quinta-feira, 27 de novembro de 2014

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Hoje de manhã estava um nevoeiro danado, o carro completamente embaciado e, esta particularidade de viver no meio do verde não me permite distinguir entre o verde do portão e o verde da relva enquanto faço marcha-atrás. Para mim faz tudo parte do cenário. O homem grita comigo "endireita" e eu percebo "prá direita". Já nos píncaros do "isto hoje está a começar mal" abro o vidro e resmungo qualquer coisa. Ele, no desespero de se fazer entender, enfia-se literalmente dentro da minha janela para endireitar o volante e eu, que tinha o pé no acelerador, acelero... com ele pendurado na janela e entalado contra o espelho do carro...

Só continuo é a não perceber porque é que ele ficou tão zangado... a mim dá-se umas convulsões de riso de cada vez que me lembro!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Porque eu me portei tão bem este ano... #1


Pai Natal, podes-te chegar à frente com estas fofas da Lemon Jelly ...





O dia em que o Sócrates foi preso...

Estava enrolada no sofá a medir a temperatura à Madalena ladeada de Ben-u-ron, Brufen e de um marido que folgava pela primeira vez após 35 dias alucinantes de trabalho. Do quarto do João saiam acordes das peças do concerto de 30 de Novembro. A Ginja ressonava no tapete da sala.

E pronto, fica feito o registo.
À pergunta "onde estavas no 25 de Abril?" não posso responder... mas a esta sim!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A soma de todos os dias

A história é simples e resume-se a isto: o meu filho quer que eu escreva um livro. Melga-me o tempo todo que eu devia ser uma espécie de guru para as mães de outros adolescentes, porque os amigos se sentem incompreendidos e elogiam a forma como eu lido com os tão mal amados dramas existenciais, blá blá blá...
"A" conversa, a derradeira conversa que todas as mães desejariam ter aconteceu ontem ao final do dia, no carro, a caminho de casa:

João - "Então e o livro? Já começas-te a fazer um esboço?"

Eu - "Ó filho, a sério? Outra vez a história do livro?"

João - "Sim, sempre a história do livro e não vou desistir enquanto não o fizeres... acredita que era a melhor prenda de Natal que me poderias dar!"

Eu - "Bem, isto está a tomar proporções sérias... mas acreditas mesmo nisso? É que eu acho que não teria matéria para um livro!"

João - "Então deixa-me apresentar-te argumentos: és uma mãe exemplar. Respeito os teus defeitos e adoro as tuas qualidades. És sábia, completas as minhas frases e sabes sempre o que dizer. No recreio da escola sinto-me um Messias ali a dizer as coisas que me dizes, a propagar a tua palavra. Os meus amigos admiram-te, queriam aliás que fosses mãe deles. Explico-lhes aquilo que tu dizes, quanto maior a liberdade, maior a responsabilidade em relação à forma de gerir os jogos e a Internet. Mais, somos todos adolescentes, sabes como é difícil encontrar alguém com quem nos identifiquemos?! És uma referência e eu tenho muito orgulho nisso...."

E no alto dos seus 14 anos, no alto do turbilhão que é a adolescência, o meu rapaz faz-me uma destas. Leva-me às lágrimas. Se isto não é uma declaração de amor com a segurança de que estamos no caminho certo, O que será?!


P.S. - E sim, esta foi a melhor forma de voltar ao blogue!