minutos? Aquelas pessoas que dizem que houve um problema de comunicação e que foste tu que afinal não percebeste bem as coisas? Estão a vê-las? Pois bem, sejam bem vindos ao meu dia a dia.

*e não venham cá com merdas que sou uma ordinária e que devia ter mais respeito e pudor, porque em primeiro lugar estou mesmo fodida, farta de gente mal formada e depois (utilizando a expressão mais madura de sempre) o blogue é meu. Querem gente genuína...aqui me têm!

Quando é que começa o Inverno?

O verão é lindo, e bom, e a malta anda feliz (é o que dizem). Felicidade, really? Adonde? Com as temperaturas que se fizeram sentir  tive uma descida de tensão tal que passei o fim de semana com as maiores enxaquecas de que há memória. Como não gostar do inverno?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Pessoas que não têm filhos, ponderem bem se querem passar por estas ânsias

O que mais me preocupa na minha filha é o feitio. Xinapá que feitiozinho. É um doce, uma querida, tem imensa piada, é uma companheiraça, mas depois tem manias que não acabam nunca. Manias daquelas irritantes à brava como o dedo esticado, a crítica recorrente, a falta de filtro, a selecção de quem se senta ao lado dela,... Ora lá em casa a malta é tão fixolas, paz e amor que me custa pra caraças estas porcarias. De maneira que passamos a vida a metê-la na linha e a ver se deixa de ser parva.
O meu filho tem exactamente as mesmas qualidades mas em modo calmo. É para ir para a direita? Vamos para a direita. Agora é para ir para a esquerda? Bora lá para a esquerda. Tá de bem com a vida e a vida de bem com ele. Mas é um cabeça de vento, acha sempre que tudo é já ali e que tem de nos avisar em cima da hora porque nós não temos mais nada para fazer do que estar ao seu serviço. Tem óptimas notas, mas o pai já lhe perguntou se ele suborna os professores, tal é o grau de distracção.
Ela vai para o 1º ano, ele para o 10º. E eu já estou a sofrer por antecipação, aqui em ânsias a achar que não dou conta do recado.
Pronto ok, estou stressadinha. Há comprimidos para isto?!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Estou capaz de lhe bater!

O meu marido perdeu 4kgs numa semana ... 

Estúpido!

Martine vai à horta

A caminho de casa o meu vizinho mandou-me parar, estava na horta e deu-me umas alfaces.
O que é que isto tem demais? É que ele vai à horta de Porsche Cayenne e eu não ... mas vou maquilhada que é sempre em bom!

Querido Sr. Carlos Manuel

Todas as semanas um senhor de seu nome Carlos Manuel me telefona a tentar vender uns artigos. Todas as semanas eu explico ao sr. Carlos Manuel que não estou interessada. Mas o sr. Carlos Manuel é uma pessoa insistente, que não se dá por vencido e deve ter feito apostas no escritório em como me convence a comprar qualquer coisita, vai daí aumentou as investidas para contactos bisemanais. Ui, levantámos a fasquia! O sr. Carlos Manuel não só me quer vender uns artigos como já faz ofertas e a partir daqui acho que já tudo está em causa. Ora eu acabei de falar com o sr. Carlos Manuel que, em desespero (a aposta no escritório deve incluir um amasso com a Vanessa da contabilidade) já diz que gosta muito da minha voz (coitado que nunca me ouviu cantar) e que a voz deve corresponder a uma pessoa fantástica (ainda ele não viu o meu rabo de Kardashian). E eu, pessoa em que a paciência não é a melhor das virtudes, fiz um desenho via telefone ao sr. Carlos Manuel, mas ele não se toca e mantém o mesmo tom monocórdico esteja eu a convidá-lo para jantar ou a mandá-lo à merda (facto que ainda me irrita mais). Deixei-me de cordialidades (era óbvio que não me tinham levado a lado nenhum) e disse-lhe a seco que não ia comprar nada, sem lamentos, desculpe lá qualquer coisinha, estou farta de tanta insistência, contenção de custos, falta de interesse nos produtos, já não o posso ouvir,... valia tudo. O sr. Carlos Manuel é um erro no que às vendas diz respeito e tenho para mim que noutros sectores da sua vidinha também deve ser uma seca (atenção: o maior dos respeitos pela classe comercial deste país) e eu já estou possuidinha. Quando a conversa já ia neste tom e eu vou para desligar, o sr. Carlos Manuel despede-se com um "concerteza sra. dra, falamos melhor na 6ª feira"...
Naturalmente que na recepção já está um post-it a dizer "Não transferir chamadas do Sr. Carlos Manuel... estarei sempre em reunião!!"

