quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Não esquecer de comprar kompensan...

Na minha cozinha acabam de aterrar dez sapateiras, não sei quantos quilos de camarão, montanhas de carne para fondue, um leitão, tartes, quiches, salgadinhos, queijos, frutas, doces, bolos, pipocas, refrigerantes, licores, whisky, gins, e a cereja em cima do bolo... uma coluna de imperial. 

Qualquer comentário me parece despropositado perante tal alarvidade. Talvez um "Deus me Ajude" seja o suficiente! 

Feliz 2015

Muitos beijos apaixonados, abraços apertados, saudinha da boa, dinheiro prá rambóia, e muito álcool para reciclar o fígado!
Let the fun begin!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Cesar Millan, dá um pulinho cá a casa faxavore

A minha Ginja é uma criatura traumatizada, de cada vez que digo "a minha Ginja" lembro-me do dia em que o meu cão de seu nome Tomate fugiu e o João perguntou à vizinha "Viu o meu Tomate?!", mas adiante, dizia eu que a minha Ginja vive cheia de medos, de traumas, de pânico até da própria sombra. Ora nós que somos super calmos, andamos sempre na boa, não gritamos, não batemos, nada, aflige-nos imenso este medo exagerado dela e nunca percebemos muito bem o que a fez ficar assim. Quando chegamos a casa ela entra também e depois andamos todos ali a serpentearmo-nos e a dar voltas enormes só para não a assutarmos. Claro está que isto não funciona, sobretudo se tivermos em conta que ela pesa uns singelos 50 kg, e invariavelmente estou eu a mandar um grito porque me assustei com o susto dela. 
Precisamos de um psicólogo canino...anyone?!

Quando a parentalidade é... desinteressante

Os anos vão passando, o calo vão assentando e eu continuo a ficar tão perplexa com a natureza humana, nas suas mais incríveis variantes, como quando comecei a exercer. Hoje (sim, já funciono com indignações diárias) fico em apoplexia com a desresponsabilidade parental, ou melhor ainda, com o desinteresse completo em se ser pai/mãe. Não falo de incapacidade, de cansaço, de desconhecimento, falo mesmo de absoluto desinteresse pela condição parental. Infelizmente conheço alguns, a quem a parentalidade até foi planeada mas depois dá imenso trabalho, os putos são chatos, fazem imensas perguntas, têm de tomar banho e comer, e os colégios fecham quando deviam era estar abertos 24h/7 dias por semana. Não demonstram o menor interesse pelo que as crianças dizem ou fazem, tudo é uma maçada, estão de férias mas os desgraçados dos miúdos continuam a levantar-se cedo com um frio gélido para ir ao colégio porque eles, que nunca estão com os filhos, que vivem com verdadeiros estranhos dentro de casa, precisam muito de descansar desta condição chata que a vida lhes conferiu. E a bola de neve vai aumentando, as crianças crescem numa constante chamada de atenção, reclamam atenção e afecto mas em vez disso levam com um beyblade para deixar de fazer barulho. Mas continuam, fazem birras e atiram-se para o chão porque já perceberam que os pais funcionam por reflexo condicionado, qual Pavlov. E depois são hiperactivos, impossíveis de sossegar, nunca estão parados, não aceitam um não e "ninguém tem mão neles". 
Hoje, ouvi uma mãe dizer que não vai ao colégio novo do seu filho de 2 anos conhecer a educadora porque não tem tempo, "(...)nunca tive tempo para estas coisas da escola". E eu questiono-me, e penso muito nestas prioridades trocadas, respiro fundo e procuro o ser mais profissional e isento que há em mim, convido as pessoas à reflexão, porque ninguém nasce ensinado, porque os problemas diários por vezes não nos permitem ver as coisas de outra perspectiva, ...e eu vou falando, dando hipóteses e saio a perceber que no fundo aquelas pessoas não me querem ouvir, porque tal como os putos eu estou a ser inconveniente, a fazer perguntas às quais eles não querem responder, a caminhar por caminhos por onde não querem ir. 
E quando me atiro para a cadeira da minha secretária, do fundo do gabinete ergue-se uma voz doce "e depois admiram-se que quando ficam velhos os metem num lar e não os vão visitar"... Tenho dito!

A noite de Fim de Ano ainda não chegou...

... e já transplantava o fígado. Temo o fim de ano, temo muito....

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

P.S. - Amo-te

Ele liga a perguntar a que horas saio do trabalho, eu respondo e ele remata "não venhas tarde, tenho saudades"... e de todas as vezes que isto acontece, eu renasço.

...

1 palácio ... dos pinypon
1 autocaravana... dos pinypon
1 parque de diversões... dos pinypon
1 coisa qualquer das sereias... dos pinypon
1 cozinha do Nenuco
1 set gigantesco da Playdoh
(...)
Já cravei no pé uma chaleira e uma faca dos ditos cujos.
Arranquei 3 peças de dentro da boca da Ginja (um número deveras difícil) e já lhe apanhei cocós fluorescentes (don't ask!). 
Tenho plasticina em tudo o que é móvel e imóvel.
Existem peças, pecinhas e autocolantes em todas as divisões da casa.
Temos as mãos, e sobretudo a paciência, amassadas de tanta coisa montar. 
E todos os anos dizemos que para o ano é que tomamos juízo!

Haja saúde, trabalho e sanidade.. para voltarmos a fazer tudo de novo!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Porque eu me portei tão bem este ano #5

Eu falo imenso, brinco demais, sou irónica e sarcástica, mas o que eu quero mesmo... é agradecer o que tenho. E de cada vez que abro a porta de casa continuar a sentir a paz, a alegria, a euforia de quem ao final do dia deseja começar de novo. Dou graças a Deus por este amor imenso que nos une e só peço que a vida não nos troque as voltas. Obrigada por tudo. Tens sido generoso.

Porque eu me portei tão bem este ano...#4

Ainda vou a tempo de pedir uma mala do Michael Kors?! Olha por mim estás à vontade que qualquer uma serve. Pode, pode, pode?!?! Pronto, ao menos um porta-chaves... e sim, estou a fazer olhar de cachorrinho!