sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Rasteira

Não gosto de me queixar. Em dada altura da minha vida tomei uma resolução: parar de me queixar e dar constantes Graças pelo que tenho. Passar a ver o copo meio cheio e sorrir, sorrir muito. A partir daí virei rosto do positivismo, da forma de ver a vida tão feliz quanto possível.
Ainda assim, hoje está a ser duro. Isto porque depois de semanas de altíssimas expectativas para o Carnaval da escola, a Mada está com gastroentrite. Passámos uma noite alucinada na casa de banho. Aflita com dores e indisposta só falava no Carnaval. Deu dó. Vá lá, malta aí de cima... esta não se faz! Rasteiras assim são maldade. Tréguas, ok?! Amiguinhos como dantes? Assim sim...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014


O meu filho faz hoje 14 anos. E a emoção engole-me as palavras.
És único, especial e eu agradeço a Deus todos os dias.
 Amo-te tanto meu amor!
 

Do fim de semana

Casa cheia. Avós a mimarem e a estragarem, que ser avô é isso mesmo. Almoço preparado a quatro mãos. Muito beijo, muito abraço. Passeio bom que o sol já espreita. Encontrámos cadela perdida. Demos banho, comida, cama e roupa lavada. Madalena apaixonou-se. Baptizou-a. Explicámos que não era nossa e que tínhamos de encontrar os donos. Bonito de se falar, menos de se convencer.  João numa festa de anos com dormida incluída. Prepara saco-cama, cobertores, mil e uma advertências. Volta para casa e para a cadela. Telefona para o veterinário. Só pode atender na manhã de domingo. Marido dorme no sofá com a cadela (salvo seja!). Manhã de domingo a rir, com a felicidade de quem se ama. Hospital veterinário. Tem chip. E donos, que ficaram a chorar quando se telefonou. Combinámos ponto de encontro. A cadela tem família e uma menina que chora a sua ausência. A Madalena entregou-lha. Como quem passa um testemunho difícil. Deu um beijinho à menina e um abraço à cadela. Retirou-se e chorou. Vamos buscar o mais velho. Parece um zombie...mas em modo feliz. Ensaio da orquestra. Duas horinhas ao melhor nível para abrir a pestana. Óbidos. Mesmo à chuva é um encanto. Lanchámos crepes e waffles com chocolate quente e gelado caseiro. Cansados. Esperamos pelo músico. Encontramos dinheiro. Devolvemos ao dono. Regresso a casa. Banhos. Jantar de restos. E assim acaba um fim de semana...como começou.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Agora mesmo, assim do nada...

Apetecia-me que me saísse o Euromilhões. 

Frivolidades, sei lá! 

Olga, a fofa!

Antontem à noite o telefone tocou. Julgando serem os meus pais, deixei que a Madalena atendesse. Depois de muita conversa diz-me: -"Toma é para ti!" pergunto-lhe quem é e ela responde-me "Já vais ver..."
O "já vais ver" era uma moça de seu nome Olga que, assim que meto o telefone no ouvido, dá de debitar toda uma introdução ao estudo de mercado que estava a realizar. Interrompo-a e digo: "Não leve a mal mas eu neste momento não posso atender...estou no banho" ao que a jovem me responde "Atendeu não atendeu? Então pode continuar a falar comigo!". Não gostei do tom, muito menos do argumento. Ainda assim, lamentei e desliguei.
 
Ontem à noite, o telefone volta a tocar. Eu atendo. E topo logo que era... a amiga Olga! Não satisfeita com a justificação da noite anterior, a jovem decide avançar novamente:

Ela - "Boa noite, desejo falar com a dona da casa"

Eu - "Com quem estou a falar?"

Ela - "A dona da casa?"

Eu - "Quem fala por favor??"

Ela - "Fala a Olga" (o tom aqui já era lascivo)

Eu - "Olga... ah, da empresa de estudo de mercado."

Ela - "A dona da casa? Eu só falo com a dona da casa."

Eu - "Sim, sou eu. Mas olhe vamos rentabilizar o tempo das duas ...eu não estou com disponibilidade para participar no estudo. Peço desculpa."

Ela - "E eu tenho de lhe dizer que a sra. é uma grande mal criada que nem dá oportunidade para as pessoas trabalhem! Já viu os modos com que falou ao telefone. Francamente!"

Querida Olga, que me desligaste o telefone na cara e não me permitiste a defesa. Sou desempoeirada mas de todo arrogante ou mal educada. Dou na exacta medida que recebo. Ainda que não te devesse explicações lamentei o facto de não ter disponibilidade para te aturar, ops, para permitir que desempenhasses o teu trabalho. Mas de facto, o que lamento mesmo é não ter memorizado o nome da empresa para a qual estás contratada para depois reportar superiormente o teu comportamento. O telefone não te escuda contra os outros, nem é arma de arremesso. Sentes-te melhor por descarregar contra quem não vês? Isso tem nome: cobardia. Experimenta ser simpática...costuma resultar!