Eu ouvi isto, juro que ouvi

Nós -"Ó Dona X, sabe bem que não pode faltar às nossas convocatórias."

A Dona X - "Sim, estava lá em santa-cona-do-assobio e vinha mesmo ter convosco!"
. . . 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Azeitonete assumida

É só para me lembrar que nesta noite fui muito feliz! Mesmo com o cheiro a estrume (ir a feiras da agricultura dá nisto).
Santarém, 12 de Junho de 2015

Palminhas para a psicologia invertida

Depois de horas a chamá-la para ir tomar banho e ela a arrastar o mais que podia, resolvo virar o jogo e apelar ao drama (a miúda afinal não sai às pedras da rua):

Eu: "Eu sei que sou chata. Como eu gostava de ser uma mãe menos chata, que te deixasse andar com as unhas cheias de terra a semana toda, com o cabelo cheio de sebo e o rabo a cheirar mal..."

Madalena: "Não és nada chata mamã. Vou mesmo agora tomar banho, que tu és tão querida e fofinha e só queres que eu ande bem cheirosa!"

O que eu mais gosto na maternidade? O poder maquiavélico! Ahahahah!

Eu tenho problemas com os trocadilhos

Numa festa fazem-me chegar um gin enviado pelo meu marido. Levanto o copo e grito para ele (do outro lado da sala): "Amor, estás cá dentro!". E de seguida, aquele momento em que numa festa com malta aos gritos todos se calam e todos ouvem!
Enquanto mãe de família não foi bonito, já no campo 50 Sombras de Grey foi um momento lindo!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

. . .

Madalena: "Sabes uma coisa, ontem eu e o Kiko estavamos a jogar à bola e de repente ele chutou a bola para longe. Fui buscá-la e vi que ela estava suja. Como achei que era terra sacudi com a mão, mas depois reparei que era cócó da cadela. Então depois, limpei a mão à toalha da mesa do jardim e continuei a brincar."

Eu: "Mas depois vieste a casa lavar as mãos, certo?!"

Madalena: "NÃO. Continuámos a brincar, claro! Nem cheirava mal nem nada!"

Deixa-me ir ali pôr toalha a lavar. É que depois deste episódio já jantámos nela!

Cansada

Tão, mas tão cansada. De um cansaço que não é físico, mas que dói como se fosse. Cansada da parvoíce, da insensatez, da falta de humanismo. E quando chegas a este ponto, a vida e a maturidade apresentam-te dois caminhos e eu, que me recuso a perder a alegria de viver e a ingenuidade que me ajuda à honestidade, já escolhi o meu. O meu porto de abrigo está lá e para ele corro todos os dias, só ele me mantém à tona.
Chamem-me louca, mas recuso-me a continuar no meio do rebanho que me sufoca. Estou fora. Vou dizer tudo o que tiver de dizer a quem de direito, sem recados ou rodriguinhos. Vou tirar a máscara e sorrir só quando me apetece, sem fretes nem favores. Acabaram-se os protocolos e as formalidades. O filtro deu de si, está laço, sem folga nem aperto. De tanto engolir fiquei doente. Chega. Talvez assim passe a ser considerada como ser humano que sou, com a dignidade que me é de direito. Estou cansada, mesmo muito cansada!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Preciso que me benzam os electrodomésticos

Avariou-se o congelador, a máquina de lavar loiça, a trituradora entre tantas outras coisas que se partiram e foram para o galheto. Até a Bimby que supostamente substitui metade dos aparelhos de cozinha já faz uns barulhinhos estranhos.
Estou disponível para angariação de fundos a favor da própria. Se quiserem contribuir, sintam-se à vontade.
Entretanto segue uma singela nota aos senhores da seguradora: já começo a aziar com a incompetência no que diz respeito ao congelador, se não despacham a coisa pondero avançar com a cadela para cima de quem venha cá a casa só para olhar para o congelador e tirar fotos. Ainda se lá dentro tivesse congelada a Sara Sampaio ainda se compreendia, agora chegar, tirar fotos infinitas vezes e continuar tudo na mesma... não se entende!

