terça-feira, 12 de agosto de 2014

Just the two of us

Ando a trabalhar que nem uma doida. Recompensa: os finais de dia só os dois (os chavalos estão com os avós no Algarve). Os jantares picantes (e com as coisas que habitualmente não fazemos porque os miúdos não gostam), os nossos cd's preferidos sem interrupções, os programas de sofá só nossos, o namoro pegado, as refeições no terraço sem medo que o vento lhes faça estragos, as bebidas no alpendre quando cai a noite e só se ouve a coruja, a casa arrumada e sem brinquedos espalhados, ...
Podia-me tão bem habituar a isto ... mas, pronto os miúdos são meus e lá tenho que os assumir (treta!bate uma saudade danada deles que chego a ficar possessa).

domingo, 3 de agosto de 2014

Em Itália fui tãããõ feliz!

Numa frase:
Estas férias foram lindas, lindas, lindas, lindas, lindas,...
Mas vamos por partes, como diz o talhante: ao fazermos o check in percebemos que o nosso voo de regresso tinha sido cancelado. Ok, foi cancelado mas temos alternativa, right? Afinal têm de pôr a malta nalgum lado! Pois parece que não! Os fulanos da Edreams (na minha lista negra a partir daqui) para além de nunca saberem de nada a única solução que encontraram era pressionarem-nos para que cancelássemos a viagem! Graças a Deus que não fomos na conversa, porque a TAP garantia-nos que estávamos noutro voo. E lá fomos! A Mada fez questão que todos no avião soubessem da vida dela (e da nossa, por consequência!) e animou a malta. Roma, Florença, tudo lindo! Fotos? Eram lindas, não fosse o João armar-se em MacGyver e decidir explorar a máquina fotográfica mais a fundo e ter carregado no painel onde dizia "delete all"... aí, tive de sair um bocadinho do quarto do hotel para respirar fundo e contar até 800!
Seguiu-se Ancona nas margens do Mar Adriático, Staffolo, San Marino, Imola, Padova, Veneza.
Foi um cansaço danado, mas estamos tão felizes que nada mais interessava! As estradas italianas deixam a desejar quer em pavimento quer em sinalética (mau mesmo!). Os italianos são doidos a conduzir e quando achávamos que perante as autoridades eles se acanhavam, nada disso que  polícia fazia o mesmo. Em Veneza fui atacada por melgas que mais pareciam crocodilos (à custa disso ando a tomar anti-inflamatórios, que tenho uma picadela bem feia no braço) e esgotámos o cartão de memória da máquina (fotos? só do aeroporto onde por fim fomos comprar outro!) Provei a melhor pasta do mundo, os melhores gelados do mundo, a melhor pizza do mundo. Lamento só que em algumas zonas turísticas os restaurantes fechem das 12h às 16.30h deixando o povo à beira da neurose. Bebemos vinhos divinais, granizados imperdivéis e os miúdos detestaram a coca-cola à pressão. Visitámos monumentos, adegas, igrejas. Pelo caminho encontrámos pessoas fabulosas de uma hospitalidade comovente. Vínhamos embriagados de tanto conhecimento, tanta felicidade, tanta cumplicidade. Chegada a hora da partida, entregámos o nosso Lancia no rent a car e lá nos despedimos de Veneza com uma dose elevada de Fenistil. No aeroporto todo o mundo gritava e gesticulava: "Ena que o povo latino é dado ao barulho" riamos nós. Depressa percebíamos porquê: voos cancelados e nenhuma explicação. Nessa altura vivemos momentos complicados, sem voo nem perspectiva de regresso, a falta de educação dos funcionários que gritavam para nós sairmos dos balcões e irmos procurar voos na Internet. Pediam-nos 2 mil euros para o regresso no dia seguinte, caso contrário só para meados de Agosto. Estava tudo doido. Não cedemos a este contrabando sujo. 22h e nós no aeroporto sem jantar, sem dormir, com uma criança de 5 anos (o Joãozinho já estava a caminho) e sobretudo sem soluções. Finalmente veio a resposta, de Portugal, que mandássemos os italianos dar uma curva porque tínhamos voo no dia a seguir à tarde. Lá fomos para o hotel que nos mandaram e no dia seguinte... voo cancelado, mas ao contrário do dia anterior encontrámos funcionários fabulosos que nos ajudaram imenso e lá fomos transferidos para outro voo que estava 9h atraso para descanso da tripulação!
Chegados a Lisboa com um dia e meio de atraso mas com um sorriso do tamanho do mundo (os últimos momentos não nos quebraram) o meu pai diz-me que a minha mãe estava no hospital: fracturou duas costelas porque caiu nas escadas do alpendre de minha casa. Merda! Vamos lá ver como ela está. Chegamos ao carro e dois pneus estão quase vazios e os outros dois para lá caminham Paragem obrigatória na oficina mais próxima...
Agora mais serenos preparo o regresso ao trabalho, com a paciente mais impaciente aqui ao meu lado que não a largo desde a alta. Sou uma enfermeira com uma disciplina militar que esta doente é difícil.
Os miúdos já chegaram ao Algarve e estão todos felizes entre tios e amigos.
 Daqui a 15 dias há mais!