quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O conceito de necessidade é vasto. É difuso. E profundamente ambíguo. A minha necessidade não será a do vizinho do lado e vice-versa. Mas existem necessidades, que o sendo efetivamente, são por demais evidentes. Uma família carenciada tem necessidades. Muitas. Demasiadas para as equacionarmos num atendimento. Se calhar faz más escolhas, se calhar gere os seus bens de forma dispersa e pouco racional, mas isso também se ensina. Para isso é necessária formação: do individuo, do grupo, da sociedade.
Passo os dias a lidar com necessidade, a separar o essencial do acessório, a ensinar a fazer escolhas, a dar canas para pescarem. Não é fácil, nunca será. De umas vezes sentimos gratificação noutras frustração. Trabalho com valores que não são passíveis de quantificação, que não entram para a estatística, porque os valores humanos são soberanos. Trabalho de pessoa para pessoa. E dói, e custa, e supera-se, e avança-se porque o caminho faz-se caminhando.

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