Os papás e os contraceptivos de serviço

Atentem aos pormenores: eu de mãos dadas com o pai (sendo que eu sou muito maior, evidentemente!) absolutamente in love e os penetras a ladearem-nos (os braços de t-rex do Joãozinho são fabulosos).

sábado, 6 de junho de 2015

Das conversas deles

Madalena: "Hoje na tua escola vi uns meninos a limparem as janelas..."

João:" É porque se portaram mal."

Madalena: "Se calhar responderam mal à professora, ou chamaram-se nomes uns aos outros, ou até quem sabe pintaram fora do risco!"

João: "... tu és tão fofa!!"

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Pronto, já está!

Eram 09h da manhã e eu já estava em frente à secretaria da escola. Tinha de ser assim, ou vai ou racha, já não dava para esperar mais. Mal entro a funcionária convida-me a sentar, deve ter visto o meu ar de terror e só faltava oferecer-me um cafezinho. Pois não é que mal me sento os olhos começam a encher-se de lágrimas de forma incontrolável. Pior, a Madalena estava ao meu lado e eu tinha de pintar a coisa cor de rosa. No final, a senhora revê o formulário e pergunta-me "E almoço? Não vai almoçar na escola, pois não?" e eu confirmo, resposta pronta da Madalena em pânico "Não vou almoçar na escola? Já não basta mudar de escola como ainda me deixas sem almoçar?"
E assim se destrói a minha reputação como mãe logo na secretaria como que a avisar todo o meu perfil, que a avaliar pelo ar da senhora deve ter ficado a pensar que devia ser prática da casa, ao que eu rapidamente expliquei que o faria no ATL.
Estou aqui em processo pós-cirúrgico, em recobro. Percebe-se agora porque não poderei ter mais filhos, é que no primeiro também foi assim e eu tenho as miudezas fraquinhas!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Já te sentiste feliz hoje?

Eu sou uma brincalhona incondicional. Não me levo a sério e faço de tudo uma paródia, talvez por esta perspectiva colorida da vida seja íman de pessoas porreiras a valer. Mas ultimamente a minha maneira de ser tem-me trazido dissabores. Há quem não entenda o meu sentido de humor (sarcástico e irónico) e o entenda como gozo. Isto nunca me tinha acontecido, o facto de me deparar com pessoas que te criticam porque acham que estás a gozar e isso deixou-me abananada. Na minha ingenuidade pensei que nunca seria interpretada assim, porque simplesmente não poderia ser.
Concluo uma vez mais que por detrás de anjos temos demónios que vêem a vida de forma tão perturbada que chega a assustar. Um conselho: vivam a vida de forma tão simples que possam respirar fundo e sentir-se em paz, sem críticas e julgamentos.

A escola primária é já ali, sabias?!

Ando a protelar a inscrição da Madalena na escola primária. Trago a documentação toda no carro e todos os dias digo que é hoje que vou lá. Palpita-me que o prazo das inscrições vai acabar e quando for tenho direito a multa e tudo. Será que estarei a oferecer resistência a esta nova etapa? Claramente que não!

Missiva ao SCP

Aos senhores do SCP que gerem o dinheiro das cotas de sócio desta vasta família:

Estão autorizados a canalizar os euritos (largos, por sinal) que esta família sportinguista paga mensalmente  para um curso intensivo de português ao Jorge Jesus.
O dinheiro dos lugares cativos, desejo que sejam canalizados para aulas de etiqueta, pode ser a Paula Bobone, o Castelo Branco, não me interessa qualquer um serve.
Como a quantia dos lugares é generosa ainda deve sobrar alguma coisa para o cabeleiro, Eduardo Beauté de preferência. 
Agora, se na primeira conferência de imprensa que aquele senhor der envergando os fatos de grife do Sporting, eu vislumbrar a peúga branca, a pastilha elástica ali a andar de um lado para o outro como que substituindo o elixir, e ele fizer uso da língua portuguesa de forma incorrecta ... Acabou-se tudo, torneira fechada! Nem uma velinha em Fátima me merecem.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

. . .

