quarta-feira, 22 de maio de 2013

Bem sei que quando não tenho... invento

A Mada fez um desenho no colégio sobre a família. Desenhou a mãe, o pai, o mano, a avó e o avô. Parece normal? Não! Não se desenhou a ela! Ora, nestas coisas entra, por defeito profissional, o excesso de informação. Assumi logo que a rapariga não se projectou porque tem problemas de auto-estima, porque não sente lugar de pertença na família, ronhonhó ronhonhó ronhonhó...
Fui ter com a S., das psicólogas mais top com experiência na área infantil para xuxu, mostrei-lhe o desenho, chamou-me nomes, disse que quem precisava de tratamento era eu, que a miúda estava óptima, que não estavam projectamos sinais de conflito interior, mas aconselhou a que eu falasse com ela (o conselho foi para me calar, porque a seguir deu-me um carolo na cabeça!).
À hora do jantar, lá andei eu de volta dela:
Eu - "Sabes, adorei o desenho que fizeste da família! Estava tão giro! Mas faltavas tu!"
Ela - "Faltava eu?? Eu acho que estava lá!"
Eu - "Não filha, não estavas. Porquê? Tu és da família, és importante para nós..."
Ela (interrompe-me) - "Sim, eu sei, mas a G. disse que nos tínhamos de despachar para ir para o recreio!"
 
Ao mesmo tempo, tinha o meu filho a abanar a cabeça e a fazer-me sinais de que eu estava maluca e o meu marido a perguntar-me que raio de conversa era aquela. No fundo, há muito que esta gente reconhece com credibilidade a minha insanidade. Paciencinha que esta coisa da família é mesmo assim!

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