segunda-feira, 31 de março de 2014

É por isto que adoro trabalhar com crianças #5

- "Anda E. despacha-te...  hoje temos missa!"
 
- "Sabes, eu à missa não costumo ir, mas ao dentista vou muitas vezes!"

Miúda, és uma despachada

Estávamos naquele enroscanço bom no sofá.
Sem querer magoei-a e pedi-lhe desculpa:

Madalena - "Não faz mal. Os acidentes acontecem. Temos de desculpar e continuar a nossa vida."

sexta-feira, 28 de março de 2014

Dúvida existencial

Porque é que a estupidez de gente parva me continua a incomodar tanto?

Beyoncé ... vai ser gira assim para a tua terra, sim?!

Pois sim, confirma-se que a fulana é boazona até doer e tem um vozeirão até Marte.
Já eu, enquanto me fustigo e roo até aos ossos, digo... é escanzeladita!  
grrrrrrrrrr 
Parva de gira é o que ela é!

Se fosse eu, tinha-a empanturrado de pastéis de Belém, alheiras de Mirandela e açorda alentejana ... que é para aprender a não ser gira nas horas!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quando houver comprimidos para isto, eu juro que acampo na farmácia!

Quando a minha distracção (que é crónica, hereditária e altamente patológica, entenda-se) é motivadora de despesas, aí perde a piada ... principalmente para o meu marido, que deixa de achar um charme e passa a equacionar o internamento compulsivo.
No espaço de um mês já estourei duas baterias ao carro ... não é bonito. 

O meu filho é o salazar cá de casa

O salazar ... aquele utensílio de cozinha que rapa tudo!
Ele manda abaixo um prato cheio de comida, depois ataca iogurtes, e gelados, e fruta, e pão e, se por ventura sobra comida da irmã (que até ia para a cadela - nem a desgraçada ele poupa) ... marcha também!

Só vos digo que os miúdos na adolescência deviam vir com abono para falhas !

terça-feira, 25 de março de 2014

Mário Cordeiro à caixa central!


Hoje relembro os momentos passados com este senhor ... Apetece embrulhá-lo, trazê-lo para casa e pedir para orientar in loco a malta miúda.
E a vida seria tão mais fácil.
 
[Madalena, a mãe até conhece este senhor, este senhor até te conhece a ti. Será que serve como advertência para a caturrice que pontualmente te assola, criatura de Deus ?!]

Viver no campo (também) é...

... chegar ao trabalho com uma bola de cocó de ovelha agarrado aos sapatos !




Lamento se não contribuo para a vossa imagem idílica da vida campestre.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Se é para ser, então que seja

E quando de repente te dás conta que, por mais voltas que dês, por mais que adies, não vai dar ... tens mesmo de te chatear.
 Então é hora de respirar fundo, arregaçar as mangas e enfrentar.
 
A isto chama-se maturidade: quando percebes que o mundo não acaba por virares a mesa ao contrário.
 
 
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Ele baba ... eu choro (Dia do Pai)

Na escola da Madalena houve pequeno almoço para os papás. Os pais iam chegando timidamente, sentavam-se, começavam as primeiras trocas de impressões, os olhares envergonhados, as conversas a medo. Depois foram descontraindo. As professoras ajudaram e rapidamente se faziam brindes.
O João não correu, ele voou mas já havia avisado que não conseguia estar  na escola às 09h, como solicitado. Ela, que nesta coisa de expressar emoções é ... gaja, pediu-me para lhe telefonar, disse-lhe que os pais dos amigos já lá estavam todos "vem rápido, por favor". E ele continuou num fogo cruzado chamado trânsito a fazer de tudo para não a desiludir. E, quando ele finalmente chegou, os olhos enormes de avelã dela pareciam faróis. Um momento digno do alto patrocínio do Continente.
Resultado: ele completamente babado abraçado a ela e eu a chorar que nem uma doida!

Ok já percebi ... eu é que estou velha

Bem sei que Lisboa enquanto capital europeia tem de se ajustar culturalmente aos seus pares. Ainda assim ... concertos durante a semana ?!
É que no dia a seguir a minha pessoa está a cair! A semana passada foram os Scorpions (à 2ª feira), escusado será dizer que na 3ª feira eu e o João nos arrastávamos. Agora segue-se a fofa da Byoncé ... e já percebi que isto não é pra meninos! Aguenta, coração !

terça-feira, 18 de março de 2014

Sobre esta máquina de sugar dinheiro

Há uns anos atrás todos os dias eram fim do mês. Jantávamos fora todas as semanas, comprávamos roupa sem olhar para o espaço no armário, íamos ao cinema a cada estreia, passeávamos de carro sem olhar para o ponteiro do combustível, viajávamos mais, passávamos imensos fins de semana fora, todas as semanas ia ao cabeleireiro e à esteticista, fazia solário e os últimos tratamento de estética e, sobretudo... comprámos uma quinta (gira, por sinal) ao preço de um apartamento em Lisboa.
A vida corria bem e a manutenção da casa não nos parecia nada de extraordinário. O que é novo brilha e dura o tempo que o desgaste o toma. O tempo foi passando e com ele a nossa consciência do trabalho que tudo isto exige foi ganhando proporções grandes e algumas complicadas de gerir.
Ter uma quinta é muito mais do que status. É muito mais do que a casa gira que os amigos adoram. É sobretudo, manutenção... diária, semanal, mensal. É um gastar de dinheiro sem fim. Porque é preciso arranjar uma vedação que está laça, porque é preciso reforçar o apoio às árvores devido ao vento forte, porque o motor do portão principal está em esforço e pode dar o berro a qualquer momento, é preciso ir ao telhado perceber o que se passa com os painéis solares, os candeeiros dos muros precisam de ser substituídos, a casa da lenha está a deixar entrar água e não sabemos bem de onde, é preciso pintar a casa e os muros quando vier o bom tempo, e comprar mais sebes que o temporal danificou algumas,... E o que é que isto representa: dinheiro, sempre o dinheiro. E as áreas são grandes e os materiais a comprar têm sempre de ser em grandes quantidades. E ambos trabalhamos e portanto se queremos as coisas feitas temos de contratar quem o faça ou , na melhor das hipóteses espera-se até termos disponibilidade.E tudo isto desgasta... muito.
É inegável a qualidade de vida que temos. O cheiro, os sabores, o acordar a ouvir passarinhos (sim, isto existe) é de uma magia que recarrega baterias e um bálsamo que nos permite continuar, não desistir e avançar. Resta-nos a força e determinação, e ainda mais do que isso, imaginação. E perceber que Roma e Pavia não se fizeram num dia. Percebemos que os nossos limites são flexíveis e que a expressão "arregaçar as mangas" tem todo um novo significado. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

...

É 6ª Feira.
O Sol brilha.
O céu está lindo.
Cheira a Primavera ...
E eu tenho uma enxaqueca de morte.

domingo, 2 de março de 2014

Lavar a roupa suja... literalmente!

A pilha de roupa que tenho para lavar e secar é o sonho de qualquer alpinista. Motivo pelo qual me apetece um gin às dez da manhã.
Ainda assim, vou-me afogar num chocolate quente para ver se reponho os níveis de desespero!