Madalena: "Mãe, quando fores ao Masterchef (???) faz este bolo de chocolate. Tenta é queima-lo um bocadinho menos."

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Das minhas crianças

O mais velho não achou grande piada quando o acordei e lhe desejei um feliz dia da criança, mas como por apêndice estavam duas t-shirts mesmo giras embrulhadas em cima da cama, ele não se importou nada de ser criança. Mas a coisa teve de ficar por aí, provando que isto dos dias temáticos é para o lado que der mais jeito.
A mais nova delirou, teve direito à família toda da Princesa Sofia (um delírio), 12 embalagens de Play-Doh (o meu marido ainda não percebeu o meu drama de estar sempre a tirar plasticina dos buracos mais improváveis), uns calções, uma t-shirt e foi mascarada de Elsa do Frozen para a escola. Esteve o tempo todo em delírio e a achar que isto de ser criança é mesmo bom porque na escola fizeram um piquenique e nem comeram sopa. Brincaram e fizeram uma grande festa porque "as crianças são mesmo muito importantes!"

E são, são mesmo importantes pelo menos as minhas para mim. São o que de melhor tenho no que à beleza diz respeito e o pior no que diz respeito ao feitio que é igualzinho ao do pai.
Gosto delas mesmo quando cheiram mal (e olhem que isso em mim quer dizer muito) e suporto-lhes muito mais crises existenciais do que poderia supor. 
Amo-as desmesuradamente e como tenho grande tendência para o drama faço uns filmes demoníacos só de imaginar que lhes possa acontecer alguma coisa.

O mais velho idolatra-me e a mais nova diz que preferia ser filha da madrinha, para a seguir me dizer que precisamos de conversar porque foi muito indelicada comigo e lamenta porque essas coisas não se dizem, gosta da madrinha mas gosta mais de mim, afinal ela "estava sentada no carro como uma galdéria" ?!?! 

E eu e o meu gajo, que nem queríamos ter filhos gramamos com estes dois e já não viveríamos sem eles. É do tipo primeiro estranha-se e depois entranha-se esta coisa dos miúdos!


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mais para a anca!

É que todas as semanas há festas em todas as terriolas da vizinhança: a festa do caracol, a festa da cerveja, a festa da sardinha, a festa do marisco, a festa da bifana, a festa do fio dental (esqueçam, ainda não percebi bem esta)... E depois a malta vai-se desafiando uns aos outros, e convidamos os amigos de Lisboa que acham isto o máximo e quando damos conta estamos batidos em todas. Resultado: mais do mesmo, que é como quem diz mais para a anca. Raios partam esta vida social! À custa disto vou de burca para a praia, é o que é!

O jeito que me dá o Complexo de Édipo

Madalena: "Não gosto nada que me dês os medicamentos, porque tens as mãos pequenas e demoras mais tempo a carregar na seringa. O pai é que é bom, tem as mãos grandes e o remédio na seringa sai mais rápido!"

Olha só que maravilha, é que a tabela de medicação que eu elaborei tão cuidadosamente e que se encontra afixada no frigorífico, está neste preciso momento a ser memorizada pelo mister mãozinhas, enquanto eu faço um reset de tudo aquilo! Como não adorar o Complexo de Édipo?!

Um problema de mesa

Cá em casa temos um gravíssimo problema: tudo se resolve à mesa. Um de nós está triste ou passou um dia complicado: sai uma comidinha especial para afogar mágoas. Estamos contentes e felizes: sai uma comidinha especial para festejar. A gravidade reside na dieta que uma pessoa se esforça tanto por fazer ao longo do dia e chegando a casa esbardalha-se ao comprido!
Só esta semana já experimentámos 2 restaurantes novos e umas quantas receitas todas elas soterradas em calorias. Quer-me parecer que ainda passo pelo serralheiro cá da aldeia e mando fazer uma espécie de cinto de castidade para a boca!

C., T., R. só para vocês ... ó enjoadas!