Btw: a lista de desemprego é tão longa! Aproveita o que tens e valoriza-o!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Filho:

És fabuloso. Lembra-te sempre disso.
És infinitamente melhor do que pensas que és.
Queria muito ser como tu.
Pedi-te a Deus e tu apareceste.
Daqui a uma semana farás 14 anos.
E a dor de crescimento é minha.
Que te quero aqui. Sempre. Colado a mim.
Amo-te muito.

Filha:

Dizes coisas fabulosas como "sobranças" e "hamburguéne" (para sobrancelha e hamburguer) e eu corrijo.
Mas corrijo baixinho.
Porque acho que o dia em que disseres bem essas palavras deixaste de ser pequenina e eu perdi-te como bebé.
Amo-te muito.

O infalível (ou não muito) jogo da agulha

Desde que virei mulher do campo que já me fizeram mais de um cento de vezes o "Jogo da Agulha".
O Jogo da Agulha remonta às profundezas da sabedoria popular e é, segundo os entendidos na matéria (que, estatisticamente, devem ser para lá de muitos), a forma mais fiável de atestarmos o planeamento familiar. Veja-se o rigor científico da coisa: na lateral da mão da mulher sobe e desce uma agulha três vezes finda a qual paira sobre a mão e nos diz quantos filhos tivemos, vamos ter e respectivo sexo. Ora escusado será dizer que já me atribuíram, 1, 2, 3 filhos, um casal, dois rapazes, um rapaz e duas raparigas, ...
O último jogo determinou-me mais 2 rapazes, para além dos que já residem cá no burgo! Éh lá, Associação de Famílias Numerosas atentai em nós!
Tenho ferozes dúvidas (ferocíssimas mesmo!) na profecia . Temos uma quinta é certo mas daí à promoção a pensão vai um tanto.
O mais certo é aconselhar as mestres do jogo (minhas colegas por sinal) a deixarem de comprar agulhas na loja chinesa. É que a cada jogada... eu fico com os olhos em bico!

Valha-me o Skip!

Eu tenho pancada pelo branco para a decoração da casa.
Lindo, dizem uns. Bom gosto, dizem outros. Mas agora passo a contextualizar: eu tenho uma casa de campo! Uma casa que é vivida à séria, com gente a entrar e a sair, com cães a escapar para dentro assim que uma porta se abre (até a Ermelinda no outro dia se aventurou indoor), com amigos, família, miúdos e graúdos numa roda viva. Comida, vinho, pinturas, sapatos, terra, galochas, horta, ... uma eternidade de conspurcações ao meu branco imaculado.
Os meus sofás são brancos, tenho tapetes brancos, móveis brancos,... e o que parece ser bom gosto (os nossos amigos atestam a veracidade) por vezes vira paranóia :"Onde é que vais com essa caneta na mão? Olhó sofá!" "Estás com botas dentro de casa? Olhós tapetes" e por aí em diante....
E agora perguntam vocês: porque raio editei este post? Porque acabei de comprar esta colcha para a minha cama (Zara Home)... branca...e linda de morrer!!!!

Estou quase a fazer anos...yupi!

A Bi (pisciana como eu) tem feitos posts acerca da proximidade do aniversário, e vai daí criei um que se adapta à proximidade dos meus 38 anos.

Minha querida. Só para ti:

Estou quase a fazer anos #1

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lição de vida: é tudo uma questão de perspectiva

Esbardalhei-me à entrada da casa de banho de um lar de idosos.
O chão estava húmido e eu andei ali às voltas e a fazer piruetas.
Por fim, aterrei no chão. Uma perna para cada lado, um braço por detrás das costas, o outro agarrado à ombreira da porta.
Estava danada. Digo mal à minha vida. Viro-me e vejo uma idosa:

-"Ó Dra., estava aqui a admirá-la a cair. Olhe que tem cá uma flexibilidade!"

Fachada mudada

Espero que gostem!

Have fun.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Aviso prévio

Ela faz anos em Maio. Apesar disso já fez questão de me avisar:
-"Já sabes que se continuas a não gostar desta música não vais à minha festa de anos!"

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Retrato fiel



Já ouvi algumas teorias sobre o estado do carro das mulheres.
O vosso não sei, mas o meu veículo (gosto da expressão) é todo um mundo com vida própria. Não me traduz nem tão pouco me reflecte: sou organizada, gosto de tudo limpinho e airoso,... o carro é exactamente o contrário: uma badalhuquice pegada. Ontem à noite dei-me ao trabalho de olhar para ele com olhos de gente e detectar: 1 livro infantil, 3 puzzles da hello kitty, um kit de brinquedos da "Selva sobre Rodas", uma mochila que no interior até molas da roupa incluía (patrocinado pela Mada), um saco com corn flakes, uma mala da Madalena com maquilhagem,...
A questão aqui incide sobre: como é que alguém tão cioso das suas coisas chega a este estado?
Pois... não faço a mínima ideia!

A história da amiga que "suscitou"

Madalena: "-Estou tão incomodada com uma coisa que a Beatriz me disse!"

Eu: "- O que é que ela te disse?"

Madalena: "-Disse-me que a Erica engoliu cola, a cola colou-se ao coração e ela morreu!"

Eu: "- Mas tu sabes que essa história não é verdadeira. Sabes bem que a Erica está viva."

Madalena: "- Está viva... pois está viva....olha, 'suscitou'!"