Tenho três colegas que me tratam por você, pior ainda, por Dra. O irónico disto tudo é que se tiverem de me mandar à merda mandam e ficamos amigas na mesma, dizem que "ando sempre com os cornos no ar" e que tenho um ar "desalservado". Tem dias em que lhes saem autênticas pérolas como "Dra. pardalona venha cá, sff" ou então "já calava essa boquinha de chocalho, não?!" São bestialmente sinceras "hoje está mesmo com mau aspecto, já vi defuntos melhor compostos", "com essa camisa parece que tem aí uns pipos de uns camiões", e são das melhores pessoas que conheço "vá bora lá andar pra frente! Isto não são horas de se atirar com a toalha ao chão!". Fazemos massagens umas às outras, levamos cafézinhos e marcamos cabeleireiro juntas. Vibramos com as alegrias e choramos as tristezas umas das outras. 
E eu, tenho uma história de paixão com elas.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Obrigada campo por estas coisas boas que me dás

Chegar a casa com os cabelos em pé e ter preparado um lanche no jardim: uma bela pratada de caracóis. Assim do nada, ao final do dia de uma 2ª feira parva. Resultado: a Madalena a andar de baloiço, cervejinha para aqui, caracol para ali, conversa da boa, vista fabulosa e... eram 20.30h quando olhámos para o relógio e resolvemos vir para dentro de casa. Vida boa esta do campo!

P.S. - Eu estou a agradecer ao campo sem recorrer a qualquer tipo de medicação ... não me internem já. Esperem mais um bocadinho!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Diário da nossa paixão

O últimos dias não têm sido fáceis e tu estás sempre lá, a tirar-me de casa para passearmos, para jantarmos, para o petisco que adoro. Nos últimos dias tens-me dado abraços que me esmagam o peito, olhas para mim para te certificares que rio e delicias-te quando o faço. Nos últimos dias tens-me enchido de mimo, ainda mais do que o habitual (e já é tanto). 
E ontem, particularmente ontem, sei que sofrias ao ver-me sofrer, pedias que a minha dor passasse para ti e querias-me proteger e afastar todos os males. Sei que esta noite não dormiste só para ficares a olhar para mim. "Hoje termino o dia ainda mais apaixonado por ti". E eu, que não preciso de provas de amor porque sei bem o que somos, fico estarrecida com tanta protecção. Seja o que for, venha o que vier estes momentos e estes sentimentos de hoje já ninguém mos tira. Obrigada por me amares, é um privilégio.

Nota: este registo tinha de ser feito para que nos dias em que andamos às avessas e tudo parece nublado,este post seja lido mil vezes para me lembrar o quanto me iluminas.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Não é só ir ao médico, é muito mais...

Ontem fomos ao Dr. Rui Bento Lopes. O alívio com que saímos apesar de percebermos que a rapariga ainda tem um longo caminho na batalha contra a rinite. Este senhor é sem dúvida um ser de uma entidade superior. Desta vez os meus filhos mudaram de opinião, o Joãozinho abraçou-o no final da consulta e a Madalena perguntou se os médicos também podiam ser assim... divertidos.
As coisas boas que eu desejo para este senhor são infindáveis. E a eternidade também, já agora!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Bi, este bolo é para ti!

O pediatra que não reúne consenso cá em casa

Os meus filhos têm um pediatra fabuloso, o Dr. Rui Bento Lopes. É um querido, muito prático, se tiver de soltar uma asneirola fá-lo, só de olhar já diagnostica o que os outros não conseguem. As conversas que temos com ele são memoráveis e as gargalhadas são tantas que raras são as vezes que a secretária não nos vem chamar à atenção para falarmos mais baixo que as pessoas na sala de espera acham que estamos na galhofa (e não estão enganadas!). Eu e o João adoramo-lo! Só tem um ligeiro problema: os meus filhos não morrem de amores por ele.
O Joãozinho porque é hipocondríaco em último grau e portanto ele corta-lhe logo as teorias. Não há cá mariquices e a única doença que ele lhe diagnostica é ser do Sporting. Esta desvalorização das lamúrias do jovem faz com que ele desconfie se ele é mesmo médico "só quando vir o certificado de habilitações é que acredito que ele é mesmo médico. Achas normal ele não perceber que eu tenho pequenas dores que merecem análise?!" diz sempre muito danado.
A Madalena só de olhar para ele desata num berreiro e a explicação é simples: quando ela era bebezinha ele precisava que ela chorasse para ouvir as porcarias todas que ela tinha nos pulmões e então irritava-a, tirava-lhe os sapatos, a roupa, e a miúda ficava em fúria.
A verdade é que este senhor é uma sumidade, é a figura a quem eu confio os meus filhos cegamente ainda que ele decida pela terapêutica mais louca do mundo. 
Por estes dias vou levar os putos à revisão. Já se ouvem protestos, mas eu estou em ânsias para o rever e ouvi-lo na sua imensa sabedoria. E mais tarde estes dois vão agradecer-lhe muito, muito mesmo!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sim, cá em casa somos muito ordinários!

Uma amiga envia-me uma mensagem, como tinha as mãos sujas pedi ao João para a ler em voz alta:

Ele: "A T. acabou a mensagem a desejar-te um bom fds... FDS?! A sério que ela te deseja boas fodas?!"

Não gosto do calor!

É verdade, não gosto. Gosto dos vestidos, dos chinelos, das sandálias, dos acessórios, da leveza dos tecidos, da rapidez com que nos despachamos de manhã, do tom bronzeado da pele, ... enfim, gosto da parte fashion da coisa. Agora, tudo o resto é um suplício: as moscas chegam aos magotes, as abelhas idem, estão-me sempre a dar fanicos porque tenho tensão arterial de passarinho, fico irritante com a sensação de sufoco e nada me consola (à excepção do ar condicionado que é uma das melhores invenções de todos os tempos). Ontem, o João lá me convenceu a tomar o pequeno almoço no alpendre porque o tempo estava bom (no Oeste a noção de bom tempo é diferente atendendo à ventania e à humidade) e assim que meto o pezinho na rua e sinto que não mexia uma folha, comecei a sufocar e as mãos a incharem assim em segundos.
Sim, eu serei aquela pessoa que nunca me ouvirão queixar do frio. Nada como uma mantinha para resolver todos os problemas do universo. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Até doente aquela linguinha não pára! Parte II

Médica:" Madalena, sobe à balança para eu te pesar"

Madalena (olhando muito atenta para os números): "Acho que estou mais magra!"

Médica: "Achas, porquê?"

Madalena: "Não sei, mas é o que a minha mãe diz quando sobe à balança lá de casa!"


Mas será possível que não me resta uma gota de vida privada que não seja exposta por esta fulana?!

Até doente, aquela linguinha não pára!

Médica: "Ó Madalena, cada vez que te vejo tens os olhos mais bonitos. Mas isso é possível?!"

Madalena: "Toda a gente diz que tenho os olhos iguais aos da minha mãe, só que os meus são castanhos e os dela são amarelos" (esqueçam, adiante)

Médica: "Pois é, a tua mãe é muito bonita!"

Madalena: "Ela quando acorda tem uma cara assim ... mais ou menos, mas depois põe maquilhagem e fica com a cara tão jovem e tão linda!"


A arte de prolongar o deitar

O João quando era pequeno, assim que se aproximava a hora de dormir tinha fome. Uma fome tão grande que ele pedia um banquete. Às nove da noite era certinho :"tenho taaaaaaaaanta fome!". Numas férias em Évora, enquanto bebíamos um copo ao luar aparece o empregado do bar do hotel com torradas e um copo de leite: "O menino foi à cozinha e pediu isto!" . . .
Ora uma pessoa tem um segundo filho e pensa: à primeira todos caem, na segunda isto vai andar direitinho! . . . Hãhã, a segunda também foi beber da mesma fonte de conhecimento e dizia ontem à noite:"Posso ficar a brincar mais um bocadinho? Sabes que brincar é muito importante para as crianças. E depois tenho fome e as crianças não podem ter fome quando vão para a caminha, não é mamã?!"

Engraçadinha, não tarda muito começa a evocar a convenção dos direitos das crianças ao deitar!

No médico . . . outra vez!

Depois da pneumonia (quase um mês em casa) regressa à escola, esteve lá uma semana e teve uma amigdalite (mais uma semana em casa), volta novamente à escola por uma escassa semana e meia e ... outra amigdalite.
Agora sim, começamos a ficar preocupados, passa-se alguma coisa com a pequena Mada. A médica não escondeu a preocupação e eu sai do consultório a atirar para o anestesiado. Acho que quando começarem os exames e as análises me cai a ficha!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quando é que o mundo enlouqueceu e eu não dei por isso?

Vi o tal vídeo de bullying que circula na Internet passado numa escola na Figueira da Foz. Fiquei com náuseas e uma vontadinha tremenda de acertar o passo aquela gente toda. Nada justifica a agressão, a humilhação, o terror que aquelas cenas nos mostram. O que vemos e o que não vemos acontece nas nossas escolas, aquele sítio onde todos os dias deixamos os nossos filhos e onde ficamos a acreditar que ficam felizes e em segurança. Foi na Figueira como podia ser noutro sítio qualquer. Este tipo de situações tem vindo a aumentar, em frequência e em grau de violência. E depois toda a gente assobia para o ar, fica caladinho a um canto e nada se passa. Os miúdos mudam de escola, muda o cenário mas tudo o resto se mantém. Eu fiquei em pânico e com muito medo do que o mundo inventará a seguir, qual será a nova moda no campo da agressão? Mas temo ainda mais pelas respostas para este tipo de problemas. Vamos continuar a passar a mão pelo pêlo destes pobres desgraçadinhos marginalizados e com tantos traumas em casa que se comportam como animais na escola e a tratá-los como se tivessem 2 anos?

Eu sou uma querida

A sério, sem pretensiosismos, tenho a noção que sou uma pessoa querida. Gosto de elogiar, gosto de promover o bem estar, gosto de mimar quem me rodeia, ando sempre alapada a dar miminhos e bem disposta. E sou assim em todos os sectores da minha vida, em família, no trabalho, nas amizades. Porém, a coisa muda quando me deparo com injustiças, estupidez, abuso de poder, maldade e outras merdas: aí viro bicho, digo palavrões, apelo à veia nortenha (que não tenho, mas é a única forma de justificar tanto vernáculo cabeludo) e sou tão frontal que dói. Ultimamente, tenho-me espantado com a calma com que giro as minhas indignações, ao que conclui uma coisa: com a idade aprendemos a cagar no que não nos faz feliz, a mandar para trás o que não queremos na nossa vida e portanto não vale a pena o investimento na fúria nem no desgaste que isso provoca! Se podia ter dito isto utilizando outra linguagem? Podia, mas aí não seria eu!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Eu e o campo... tudo a haver!

Decido dar uma caminhada para retemperar ânimos. De caminho vou apanhando flores do campo. Feliz e airosa lá vou seguindo. Chego a casa, toda eu amante da natureza, toda eu gaja campestre envergando um molho de flores, quando o meu marido me diz: "só tu para pores malvas numa jarra da sala"! So what? Avaliando o meu elevado conhecimento da coisa já é sorte não ter trazido urtigas!

A isto chama-se: ser muito à frente

Madalena - "Gostei tanto, tanto do meu dia de anos! . . . Já pensaram no que me vão dar quando fizer 7 anos?!"

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O dia em que de rica passei a bilionária

11 de Maio de 2009, ano de boa colheita diz o pai que percebe destas coisas.
Nasceste às 19,31h, mas como devias estar a fazer a tua primeira birra aspiraste líquido amniótico e eu só te conheci às 05 da manhã.
Achei-te linda (ao contrário do teu paizinho, darling) e passei a acreditar em amores fulminantes, em instinto animal que lambe a cria. Lambi-te até hoje e espero continuar a fazê-lo sempre.
És apaixonante, e tu sabes muito bem o quanto eu gosto de ti. É até ao infinito e mais além, como no Toy Story, como nas histórias de amor e nos desenhos animados.
Um dia vamos ver os foguetões a rasgar as nuvens como na música dos Azeitonas, vamos à Disney conhecer a Elsa e comer hamburguers no McDonald's e bifanas da Feira de Santana até cairmos para o lado. E vamos sempre, sempre continuar a gozar a melhor parte dos nossos dias: o momento em que nos enroscamos no cantinho do sofá, cobrimo-nos com a manta e ficamos ali em silêncio a cheirar a pele uma da outra. 
Dizer que te amo é pouco. Sou tonta por ti!